Curso para Jovens: arriscando a vida por grandes ideais

O curso para jovens realizado na tarde do primeiro dia de Renascer teve como tema “Arriscando a Vida por Grandes Ideais”. Foi ministrado por Letícia Lopes, que é missionária da Comunidade de Vida há 3 anos. Motivados pelos versículos “Sim, as coisas antigas se foram (…) Eis que faço nova todas as coisas” (Ap 21, 4c.5b), os jovens puderam compreender que o pecado passa, mas não as suas consequências, e que Cristo é aquele que faz novas todas as coisas, renova todas as suas expectativas. A missionária ainda questionou os jovens sobre as novidades que Deus realizou neles durante este dia de Renascer, e afirmou que o céu é a grande novidade do Espírito, enquanto as novidades do mundo são provisórias. O Pe. Osvaldo Vieira também esteve entre os jovens partilhando o seu testemunho de descoberta vocacional, sobre como Deus fora revelando Sua vontade e sobre a experiência de deixar tudo para abraçar o sacerdócio. A partir do testemunho do sacerdote e pelas palavras do Papa Francisco, que exortam a ir contra a corrente, os jovens foram convidados a despojar-se de objetos que trouxeram consigo, a fim de alcançar a corrente de Cristo. Ao deixar pequenos objetos, puderam descobrir que são os grandes ideais que nos levam à eternidade, por mais que estes se dêem em pequenos atos de oferta.

“O Renascer é para nós como a árvore de Zaqueu”

O primeiro momento de pregação do Renascer Natal neste sábado foi conduzido pelo Padre Denys Lima missionário da Comunidade de vida em Fortaleza.  Com o tema: Há mais alegria na misericórdia de Deus, ele falou sobre o amor misericordioso de Deus. Fazendo uma comparação com a parábola da ovelha perdida, do filho pródigo e da mulher que reencontra a dracma, o Padre explicou que assim também é o amor de Deus por nós. “É feita uma festa no céu, Deus faz uma festa quando os seus filhos retornam ao seu encontro”, citou o Padre. Ele abordou também sobre o que nos impede de contemplarmos o amor de Deus e Sua presença em nós. Para ele, o pecado nos deixa cegos e distantes de Deus. Usando a passagem do encontro de Zaqueu com Jesus, Pe. Dênis explicou que é necessária uma abertura, um esforço e que o Renascer para nós é como a árvore que Zaquel subiu para ver Jesus. Encerrando com uma oração, os participantes do Renascer puderam ter essa experiência com a misericórdia de Deus, segundo Pe. Dênis, voltando a sentir a presença deste amor que nos dá a vida e nos mantém nela. Por Gabriela Medeiros

Trilha da juventude da Obra Shalom de Itapajé

A Obra Shalom de Itapajé promoveu no último domingo, 23, um momento diferente: uma trilha rumo à Pedra da Caveira, em Itapajé (CE), com a participação de 30 jovens. A pedra fica em meio às serras do município, de onde é possível ver toda a cidade, ao passo que também se pode contemplar as maravilhas de Deus presentes em toda a natureza do ambiente. O objetivo era viver um momento de convivência, de partilha e fraternidade entre irmãos. Porém, quando todos chegaram ao destino do dia, tiveram uma surpresa, pois lá em cima já havia vários outros jovens que ainda não participam do Shalom. Foi feito então um convite para que eles também participassem da programação. Todos reunidos, deu-se início a um grande momento de oração, em louvor e agradecimento ao Senhor dos senhores, pelo dom da vida de cada um que ali estava presente e também daqueles que não puderam comparecer, pelos novos amigos, natureza, pelo dia de alegria, dom da fraternidade e pela providência divina. Em seguida, todos se organizaram para encerrar o momento que ainda foi marcado por muita descontração, diversão e animação.

Na Igreja Católica sou firmada na fé e na verdade

Você já se perguntou por que segue a sua religião, tal qual ela seja? Foi exatamente esta pergunta que eu me fiz quando as coisas começaram a mudar em minha vida. Em um dado momento, há uns dois anos atrás, eu participei do acampamento da Comunidade Shalom, e me descobri. Descobri a minha fé e desde aí venho me conhecendo inspirada, com toda certeza, pela ação do Santo Espírito de Deus. A minha vida foi transformada, tudo mudou, minhas atitudes, minha forma de ver o mundo, mas principalmente a única e verdadeira forma de ver e reconhecer a face de Cristo, nosso salvador. Depois de um tempo tentando solidificar esta fé em obras e fugindo das tentações que foram e são muitas, claro, eu me deparei com uma tal situação. Eu, meus pais, minha avó, minhas irmãs e alguns outros membros da minha família seguimos o catolicismo desde crianças. Porém, há alguns meses (ou anos), alguns tios e primos, anunciaram a notícia de que “mudariam” de religião. Deixariam de ser católicos e buscariam Jesus em um templo protestante cristão. Sim, eu coloco aspas quando digo que “mudariam” de religião. Porque eu não acredito que alguém que realmente viva a sua religião e conheça a beleza da Igreja Católica e não a julgue erroneamente, a deixe para contemplar qualquer outra religião. Mas enfim, foi algo que abalou a família inteira, porque eles agiram com radicalidade e tudo aquilo parecia muito estranho. É fácil comparar a radicalidade deles com a minha após o acampamento. Mas eu digo que é diferente. Porque quando encontramos o verdadeiro sentido da vida temos que reconhecer ao mesmo tempo que nós vivemos nesse mundo de pecado, de erros, de que falar de Jesus, às vezes, é uma ofensa para aqueles que não crêem. Mas é como diz São João: “Estamos no mundo, mas não somos do mundo” (Jo 17, 14). E temos que saber organizar a nossa vida com a nova vida que Deus nos propõe, e principalmente compreender que há pessoas que não estão vivendo o mesmo momento que nós. E foi exatamente o que eles não souberam fazer, queriam de qualquer forma transformar as nossas vidas, mas com as próprias mãos. Uma tia chegou ao extremo de quebrar imagens de vários santos e de Maria para tentar convencer a dona delas de que aquilo não prestava. Com isso, nós entendíamos cada vez menos toda aquela situação. E daí mais e mais parentes meus “mudaram” de religião, e assim adquiriram novos valores, novos princípios e novos propósitos para suas vidas. Foi aí que nós, ainda firmes na fé católica, começamos a nos aprofundar mais nas obras da Igreja, na oração, na vida cristã. Nossas atitudes nos fizeram muito bem. Entramos no círculo bíblico da nossa comunidade (São Roque). Em um encontro minha mãe disse, enquanto comentávamos sobre este assunto a tal mudança de religião, que no momento em que nossa família começou a ser tomada por esta atitude, nós que somos católicos desde sempre, começamos a entender nossa religião de verdade. E a nos questionar, por que éramos tão atacados pelo protestantismo, que vêm crescendo no Brasil e no mundo? Porque a Verdade é tão questionada? E a pergunta que mais rondou meu coração: “Será que estamos tão errados assim? E será que tanta gente estaria tão errada? Afinal, o catolicismo ainda é a maior religião do mundo. E nós começamos a traçar respostas para estas perguntas. Todo amor que sentimos vivenciando tudo o que Deus fez, faz, e fará por todos nós, é verdadeiro e não podia ser mentira. Então, a consequência desse acontecimento na nossa família serviu para nos firmar na fé. Acreditar que Maria deve ser venerada como todos os santos, porque cada um tem valor inestimável para Jesus, e deve ter para nós também. Entender a importância da Eucaristia, porque é o Corpo e o Sangue de Jesus, é o maior dos milagres. Compreender o valor do perdão principalmente entre sacerdote e o fiel (Deus e sua criatura), no sacramento da reconciliação. E descobrir acima de tudo o quão é grande o Amor de Deus por nós.  Ianne Natália Souza, 16 anos

No Renascer encontrei minha vocação!

Meu nome é Carlos Rafael, e minha história com o Renascer se traduz em uma verdadeira experiência com o amor de Deus, que até então desconhecia. Antes de participar do Renascer em 2012, eu já, estava frequentando o grupo de oração, porém eu ainda não havia feito o famoso SVES, e também não era tão presente no grupo de oração. Minha vida antes deste simples evento era tranquila (até demais), mas faltava alguma coisa, nunca gostei de Carnaval e passar está época longe das festas para mim seria uma ótima opção. Ressaltando que na frente da minha casa há outro retiro de Carnaval, o Alegrai-vos da Renovação Carismática, em Macapá, e que o Renascer é em Santana, cidade ao lado da capital. Durante todos os dias, eu me perguntava o por que de estar lá, se eu poderia estar em outro retiro mais próximo e sem transporte para me deslocar para o local do retiro, apenas a carona dos irmãos que tinham carro, e que me ajudaram nessa violência de coração. Então, recebi a resposta que tanto me incomodava, ali estava a minha vocação, nunca pensei em consagrar minha vida a Deus. No entanto, Deus me chamou a Renascer. Hoje após tão pouco tempo, sou postulante da Comunidade de Aliança no Carisma Shalom. Convido a você, a participar do Renascer e experimentar essa alegria que não passa. Disso eu sou testemunha. Shalom!! Carlos Rafael, 22 anos

O que têm em comum dez jovens que vivem em dez países diferentes e não se conhecem?

O que têm em comum dez jovens que vivem em dez países diferentes e não se conhecem? Para começar, são todas filhas da mesma época, com uma idade entre vinte e trinta anos. Se o relativismo cultural escavou uma distância entre sociedades até mesmo geograficamente muito próximas, por outro lado em todo o globo as novas gerações estão unidas pelos estilos de vida, pelas novas tecnologias e por uma visão do mundo neo-científica que descarta a priori qualquer possibilidade de transcendência, ao ponto que – parafraseando o Papa Francisco – se poderia falar de globalização da imanência.           As dez mulheres que entrevistamos não pertencem todas à categoria das racionais que não crêem. Algumas são agnósticas, onde o agnosticismo é hoje aquela fé leiga que informa de modo transversal a cultura juvenil globalizada (futuro incerto, recusa de assumir a responsabilidade de escolhas definitivas, atracção pelo efémero), escondida sob a aparência de uma presumida maior liberdade: a possibilidade de poder sempre rescrever o próprio pensamento sem ceder ao peso de decisões irrevogáveis, atribuídas àquelas confissões tradicionais consideradas inadequadas para interpretar as necessidades existenciais. Vislumbra-se entre os perfis das dez jovens uma ânsia por algo que está além, mas que não se sabe expressar, e que talvez seja o verdadeiro denominador comum desta geração. As questões que as dez mulheres apresentam ao Papa não têm nada a ver com os, ainda que muito sérios e fundamentais, dilemas teológicos e doutrinais que constituem o enredo central da matéria religiosa, nem com a curiosidade sobre costumes e gostos pessoais do Pontífice. São questões que vão directas ao centro de temas importantes para as pessoas comuns. China Ying nasceu numa aldeia chinesa na província de Hebei a 150 quilómetros de Pequim. Tem 27 anos. O pai é pedreiro, o clássico migrante interno que muda continuamente de uma parte para a outra do país à procura de trabalho. A mãe trabalha nas terras da família. Ying trabalha em Pequim como intérprete para uma sociedade da Letónia. «Sou uma mulher chinesa muito prática e penso que o mundo deveria agir segundo regras claras. Ter uma religião significa entrar num percurso existencial especial, onde as pessoas já não agem simplesmente segundo a racionalidade e a razão, e por isso que não é para mim. No entanto creio que haja algo além da nossa capacidade de entender. Se fizesse uma pergunta ao Papa creio que seria esta: o que significa ter um poder espiritual, em relação, por exemplo, ao poder dos nossos líderes políticos? Estónia Kaisa, que vive em Tallin, tem 24 anos e estuda no Estonian Information Technology College. «A Estónia é um país pequeno mas muito criativo e inovador, de modo especial no campo tecnológico. Outra sua característica é situar-se entre os países menos religiosos do mundo. Eu sou feliz sem uma religião, o que não quer dizer que Deus não exista mas que as normas religiosas criadas pelo homem não me interessam. Óbvio que há coisas divinas na vida, penso que todos os seres vivos possuam qualidades divinas, mas não necessitam de uma religião para o ser. A minha pergunta ao Papa é esta: estaria pronto a assumir a responsabilidade de todas as crianças que nasceriam se não se usassem preservativos nem pílulas? Talvez a Igreja esteja à espera de criar um exército de milhões de crianças pobres e abandonadas para depois as educarem para que se tornassem missionários? Indonésia Ayana nasceu em 1990 na Indonésia numa família muçulmana. «Não sou religiosa, mas todos os seres vivos fazem parte do universo, portanto creio numa espécie de energia vital e positiva que informa a existência de qualquer ser animado. A minha pergunta é: por que, se existe, nos criou Deus? Muitos cientistas estão convencidos que o ser humano está destinado a desaparecer (asteróides, carestias ou guerras), e que ficarão somente as baratas e algumas colónias de ratos. Se for assim, qual o sentido de ter criado a espécie humana se um dia desaparecerá da terra? Qual seria o sentido de uma aparição tão fugaz? As baratas são evolutivamente imortais, portanto possuem mais dignidade que o homem? Coreia do Sul Yuja vive em Busan, tem 22 anos e estuda medicina. «Os coreanos são um povo composto quase por um terço de cristãos, tanto que nas grandes cidades há campanários muito altos que passaram a fazer parte integrante do skyline. Eu própria estudei numa escola cristã, mas pessoalmente acredito que seja muito conveniente a ideia de ter um Deus misericordioso que pode justificar todas as nossas culpas com a desculpa do arrependimento. Tive um professor que era pastor e todas as semanas pedia doações para os órfãos filipinos: depois descobriu-se que usava aquele dinheiro para ir a prostitutas. Aquele pastor ainda continua a ensinar e com muita probabilidade tem a consciência em paz, já que Deus certamente lhe perdoou os pecados. Penso que toda a vida que há no universo tem a mesma dignidade, por isso não acredito que haja lugares especiais para o homem como o inferno ou o paraíso e nada para os outros seres vivos, como se houvessem animais de primeira e de segunda categoria. Acredito que o homem seja uma espécie de insecto sem objectivo, o produto de reacções químicas mais ou menos misteriosas. A minha pergunta é: um Deus como o cristão, semelhante aos seres humanos, em vez de humildade não exprime arrogância, a hybris do homem? E se Deus é aquele ser omnipotente que se diz, não deveria ser algo além da nossa própria imaginação, a ponto que seria impossível pensá-lo sob qualquer forma, muito menos a de ser humano? França Nadége. «Nasci em França de pai judeu não crente e de mãe católica mas agnóstica. Depois da morte do meu avô, aos oito anos iniciei a reflectir sobre a questão do mal, da dor e do nada. Escolhi inscrever-me numa escola religiosa e iniciei a fazer algumas tímidas experiências de fé. Aos dez anos fui baptizada. Apesar disto, não consegui responder às perguntas que acabei de dizer.

Foi nos confiada a coroa de Deus: OS JOVENS

Mensagem do Coordenador da Projeto Juventude de natal, em função do aniversario de 19  anos da morte de Ronaldo Pereira. “Nesse dia tão significativo para nós em que recordamos  a morte do nosso irmão Ronaldo Pereira, recordamos também  a sua oferta de vida em vista dos Jovens e de todos os homens que  não conhecem a Deus. Nós nascemos no meio dos jovens  e também por meio de um jovem  nos foi  aberto a compreensão da eternidade, do céu.  Algo que  parecia tão distante para nós, agora nos toca e nos atrai de uma forma tão forte… Com certeza um grande sinal de que Deus nos deu os Jovens como instrumentos que nos levam para o céu. Deus nos confiou a sua Coroa e pede de nós um total empenho e zelo  na Evangelização dos Jovens. Aos meus irmãos coordenadores de Projeto Juventude, peço que rezemos e nos esforcemos para  não cairmos na tentação de nos acomodar tendo em vista tanta responsabilidade e nos alegremos, por que quis o Senhor nos dar a graça de cuidarmos daqueles que lhe são tão caros: OS JOVENS. Senhor que neste dia seja renovado no coração de todos os irmãos da comunidade Shalom o amor aos Jovens e o compromisso com suas vidas. Cuidemos dos Jovens, Cuidemos da Coroa de Deus. Shalom!”     Por Thácio Araujo Romano Coord. Projeto Juventude de Natal

Me entreguei totalmente a Deus

Ir para o acampamento foi uma experiência muito boa e importante para mim, pois estava vivendo momentos muito turbulentos na minha vida e na minha família, então conhecer o amor de Deus e poder transbordar desse amor a ponto de passá-lo para minha família e para quem não conhece a Deus é muito bom. Os momentos de adoração foram os que mais me marcaram no acampamento, pois neles eu me entreguei totalmente a Deus e pude ter a presença Dele em mim e senti-Lo. Posso dizer que hoje sou uma pessoa muito feliz e renovada, tenho muito a agradecer e partilhar pois estou tão transbordada por esse amor que desejo que todos os jovens conheçam o quanto é maravilhoso o amor de Deus! Yasmim Façanha, 21 anos

“Em Deus, superei toda mágoa do coração”

Fui para o Acampamento de Jovens em Macapá com uma expectativa de ter um contato maior com Deus e com o seu amor, então fui com bastante vontade de ser tocado por este amor. Já no segundo dia, sentia-me renovado e disposto a superar todas as mágoas da minha vida, principalmente em um ponto muito delicado de minha família que é o relacionamento com meu pai. Deus me concedeu um amor que meu pai, por algum motivo, não me deu e hoje sou feliz porque experimentei isso no acampamento. Para mim, os momentos mais marcantes do Acamp’s foram os momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento e a efusão do Espírito Santo. Nesses momentos, dei-me conta de que Deus sempre me amou, e que muitas vezes fui ingrato por não ter notado tamanho amor.  Quero convidar todos os jovens que estão perdidos em meio às seduções desse  mundo para participar do próximo Acamp’s, nas férias. Lá ele se reconhecerá como filho de Deus e se sentirá a melhor pessoa do mundo, assim como eu hoje tenho certeza de que sou por causa do Seu amor. Shalom! Micael Monte, 21 anos

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