Moysés Azevedo participa da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos em Roma

O fundador da Comunidade Shalom e conselheiro do Pontifício Conselho para os Leigos, Moysés Azevedo, participa de 16 a 18 de junho da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, que trará como tema “Um dicastério para os leigos: passado e futuro”. O Papa Francisco, como parte da reforma da Cúria Romana, comunicou oficialmente ano passado no Sínodo dos Bispos, sua decisão de “instituir um novo Dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os leigos e o Pontifício Conselho para a família, e ao qual será ligada a Pontifícia Academia para a vida.” No último dia 04, o Papa aprovou em fase experimental o Estatuto do novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Rádio Vaticano, “com a entrada em vigor do estatuto a partir de 1° de setembro de 2016, os atuais Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família cessarão suas funções. À luz dessa mudança iminente, a próxima plenária do dicastério será um momento significativo para o Pontifício Conselho para os Leigos porque encerrará um longo e profícuo caminho do organismo, nascido por vontade do Concílio  Vaticano II, e que esteve a serviço da vocação e missão do laicato católico no mundo inteiro nos últimos cinquenta anos.”. Especialistas competentes provenientes de vários países do mundo participarão do encontro como relatores, que contará com a presença de todos os membros e consultores do dicastério.   A assembleia terá início, no próximo dia 16, com a palestra introdutiva do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, sobre o tema “Há 50 anos caminhando com os fiéis leigos”. A seguir, o Bispo de Fréjus-Toulon (França), Dom Dominique Rey, falará sobre o tema “Vocação e missão dos leigos à luz do Concílio Vaticano II”. Na parte da tarde, a professora Pilar Río, docente na Pontifícia Universidade Santa Cruz, fará uma palestra intitulada “Os leigos católicos há cinquenta anos do Concílio Vaticano II”. Na sexta-feira, 17 de junho, o professor Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Europeu de Estudos Antropológicos ‘Philanthropos’ de Friburgo, Suíça, apresentará suas reflexões sobre o tema “Ser luz no mundo e sal da terra. Os leigos diante dos desafios de nossos tempos”. Depois da palestra, todos os participantes da assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos serão recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano. Na parte da tarde, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, falará sobre o tema “A formação dos fiéis leigos: desde a iniciação à maturidade cristã”. Sábado, 18 de junho, último dia da assembleia, contará com a presença do Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do grupo de cardeais chamados a auxiliar o Papa no processo de reforma da Cúria Romana, que na palestra intitulada “O Pontifício Conselho para os Leigos no limiar de uma nova etapa de sua história”, dará algumas diretrizes para o desenvolvimento futuro do organismo. Durante a assembleia plenária será dado amplo espaço ao debate e testemunhos pessoais dos participantes sobre a missão dos leigos no mundo e sobre sua experiência de serviço à Santa Sé como membros e consultores do dicastério. Redação com informações da Rádio Vaticano  

Vale a pena buscar a santidade?

A verdadeira felicidade é ser santo. Não é todo mundo que busca ser feliz que tá buscando a santidade, mas eu digo uma coisa: Quem busca a santidade está, no fundo, buscando a verdadeira felicidade. Então, vale a pena ser santo, porque ser santo é ser feliz. Uma das coisas que eu acho que a gente precisa perder é a noção que muitas vezes a gente traz da santidade. Às vezes, a gente pensa que ser santo é ter uma cara bem piegas, assim, aquele que falta só sair as asas, bater e voar. Às vezes, a gente pensa que ser santo, então, é a pessoa que sofre muito. Ser santo é se deixar transformar pelo Amor de Deus. Deus quer transformar a nossa história, quer nos fazer felizes. O santo não é a pessoa feita, que nasceu santo. Santidade não é predestinação, é uma obra que Deus vai fazendo na nossa vida, é uma obra de transformação, onde nós vamos nos parecendo cada vez mais com Jesus Cristo. Na verdade, a santidade não é uma perfeição moral, mas é uma decisão de sermos discípulos de Jesus Cristo. O que é ser maduro A gente, às vezes, pode pensar que a maturidade é algo que a gente só vai alcançar quando estiver velho. Mas existe uma maturidade para cada tempo da nossa vida. Por exemplo, eu não posso exigir que uma criança tenha uma consciência e responda como um jovem, nem que um jovem responda como um adulto ou como um idoso. O que importa é eu dar o meu sim a Deus no estágio de vida e na situação de vida em que eu me encontro. Por isso é possível ser santo criança, porque há uma maturidade em que eu dou o meu sim por completo, como criança, a Deus. Também um jovem ele é maduro para a santidade, quando como jovem, na realidade de jovem dele, com a família, com os estudos, com os amigos, com o namoro dele, ele procura fazer incondicionalmente a vontade de Deus. Aí eu posso ser santo. Aí reside uma maturidade, que não é simplesmente a idade, mas aquela que faz eu dizer sim a Deus. “Convencer” através do testemunho Se o testemunho for uma vida, se for algo vivido, não vai ser contraditório. Às vezes a gente confunde testemunho com aquilo que a gente fala somente, contar pra pessoa como é a minha vida. Sim, sem dúvida isso é um testemunho. Mas o testemunho mais convincente é quando a pessoa olha pra minha vida e vê a coerência do meu seguimento a Jesus Cristo. Viver o Evangelho. Isso transforma a vida das pessoas. O meu falar tem de estar ancorado na minha vida. O Papa Paulo VI dizia que o mundo de hoje precisa de anunciadores, sim, mas precisa de anunciadores que sobretudo sejam “testemunho” de vida, porque o testemunho de vida arrasta. Quando a gente é coerente, quer ser um discípulo de Jesus Cristo na nossa vida, no dia a dia, perdoando, buscando ser casto, dizendo não ao pecado, tolerando e tendo paciência com os outros, vivendo a misericórdia, isso impressiona, porque não é isso que a gente vê em cada esquina do mundo de hoje, e as pessoas, olhando a nossa vida, são convencidas pela graça de Deus encarnada em nosso viver. Fé e razão O Papa João Paulo II nos ensina que a fé e a razão são duas asas de que o homem precisa para poder voar. A nossa fé não é irracional, porque Deus, pra se revelar, se revela em nossa inteligência. Claro, a nossa inteligência não pode compreender inteiramente Deus, porque Ele é uma inteligência superior, mas a nossa inteligência perscruta Deus, e pode conhecer a Deus. E Deus se faz conhecido pra nossa inteligência. Seria um absurdo a gente achar que Deus, que é um Deus de amor, não fala. Ele se faz compreensível. Ele se fez tão compreensível, que assumiu a nossa humanidade, se fez homem para nos fazer compreender quem é Ele e quem nós somos, quem é o verdadeiro homem. Por isso, a razão anda ao lado da fé, e uma razão sem fé, com toda licença da palavra, é uma razão burra. Muitas vezes a gente acha que só a nossa razão pode nos fazer dar o entendimento de quem é o homem. A razão sem a fé é incompleta. Somos intelectuais à medida em que o povo de Deus vai vivendo o Evangelho de uma maneira simples, concreta, na medida em que o povo de Deus vai gestando uma geração nova, marcada pelo Evangelho. Essa geração vai poder produzir artistas cristãos, intelectuais cristãos, famílias cristas. Na verdade, os intelectuais são o fruto de um povo de Deus santo. O mundo de hoje tem muitos intelectuais ateus, ou as vezes, até que afirmam coisas absurdas a respeito do homem, mas eles são fruto de uma sociedade não cristã, pagã, que chega ao ponto de gerar uma pessoa assim. Nós, como cristãos, devemos gerar o povo de Deus vivendo humildemente, ordinariamente a santidade, vai gerar intelectuais santos, capazes de fazer pensar pensar e nos fazer compreender para o mundo da razão da nossa fé. Na verdade, isso é fruto da vida ordinária do cristão. Na verdade, o intelectual cristão não nasce simplesmente porque ele é fantástico, mas porque ele é fruto de uma família cristã, de um povo de Deus que verdadeiramente busca a santidade. Todo o resto é consequência dessa decisão fundamental de ser discípulos de Jesus Cristo. Muitas vezes, o mundo de hoje diz que é impossível ser santo, que não dá pra ser santo, que “do jeito que as coisas estão”, os desafios, “que o mundo lá fora”… Eu quero dizer para vocês que isso é mentira, é mentira. É possível ser santo, sim, porque ser santo é seguir Jesus Cristo. E é Ele quem nos dá a força e a graça, não somos nós, não somos santos por nossas próprias forças, porque sabemos quem nós somos: pecadores.

Congresso aborda a família como escola de misericórdia

Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, é um dos pregadores do Congresso das Famílias. Evento será realizado nos dias 30 de abril e 1º de maio no Hotel Romanos, em Fortaleza. Misericórdia é um tema constantemente abordado pelo Papa Francisco em suas homilias e escritos. E a primeira “escola de misericórdia” é a família. É nela que aprendemos a amar e a perdoar. O Congresso das Famílias 2016 irá ecoar a voz do Papa Francisco com o tema: Família, primeira escola de misericórdia. O evento é organizado pela Comunidade Católica Shalom e irá acontecer entre os dias 30 de abril e 1º de maio no Hotel Romanos (Rua Padre Pedro de Alencar, 2012 – Messejana. Fortaleza – CE). Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, é um dos pregadores do evento no domingo, 1º de maio. Além disso, teremos o responsável pela Comunidade Shalom em Fortaleza, Pe. Silvio Scopel, além dos missionários da Comunidade Shalom Roger Valim, Goretti Meneses e Carmadélio Sousa. Também estarão conosco Pe Francisco Almeida, missionário da misericórdia, Pe Hintz Dagoberto, além do casal Leandro e Patrícia Formolo. Os ingressos estão à venda nas livrarias do Shalom da Paz e Projeto Família. No Projeto, as vendas podem ser no cartão. Os valores individuais são de R$30. Teremos também o Congressinho para crianças até 12 anos, divididos em duas faixas etárias. 5 a 8 anos e 9 a 12 anos. Valor: R$10. Programação No sábado, abordaremos a expectativa da Igreja acerca das famílias e como se proteger dos enganos e divisões que destroem as famílias, além de discutir acerca da espiritualidade. No domingo, falaremos acerca dos desafios enfrentados pelas famílias de hoje, porque a família é a primeira escola de misericórdia e como os relacionamentos familiares podem ensinar as pessoas a serem misericordiosas. A evangelização das famílias é outro tema. Os pregadores do sábado são Pe. Silvio, Goretti e Carmadelio. No domingo, teremos Moysés e Roger, além de missa pela cura das famílias com padre Antonio Furtado. Adriana Viana, uma das organizadoras do evento, explicou que é necessário que as famílias possam ter suas consciências iluminadas pelo que orienta a Igreja, que as faz protagonistas e resposta ao mundo para os desafios de hoje. “É preciso iluminar nossas consciências, gerar valores fundamentais a serem transmitidos nas nossas famílias baseados naquilo que nascemos para ser: primeira escola de misericórdia, como nos ensina neste tempo o Papa Francisco. É na família onde se é amado e aprende-se a amar, se é perdoado e aprende-se a perdoar”. Adriana destacou ainda que a misericórdia é remédio para as dores do mundo. “É o amor de Deus que nos ensina a sermos misericordiosos”, ressaltou. Serviço Congresso das Famílias Quando: 30 de abril e 01 de maio Onde: Hotel Romanos (Rua Padre Pedro de Alencar, 2012 – Messejana. Fortaleza – CE) Ingressos: À venda nas livrarias do Shalom da Paz (Rua Maria Tomásia, 72) e Projeto Família (Rua Dr. José Lourenço, 1451 – Aldeota). No Projeto, as vendas podem ser no cartão. Os valores individuais são de R$30. Teremos também o Congressinho para crianças até 12 anos, divididos em duas faixas etárias. 5 a 8 anos e 9 a 12 anos. Valor: R$10.

Moysés Azevedo: hoje o Senhor quer ficar na tua casa

O fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, pregou nesta quinta-feira (21), na Canção Nova, em Cachoeira Paulista. Confira pregação completa Jesus está presente no meio de nós, mas não só no meio, Ele está dentro de nós, agindo por meio de nós. Esse é o mistério pascal. O Senhor está presente no rito da Eucaristia. Qual a frase do sacerdote durante o rito? “Eis o mistério da fé”. Qual é o mistério? A resposta é que, por meio da Eucaristia, Deus Poderoso entra no nosso tempo e nos une à Paixão de Cristo, à Morte e Ressurreição de Jesus. Por isso, no momento da Eucaristia, Ele está tão vivo quanto quando estava na Galileia, quando se encontrou com Zaqueu. Naquele dia, o Senhor encontrou Zaqueu e esteve na casa dele. Retomemos essa passagem, que se encontra em Lucas 19,1-10: “Jesus entrou em Jericó e ia atravessando a cidade. Havia aí um homem muito rico chamado Zaqueu, chefe dos recebedores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus, mas não o conseguia por causa da multidão, porque era de baixa estatura. Ele correu adiante, subiu a um sicômoro para o ver, quando ele passasse por ali. Chegando Jesus àquele lugar e levantando os olhos, viu-o e disse-lhe: ‘Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa’. Ele desceu a toda a pressa e recebeu-o alegremente. Vendo isto, todos murmuravam e diziam: ‘Ele vai hospedar-se em casa de um pecador…’ Zaqueu, entretanto, de pé diante do Senhor, disse-lhe: ‘Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se tiver defraudado alguém, restituirei o quádruplo’. Disse-lhe Jesus: ‘Hoje, entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido’.” “Zaqueu desce depressa, hoje preciso ficar em tua casa.” Muito interessante essa passagem do Evangelho que trata da ida de Jesus a Jericó. Mas quem é Zaqueu? Segundo a leitura, vemos que ele era chefe dos cobradores de impostos, um pecador da pior espécie para os judeus, tido como ladrão e corrupto, um homem de pequena estatura. Evidência disso vemos no fato de que, para ver Jesus, teve de subir numa árvore. Seu povo não via nele valor, não via nele nada de bom, chamando-o de ladrão; mas Jesus o chama pelo nome. Essa atitude de Cristo reflete a atitude de Deus para conosco. As pessoas, muitas vezes, sabem dos nossos erros, dos nossos pecados, mas Deus conhece todas as coisas e vê mesmo nossos erros obscuros. Ele sabe quem é você. Ele sabe quem nós somos. Ele sabe da nossa natureza frágil, débil e pecadora. Sim, porque eu sou pecador, você é pecador. Quem é pecador aqui diga eu! Quem é? Eu também. Todos nós somos pecadores, mas às vezes achamos: “É, eu sou pecador, mas não sou assim tão pecador. Eu sou pecador, mas não roubo, não mato. Não, eu não sou tão pecador”. São Francisco de Assis dizia uma coisa muito impressionante. Ele dizia: “Eu, sem um segundo da graça de Deus, sou capaz de cometer o pior pecado que eu abomino em outra pessoa”. Todos nós somos pecadores e somos capazes de realizar coisas muito piores do que podemos imaginar, porque é a nossa natureza ferida, é o nosso pecado. O Papa Francisco também, e é muito impressionante o Papa Francisco! Porque quando ele vai visitar os presídios e vai conversar com aquele preso, com aquele homem que cometeu delitos gravíssimos, e aquele homem então começa a contar a história dele, os delitos que ele cometeu, e diz o Papa Francisco: “Eu sempre fico olhando para ele e pensando comigo: porque não sou eu que estou aí no lugar dele? porque eu sou capaz até de pior. Sem a graça de Deus eu sou capaz de fazer pior do que este homem”. Sim, uma das coisas indispensáveis para a sadia vida cristã é reconhecer a fragilidade, a debilidade da nossa natureza humana e não nos sentirmos superiores a ninguém. Ninguém, ninguém! Porque somos capazes de fazer pior do que muitas vezes nos nossos juízos nós condenamos os outros. E Jesus tem essa capacidade de olhar para nós e não nos olhar a partir do nosso pecado, como Ele fez com Mateus. Ele não disse para Mateus: “Ei ladrão, Eu vou entrar na tua casa hoje”. Não, Jesus não fez isso. “Ei cobrador de impostos”, como às vezes fazemos, “aquela dali? Aquela dali é uma adultera uma prostituta. Aquele outro ali é um cachaceiro”. Vamos substituindo o nome das pessoas às vezes pela fragilidade e a fraqueza da pessoa, e às vezes até nós nos substituímos. Olhamos para nós mesmos e não conseguimos ver muitas vezes a não ser a nossa fragilidade e o nosso pecado e nos definimos assim, pela nossa fragilidade e pelo nosso pecado, mas Jesus não faz assim conosco! Jesus não nos olha e ao nos olhar já vê o nosso pecado. Não! Ele tem um olhar de amor e de misericórdia sobre nós. Quando Jesus olha para você, a primeira coisa que Ele vê não é o seu pecado, como Ele fez com Mateus. Ele tem um olhar amoroso, misericordioso e de esperança sobre você. O olhar de Jesus é um olhar de salvação. Ele nos escolhe e nos ama gratuitamente, apesar de toda a nossa fraqueza, de todo o nosso pecado, de toda a nossa debilidade. Quando Jesus olha para você, Ele não coloca em você a etiqueta do seu pecado. Ele olha para você e diz o seu nome, e o diz amorosamente, ternamente, misericordiosamente. É assim que Jesus faz. Ele nos chama para Ele, independente da fraqueza, do pecado e da debilidade que nós carregamos. Ele nos chama para Ele porque Ele quer se encontrar conosco. Ele quer que a Sua misericórdia se derrame sobre a nossa miséria. Nós estamos vivendo e o Papa proclamou um Ano Jubilar, um Jubileu da Misericórdia, e o que é a misericórdia a não ser,

Comunidade Shalom comemora 15 anos de presença em Brasília

Há 15 anos a capital federal recebia um novo carisma para religar o brasiliense a Deus. Carregando no peito um tau com o escrito Shalom talhado em hebraico, seis missionários chegaram por aqui cheios de um vigor que só aqueles que conhecem o verdadeiro Amor podem ter. Dom José Freire Falcão, então arcebispo de Brasília, convidou a Comunidade Católica Shalom para a Arquidiocese. O início foi em 21 de abril, aniversário de Brasília. Na época, a paróquia São José Operário, na 604 Norte, dirigida por padre Evandro Luiz de Assis, abrigou as primeiras atividades e a habitação dos missionários – os rapazes moravam na garagem da paróquia, já as meninas ficavam em um apartamento na 404 Norte. Ana Paula, Cássia, Cristiane, Simone, Nil e Fernando são os nomes dos seis jovens destemidos que não demoraram muito a atrair outros jovens para a aventura da vida em Deus. Como missionários de Vida, que largaram tudo (casa, família, estudos, projetos pessoais) para estarem radicalmente juntos a Deus, os missionários começaram a ministrar formações e a rezar por quem se aproximava da Comunidade. Foi o primeiro passo para a construção da Obra Shalom. Nas formações básicas, que incluíam a doutrina da Igreja e um itinerário de oração, os primeiros jovens da Obra iam percebendo a voz de Deus que convidava para novos tempos na terra de Dom Bosco. Cada tempo de missão do Shalom tem uma fase. Naquele tempo era o Grão de Trigo I que tinha como principal desafio plantar a semente e fazer ressoar o convite do Ressuscitado que passou pela cruz – expressão cara ao carisma – aos jovens da cidade. Para uns o convite chegou em forma de vocacional, para outros em participação em grupos de oração. E como nas primeiras comunidades cristãs todos cresciam em amor e unidade, em oferta de vida e louvor a Deus. E a providência divina era concreta. A situação financeira era difícil. Em um certo dia os irmãos da Comunidade de Vida não tinham como comprar itens de necessidades básicos. Fizeram uma lista com o que precisaram e pararam para ver como iriam “fazer o milagre” da compra. E foi um milagre mesmo o que aconteceu em seguida: logo depois de fazerem a lista, pegaram um acesso ao apartamento da Casa Comunitária e viram sacolas de supermercado no chão – o que tinha dentro da sacola estava na lista de compras. Evangelização porta a porta, visita às casas da comunidade paroquial, oração e aconselhamento eram as atividades cotidianas daqueles primeiros tempos. O primeiro Renascer, retiro de carnaval da Comunidade, também foi realizado da São José. A paróquia ainda incentivou os primeiros passos da lanchonete e da livraria da Comunidade, na 201 Norte, aos moldes do início do Shalom, em Fortaleza. Com uma expansão veloz, a Comunidade abriu em 2003, com a presença do fundador Moysés Azevedo, o primeiro Centro de Evangelização de Brasília, no Conic. Hoje, com 1.047 pessoas na Obra e 38 grupos de oração, a missão continua se expandindo: são dois Centros de Evangelização (507 Sul e EPTG) onde atuam 262 membros da Comunidade de Vida e Aliança. Deste total 98 são consagrados e 164 estão a caminho da consagração. Joyce Suely da Silva, 34 anos, é missionária de Vida. Nascida em Natal, há 10 anos é consagrada e há 7 veio para Brasília para assumir a função de responsável local. Exemplo de oferta de vida para a missão, Joyce, acamada por conta de uma enfermidade, respondeu à entrevista para a matéria. Em uma rápida mirada para a história do Shalom em Brasília, a missionária vê que os desafios de antes (necessidade de evangelização com poucos missionários e adaptação à cidade) deram espaço para novos. Hoje é preciso que haja um pastoreio dos evangelizados e a perseverança dos membros da Comunidade. Os anos em Brasília enriqueceram a vida de Joyce: “(Estar em Brasília) Me fez realmente conduzir a Comunidade como uma companhia de pesca, buscando a profissionalização na evangelização, aproveitando dos muitos dons que aqui encontrei em cada pessoa. E, principalmente, me fez entender que todos os homens em qualquer lugar ou tempo necessitam de Deus”. Uma vida toda nova Dagoberto Queiroz, Edileia Tibério, Vânia Nunes e Antenor de Farias puderam testemunhar o início da Comunidade em Brasília. Eles fazem parte das primeiras turmas de vocacionados e consagrados da missão da capital federal e ganharam de Deus o presente de uma vocação que mudou completamente a vida. “Como era minha vida antes do Shalom? Comportamentos desordenados no matrimônio, no aspecto profissional, sendo pai e sendo filho. Envolvido seriamente com a bebida e tendo o dinheiro como um grande ídolo. Pensa em um homem perdido! O que mais me chamou a atenção no Shalom? A fraternidade, em especial a alegria cativante e libertadora. Tinham um jeito diferente de ser, geradores de esperança; a oração inflamada – é difícil retratar a eternidade. O que mais mudou em mim: meus comportamentos, um novo olhar como pai, como esposo, como vocacionado, como profissional. Mas posso destacar um aspecto: conheci o verdadeiro amor de Cristo de forma concreta, aprendi a olhar e encarnar o sofrimento com a Luz do Cristo Salvador… A renúncia de mim mesmo ao ponto de morrer para fazer a vontade de Deus. De que adianta minha conversão se não viver a vontade de Deus?”.  Dagoberto Queiroz Mariano, 48 anos, servidor público, casado com Luciane Moreschi com quem tem três filhos Dos 15 anos na Comunidade 9 são de consagrado de Aliança É formador pessoal, ecônomo e membro do conselho local da missão  “Conheci o Shalom em 1998 por meio de outra Comunidade, a Vida Nova. O que mais me chamou atenção foi o testemunho de uma irmã que era da Comunidade e estava indo pra Palmas (TO). Ela falou muito da páscoa do Ronaldo, um irmão do Shalom que havia falecido em um acidente de carro. Ela dizia que durante o enterro olhava para ele e sentia que queria que a morte dela fosse assim, uma morte com sentido. Isso me impressionou.

Moysés prega sobre a Esperança que não decepciona no domingo de Páscoa

A ressurreição de Cristo foi o tema do último dia do Retiro de Semana Santa, promovido pela Comunidade Católica Shalom no ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza. Além da pregação de Moysés Azevedo, fundador da comunidade, o encontro teve a recitação do Terço da Misericórdia. “Hoje é o dia da Esperança que não decepciona”, afirmou Moysés, durante a oração que deu início à palestra da tarde de domingo. “Cristo Ressuscitou, Aleluia”, várias vezes, disse ele, com voz forte, e “Sim, Verdadeiramente, Ressuscitou, Aleluia”, respondeu o público do retiro. “A nossa evangelização é fraca porque parece que não temos convicção profunda da realidade que é Jesus está vivo”, disparou. Moysés lembrou que foi a experiência com Cristo ressuscitado que trouxe cada um dos presentes até ao ginásio. Utilizando palavras do cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Moysés explicou sobre o desejo de se perpetuar próprio do homem. Segundo o fundador, só há uma forma do homem se perpetuar: unindo-se ao amor divino de Deus. “Em Deus, eu estou mais perto de mim mesmo”, completou. Moysés comentou que a ressurreição de Cristo destrói tudo aquilo que impede a união do homem com Deus. “Nós fomos constituídos para sairmos de nós mesmos”, lembrou Moysés, ressaltando que a ressurreição é o estilo de vida dos que têm a Vocação Shalom. Esse movimento de saída é cuidar dos de Deus, indo ao encontro da ovelha perdida, e deixar que Ele cuide dos nossos. Segundo o fundador, “as feridades das nossas famílias serão curadas nas feridas de Cristo”. Moysés finalizou a pregação enfatizando que a última palavra é sempre da Misericórdia de Deus. Por Jonas Vianna

Renascer 2016

Renascer 2016

Renascer, manhã de terça

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