Moysés Azevedo concede entrevista à Rádio Vaticano

A emissora oficial radiofônica da Santa Sé, a Rádio Vaticano, entrevistou nesta segunda-feira, 5, o fundador e moderador geral da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo. A entrevista aconteceu após uma audiência privada que Moysés teve com o Papa Francisco no Palácio Apostólico. Confira a entrevista na íntegra em áudio e vídeo: Your browser does not support the audio element.  

Fundador da Comunidade Shalom se encontra com o Papa Francisco

Nesta segunda-feira, 5 de setembro, o Fundador e Moderador Geral da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, foi recebido por Sua Santidade Papa Francisco em audiência privada, no Palácio Apostólico, em Roma. Durante a conversa, Moysés e o Papa Francisco falaram sobre o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o aniversário de 35 anos da Comunidade Shalom em 2017, assunto principal da audiência, e um novo projeto da Comunidade para evangelizar nas periferias. Moysés falou ao pontífice sobre a Convenção que a Comunidade faz em Roma a cada 5 anos desde a aprovação pontifícia em 2012. Apresentou-lhe o projeto para o ano de 2017 e o convite para sua participação. “O Papa ficou muito feliz, ficou muito animado com a proposta e manifestou seu grande desejo de estar junto conosco”, disse o fundador da Comunidade. A Convenção deve acontecer no segundo semestre de 2017 e os missionários da Comunidade terão a oportunidade de conversar com o santo Padre e renovar sua oferta de vida em favor da evangelização dos jovens e do mundo inteiro. O Papa enviou ainda uma mensagem para toda a Comunidade Shalom onde afirmava estar muito feliz por ver a Comunidade crescer e difundir-se. “Nos lugares que eu vou vejo e me alegro com a presença da Comunidade”, dizia ele. E acrescentou que, diante desta difusão, vinha-lhe espontaneamente a palavra CONSOLIDAR. “É necessário consolidar cada vez mais essa graça que vocês receberam de Deus, consolidar a Comunidade para que ela possa continuar dando abundantes frutos na Igreja.” Afirmou que “consolidar” não significa fechar-se sobre si mesmo ou ficar preocupados consigo mesmos, mas tornar-se firme, rocha, lançar as raízes profundas na terra para que sejam, cada vez mais, fortalecidos para continuar crescendo, gerando frutos, servindo a Igreja, os jovens, as famílias, os pobres, a Comunidade. Moysés Azevedo atualmente é consultor do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização desde de 2011 e foi por muito tempo consultor do Pontifício Conselho para os Leigos, atualmente Dicastério Família e Vida. Confira na íntegra a entrevista realizada com Moysés (obs: mantido o tom coloquial): Nesta manhã, tivemos a grande alegria e a grande oportunidade de ter uma audiência privada com o Papa Francisco. E nesta ocasião, fomos recebidos no Palácio Apostólico. Tivemos a oportunidade de agradecer ao Papa Francisco pelo Jubileu da Misericórdia, dizia ao Papa Francisco que ele podia imaginar o grande bem que este jubileu da Misericórdia estava realizando no coração da Igreja, no coração dos homens, das mulheres e especialmente no coração dos jovens, porque, através da misericórdia divina, o coração do homem pode ter esperança e pode trilhar, verdadeiramente, um caminho de conversão. Depois deste Jubileu da Misericórdia, a Igreja não será mais a mesma, com certeza será cada vez mais parecida com o seu Esposo, nosso Senhor Jesus Cristo. O Papa, como sempre, reforçou a importância deste Jubileu da Misericórdia e a importância de, como Igreja, podermos ter esta aproximação com o homem de hoje, através da misericórdia divina. Olhar, acolher, comunicar ao homem de hoje, não um moralismo externo, seco, estéril, mas o amor misericordioso que transforma e converte. Convenção Shalom 35 anos em Roma Logo em seguida, fomos para o ponto central desta audiência que foi a oportunidade de comunicar ao Papa, de pedir a sua aprovação e, mais do que isso, a sua presença, quando a Comunidade Shalom fará 35 anos no ano de 2017. Após a nossa aprovação pontifícia, entramos em discernimento, e tomamos a decisão de, a cada 5 anos, a Comunidade, na medida do possível, o seus missionários presentes no Brasil, em tantas dioceses, em todas as regiões do Brasil, mas também em mais de 26 países do mundo, América Latina, América do Norte, na Europa, na África e na Ásia, nos encontrarmos em Roma e voltarmos as nossas origens. Como vocês sabem, a Comunidade nasceu aos pés de Pedro, quando São João Paulo II visitou Fortaleza nos anos 80, e eu pude fazer a oferta da minha vida e da minha juventude para evangelizar os jovens. Em 2017, portanto, estaremos fazendo 35 anos, e vamos fazer uma Convenção em Roma. Pude, então, apresentar o projeto da Convenção ao Santo Padre, e o Santo Padre pôde aprovar. E mais do que isso, disse-nos que era desejo do seu coração corresponder a este convite e estar conosco. Portanto, nós temos um encontro marcado com o Papa Francisco em 2017! Provavelmente, no segundo semestre de 2017. Nesse encontro, os missionários da Comunidade Católica Shalom, todos nós, teremos a oportunidade de fazer a convenção em Roma e, durante um dia, poderemos nos encontrar com o Papa, representando toda a Comunidade e toda a Obra do mundo inteiro. E, juntos, conversaremos com ele, para que os nossos jovens, as nossas famílias, nossos sacerdotes, nossos celibatários, façam perguntas ao Santo Padre e, ao respondê-las, nos dar direção, nos dar orientação. E, reunidos ali, diante dele, podermos renovar a oferta da nossa vida, aos pés de Pedro. Renovar a oferta de nossas vidas a Cristo em favor da evangelização dos jovens. O Papa ficou muito feliz, muito animado com a proposta, e manifestou seu grande de sejo de estar conosco. Claro que isso só será confirmado no decorrer do tempo, mas o Papa já manifestou o desejo de estar conosco em Roma, em 2017. Então, isto já é certamente um compromisso que você pode fazer para o ano que vem, de estarmos aqui em Roma, juntos com o Papa Francisco, e renovarmos a oferta das nossas vidas. As Escolas de Paz No decorrer da audiência, também tivemos a oportunidade de falar das ações evangelizadoras da Comunidade, particularmente em relação aos jovens, da realidade da Comunidade com os sacerdotes, celibatários pelo Reino e as famílias. Famílias evangelizando os jovens e com eles evangelizando os pobres, as famílias, evangelizando o Mundo. O Papa incentivou muito a ação evangelizadora dos jovens, falou da importância de termos um olhar de misericórdia para com os jovens, de acolhê-los por que a Igreja precisa – o coração da Igreja precisa mais e mais acolher, caminhar com os jovens

Shalom lança ateliê virtual com homenagem ao aniversário de promessas definitivas do fundador

Nesta terça-feira (24), solenidade de São Bartolomeu, a Assessoria Litúrgico-Sacramental da Comunidade Católica Shalom lança oficialmente o perfil @atelieshalom no Instagram com uma homenagem ao fundador Moysés Azevedo. Hoje faz seis anos de suas promessas definitivas e votos perpétuos no Celibato pelo Reino dos Céus. “Moysés, somos eternamente gratos por ter sido o primeiro entre todos nós, sendo referência de vida consagrada ofertada pelo Evangelho! Assim como São Bartolomeu que soube ter o Evangelho encarnado no seu coração, vemos os traços de Deus e a graça que tomam forma na sua vida”, diz a homenagem na postagem feita no perfil. @atelieshalom posta diariamente imagens de iconografia, projetos sacros e liturgia. O objetivo é tornar acessível a vivência litúrgico-sacramental da Comunidade Católica Shalom para todo o mundo. No perfil também é possível fazer encomendas de artes sacras e projetos. Serviço Ateliê Shalom www.instagram.com/atelieshalom liturgia@comshalom.org Comunidade Católica Shalom – Diaconia Geral Estrada de Aquiraz s/n – Lagoa do Junco 61.700-000 Aquiraz / CE – Brasil  

Mesa Redonda sobre as drogas encerra a CVQM no Recife

Encerrando o mês de atividades da Campanha Vida Quero Mais, a Comunidade Shalom Recife promoveu nesta quinta-feira (30), no Colégio Maria Auxiliadora, uma mesa redonda para debater o tema das drogas na sociedade de hoje. Um momento rico partilhado com missionários e especialistas que fazem do seu dia a dia uma constante busca pelo resgate da essência do homem. Depois de uma bela apresentação, feita pelo ministério de artes da missão, com a parábola do filho pródigo, o psiquiatra Vinícius Vieira iniciou o debate explicando que percebe que muitas vezes as substâncias são o menor problema das pessoas, que chegam a recorrer a elas por viverem uma vida sem sentido, por conta de um vazio. “A relação que a humanidade tem com as drogas está inserida numa realidade social, de ter que estar sempre bem, mas nem sempre se consegue”. Também presente na mesa, Silvany Lemes, da Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, contou como funciona o trabalho do órgão público na prevenção, formação e tratamento das drogas, ressaltando que o enfrentamento não é repressivo. “A gente busca o acolhimento sem querer nada em troca. É trazer possibilidades que possam lhe ajudar”, explicou. Ser aquilo que Deus quer: esta foi a mensagem que o missionário fundador da Comunidade Católica Boa Nova, Hamilton Apolônio, quis deixar através de uma partilha sobre a vida comunitária que tem há 11 anos. Juntamente com esposa, filhos e outros missionários, moram com alcoólatras e dependentes químicos num método que denomina de ‘oração e vida fraterna íntima’. Sem vínculo governamental, a comunidade hoje conta com dez chácaras no Nordeste, que abrigam missionários e pessoas em recuperação. “Nós trabalhamos com o que Jesus nos ensinou. Nós não nos caracterizamos como obra social, e sim como obra de misericórdia”, afirmou. Acompanhado por André, Éder e Tiago, jovens que foram recuperados nas casas comunitárias, ele contou que os três já estão em processo formativo para em breve estarem à frente de outra casa. Com realidades de vida difíceis, os três partilharam brevemente como vivam nas drogas até serem encontrados pelo amor de Deus e terem ido se tratar nas casas da comunidade Boa Nova, onde hoje atuam como missionários. “Se Deus tem feito maravilhas na minha vida, Ele pode fazer na tua também”, disse André, ao contar sobre sua recuperação e conversão. “Hoje o foco da minha vida é amar os irmãos da minha casa e me faz bem leva-los para Cristo” foi a mensagem deixada por Éder. “Sou fruto da misericórdia de Deus e do amor de Maria”, concluiu Tiago. Ao final, o público presente pôde fazer perguntas aos integrantes da mesa e constatar que o assunto ainda está longe de se encerrar. Ainda há muito que falar e muito mais a se fazer por aqueles que vivem envolvidos no mundo das drogas. Como diz nosso fundador Moysés Azevedo, precisamos dar de graça o que de graça recebemos, isto é, levar o amor e a misericórdia de Deus ao homem de hoje, para que ele, mergulhado neste amor, descubra, enfim, que a vida está longe de ser uma droga.  

Moysés Azevedo na 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos

Papa agradece o trabalho do Pontifício Conselho para os Leigos

O Santo Padre recebeu, no final desta manhã de sexta-feira (17/6), na Sala Clementina, no Vaticano, 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, entre os quais Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom e Dom Orani João Tempesta, Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro. Em seu discurso, o Papa recordou que o “Pontifício Conselho para os Leigos” será incorporado no Pontifício Conselho para a Família, em conexão com a Academia para a Vida. Na primeira parte do seu pronunciamento, Francisco fez uma retrospectiva das atividades do Pontifício Conselho para os Leigos, desde a sua instituição, há quase 50 anos, por obra do bem-aventurado Paulo VI, que, na época (1976), não hesitou em definir o organismo da Santa Sé “um dos melhores frutos do Concílio Vaticano II”, cujo objetivo era a coordenação, estudo e consulta para “estimular os leigos a tomar parte ativa da vida e da missão da Igreja”. Desta forma, o Papa agradeceu ao Senhor pelos abundantes frutos deste organismo Vaticano que, em todos estes anos, suscitou o nascimento de tantas associações laicais, movimentos e comunidades de índole missionária. Em modo particular, o Santo Padre destacou o crescente papel e presença da mulher na Igreja, como também a criação das Jornadas Mundiais da Juventude, gesto providencial de São João Paulo II, instrumento de evangelização das novas gerações, mantido com particular carinho pelo Pontifício Conselho para os Leigos. E recordou: “O mandato que receberam do Concílio era exatamente o de ‘impelir’ os fiéis leigos a se engajar, cada vez mais e melhor, na missão salvífica e evangelizadora da Igreja. Com o Batismo e a Confirmação o fiel leigo se torna discípulo missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo e fermente que transforma a sociedade”. Com efeito, nesta Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, foram recordados todos aqueles que se dedicaram, com paixão e empenho, à promoção da vida e do apostolado dos leigos ao longo destes quase 50 anos. À luz deste caminho percorrido, o Papa encorajou os presentes a olhar novamente o futuro com esperança, pois muito ainda deve ser feito, diante dos novos desafios: “Convido-lhes a acolher esta Reforma da Cúria Romana, que os envolverá, como sinal de estima e valorização do seu trabalho, na vocação e missão dos leigos no seio da Igreja. O novo Organismo terá como ‘leme’ prosseguir na sua navegação, tendo como campos privilegiados a família e a defesa da vida. Sobretudo neste Ano Jubilar, a Igreja é chamada a ser ‘casa paterna’, comunidade evangelizadora.” Neste sentido, o Papa Francisco propôs, como horizonte de referência para o imediato futuro, o seguinte binômio: “Igreja em saída” e “laicato em saída”, lançando o olhar para os que se encontram ‘distantes’ do nosso mundo, às tantas famílias em dificuldade e necessitadas de misericórdia, aos campos de apostolado ainda inexplorados, e aos numerosos leigos, que devem ser envolvidos e valorizados pelas instituições eclesiais. O Santo Padre concluiu seu discurso dizendo que “precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que “sujem suas mãos” e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”. Fonte: Rádio Vaticano

Moysés Azevedo participa da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos em Roma

O fundador da Comunidade Shalom e conselheiro do Pontifício Conselho para os Leigos, Moysés Azevedo, participa de 16 a 18 de junho da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, que trará como tema “Um dicastério para os leigos: passado e futuro”. O Papa Francisco, como parte da reforma da Cúria Romana, comunicou oficialmente ano passado no Sínodo dos Bispos, sua decisão de “instituir um novo Dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os leigos e o Pontifício Conselho para a família, e ao qual será ligada a Pontifícia Academia para a vida.” No último dia 04, o Papa aprovou em fase experimental o Estatuto do novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Rádio Vaticano, “com a entrada em vigor do estatuto a partir de 1° de setembro de 2016, os atuais Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família cessarão suas funções. À luz dessa mudança iminente, a próxima plenária do dicastério será um momento significativo para o Pontifício Conselho para os Leigos porque encerrará um longo e profícuo caminho do organismo, nascido por vontade do Concílio  Vaticano II, e que esteve a serviço da vocação e missão do laicato católico no mundo inteiro nos últimos cinquenta anos.”. Especialistas competentes provenientes de vários países do mundo participarão do encontro como relatores, que contará com a presença de todos os membros e consultores do dicastério.   A assembleia terá início, no próximo dia 16, com a palestra introdutiva do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, sobre o tema “Há 50 anos caminhando com os fiéis leigos”. A seguir, o Bispo de Fréjus-Toulon (França), Dom Dominique Rey, falará sobre o tema “Vocação e missão dos leigos à luz do Concílio Vaticano II”. Na parte da tarde, a professora Pilar Río, docente na Pontifícia Universidade Santa Cruz, fará uma palestra intitulada “Os leigos católicos há cinquenta anos do Concílio Vaticano II”. Na sexta-feira, 17 de junho, o professor Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Europeu de Estudos Antropológicos ‘Philanthropos’ de Friburgo, Suíça, apresentará suas reflexões sobre o tema “Ser luz no mundo e sal da terra. Os leigos diante dos desafios de nossos tempos”. Depois da palestra, todos os participantes da assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos serão recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano. Na parte da tarde, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, falará sobre o tema “A formação dos fiéis leigos: desde a iniciação à maturidade cristã”. Sábado, 18 de junho, último dia da assembleia, contará com a presença do Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do grupo de cardeais chamados a auxiliar o Papa no processo de reforma da Cúria Romana, que na palestra intitulada “O Pontifício Conselho para os Leigos no limiar de uma nova etapa de sua história”, dará algumas diretrizes para o desenvolvimento futuro do organismo. Durante a assembleia plenária será dado amplo espaço ao debate e testemunhos pessoais dos participantes sobre a missão dos leigos no mundo e sobre sua experiência de serviço à Santa Sé como membros e consultores do dicastério. Redação com informações da Rádio Vaticano  

Vale a pena buscar a santidade?

A verdadeira felicidade é ser santo. Não é todo mundo que busca ser feliz que tá buscando a santidade, mas eu digo uma coisa: Quem busca a santidade está, no fundo, buscando a verdadeira felicidade. Então, vale a pena ser santo, porque ser santo é ser feliz. Uma das coisas que eu acho que a gente precisa perder é a noção que muitas vezes a gente traz da santidade. Às vezes, a gente pensa que ser santo é ter uma cara bem piegas, assim, aquele que falta só sair as asas, bater e voar. Às vezes, a gente pensa que ser santo, então, é a pessoa que sofre muito. Ser santo é se deixar transformar pelo Amor de Deus. Deus quer transformar a nossa história, quer nos fazer felizes. O santo não é a pessoa feita, que nasceu santo. Santidade não é predestinação, é uma obra que Deus vai fazendo na nossa vida, é uma obra de transformação, onde nós vamos nos parecendo cada vez mais com Jesus Cristo. Na verdade, a santidade não é uma perfeição moral, mas é uma decisão de sermos discípulos de Jesus Cristo. O que é ser maduro A gente, às vezes, pode pensar que a maturidade é algo que a gente só vai alcançar quando estiver velho. Mas existe uma maturidade para cada tempo da nossa vida. Por exemplo, eu não posso exigir que uma criança tenha uma consciência e responda como um jovem, nem que um jovem responda como um adulto ou como um idoso. O que importa é eu dar o meu sim a Deus no estágio de vida e na situação de vida em que eu me encontro. Por isso é possível ser santo criança, porque há uma maturidade em que eu dou o meu sim por completo, como criança, a Deus. Também um jovem ele é maduro para a santidade, quando como jovem, na realidade de jovem dele, com a família, com os estudos, com os amigos, com o namoro dele, ele procura fazer incondicionalmente a vontade de Deus. Aí eu posso ser santo. Aí reside uma maturidade, que não é simplesmente a idade, mas aquela que faz eu dizer sim a Deus. “Convencer” através do testemunho Se o testemunho for uma vida, se for algo vivido, não vai ser contraditório. Às vezes a gente confunde testemunho com aquilo que a gente fala somente, contar pra pessoa como é a minha vida. Sim, sem dúvida isso é um testemunho. Mas o testemunho mais convincente é quando a pessoa olha pra minha vida e vê a coerência do meu seguimento a Jesus Cristo. Viver o Evangelho. Isso transforma a vida das pessoas. O meu falar tem de estar ancorado na minha vida. O Papa Paulo VI dizia que o mundo de hoje precisa de anunciadores, sim, mas precisa de anunciadores que sobretudo sejam “testemunho” de vida, porque o testemunho de vida arrasta. Quando a gente é coerente, quer ser um discípulo de Jesus Cristo na nossa vida, no dia a dia, perdoando, buscando ser casto, dizendo não ao pecado, tolerando e tendo paciência com os outros, vivendo a misericórdia, isso impressiona, porque não é isso que a gente vê em cada esquina do mundo de hoje, e as pessoas, olhando a nossa vida, são convencidas pela graça de Deus encarnada em nosso viver. Fé e razão O Papa João Paulo II nos ensina que a fé e a razão são duas asas de que o homem precisa para poder voar. A nossa fé não é irracional, porque Deus, pra se revelar, se revela em nossa inteligência. Claro, a nossa inteligência não pode compreender inteiramente Deus, porque Ele é uma inteligência superior, mas a nossa inteligência perscruta Deus, e pode conhecer a Deus. E Deus se faz conhecido pra nossa inteligência. Seria um absurdo a gente achar que Deus, que é um Deus de amor, não fala. Ele se faz compreensível. Ele se fez tão compreensível, que assumiu a nossa humanidade, se fez homem para nos fazer compreender quem é Ele e quem nós somos, quem é o verdadeiro homem. Por isso, a razão anda ao lado da fé, e uma razão sem fé, com toda licença da palavra, é uma razão burra. Muitas vezes a gente acha que só a nossa razão pode nos fazer dar o entendimento de quem é o homem. A razão sem a fé é incompleta. Somos intelectuais à medida em que o povo de Deus vai vivendo o Evangelho de uma maneira simples, concreta, na medida em que o povo de Deus vai gestando uma geração nova, marcada pelo Evangelho. Essa geração vai poder produzir artistas cristãos, intelectuais cristãos, famílias cristas. Na verdade, os intelectuais são o fruto de um povo de Deus santo. O mundo de hoje tem muitos intelectuais ateus, ou as vezes, até que afirmam coisas absurdas a respeito do homem, mas eles são fruto de uma sociedade não cristã, pagã, que chega ao ponto de gerar uma pessoa assim. Nós, como cristãos, devemos gerar o povo de Deus vivendo humildemente, ordinariamente a santidade, vai gerar intelectuais santos, capazes de fazer pensar pensar e nos fazer compreender para o mundo da razão da nossa fé. Na verdade, isso é fruto da vida ordinária do cristão. Na verdade, o intelectual cristão não nasce simplesmente porque ele é fantástico, mas porque ele é fruto de uma família cristã, de um povo de Deus que verdadeiramente busca a santidade. Todo o resto é consequência dessa decisão fundamental de ser discípulos de Jesus Cristo. Muitas vezes, o mundo de hoje diz que é impossível ser santo, que não dá pra ser santo, que “do jeito que as coisas estão”, os desafios, “que o mundo lá fora”… Eu quero dizer para vocês que isso é mentira, é mentira. É possível ser santo, sim, porque ser santo é seguir Jesus Cristo. E é Ele quem nos dá a força e a graça, não somos nós, não somos santos por nossas próprias forças, porque sabemos quem nós somos: pecadores.

Congresso aborda a família como escola de misericórdia

Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, é um dos pregadores do Congresso das Famílias. Evento será realizado nos dias 30 de abril e 1º de maio no Hotel Romanos, em Fortaleza. Misericórdia é um tema constantemente abordado pelo Papa Francisco em suas homilias e escritos. E a primeira “escola de misericórdia” é a família. É nela que aprendemos a amar e a perdoar. O Congresso das Famílias 2016 irá ecoar a voz do Papa Francisco com o tema: Família, primeira escola de misericórdia. O evento é organizado pela Comunidade Católica Shalom e irá acontecer entre os dias 30 de abril e 1º de maio no Hotel Romanos (Rua Padre Pedro de Alencar, 2012 – Messejana. Fortaleza – CE). Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, é um dos pregadores do evento no domingo, 1º de maio. Além disso, teremos o responsável pela Comunidade Shalom em Fortaleza, Pe. Silvio Scopel, além dos missionários da Comunidade Shalom Roger Valim, Goretti Meneses e Carmadélio Sousa. Também estarão conosco Pe Francisco Almeida, missionário da misericórdia, Pe Hintz Dagoberto, além do casal Leandro e Patrícia Formolo. Os ingressos estão à venda nas livrarias do Shalom da Paz e Projeto Família. No Projeto, as vendas podem ser no cartão. Os valores individuais são de R$30. Teremos também o Congressinho para crianças até 12 anos, divididos em duas faixas etárias. 5 a 8 anos e 9 a 12 anos. Valor: R$10. Programação No sábado, abordaremos a expectativa da Igreja acerca das famílias e como se proteger dos enganos e divisões que destroem as famílias, além de discutir acerca da espiritualidade. No domingo, falaremos acerca dos desafios enfrentados pelas famílias de hoje, porque a família é a primeira escola de misericórdia e como os relacionamentos familiares podem ensinar as pessoas a serem misericordiosas. A evangelização das famílias é outro tema. Os pregadores do sábado são Pe. Silvio, Goretti e Carmadelio. No domingo, teremos Moysés e Roger, além de missa pela cura das famílias com padre Antonio Furtado. Adriana Viana, uma das organizadoras do evento, explicou que é necessário que as famílias possam ter suas consciências iluminadas pelo que orienta a Igreja, que as faz protagonistas e resposta ao mundo para os desafios de hoje. “É preciso iluminar nossas consciências, gerar valores fundamentais a serem transmitidos nas nossas famílias baseados naquilo que nascemos para ser: primeira escola de misericórdia, como nos ensina neste tempo o Papa Francisco. É na família onde se é amado e aprende-se a amar, se é perdoado e aprende-se a perdoar”. Adriana destacou ainda que a misericórdia é remédio para as dores do mundo. “É o amor de Deus que nos ensina a sermos misericordiosos”, ressaltou. Serviço Congresso das Famílias Quando: 30 de abril e 01 de maio Onde: Hotel Romanos (Rua Padre Pedro de Alencar, 2012 – Messejana. Fortaleza – CE) Ingressos: À venda nas livrarias do Shalom da Paz (Rua Maria Tomásia, 72) e Projeto Família (Rua Dr. José Lourenço, 1451 – Aldeota). No Projeto, as vendas podem ser no cartão. Os valores individuais são de R$30. Teremos também o Congressinho para crianças até 12 anos, divididos em duas faixas etárias. 5 a 8 anos e 9 a 12 anos. Valor: R$10.

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