Tráfico de pessoas: indiferença é o maior obstáculo, afirma o Papa

No final da manhã desta segunda-feira (07/11), o Papa Francisco recebeu no Vaticano os participantes da II Assembleia da Rede Religiosa Europeia contra o Tráfico e a Exploração (Renate). Em seu discurso, o Pontífice reiterou que uma das mais dolorosas feridas abertas do nosso tempo é o tráfico de seres humanos, que constitui um verdadeiro crime contra a humanidade. “Enquanto muito foi feito para conhecer a gravidade e a extensão do fenômeno, ainda permanece muito por fazer para aumentar o nível de conscientização da opinião pública e para estabelecer uma melhor coordenação de esforços por parte das autoridades”, disse o Papa, recordando que as principais vítimas são mulheres e crianças. Indiferença Para Francisco, um dos obstáculos a abater é a tendência a “virar as costas”, que se manifesta na indiferença e até mesmo na cumplicidade das pessoas, enquanto potentes interesses econômicos e redes criminosas fazem o seu jogo. Contra este cenário, o Papa elogiou os esforços da vida consagrada, em especial das religiosas, que acompanham de perto as vítimas “num profundo e pessoal itinerário de cura e de reintegração”. “Queridas amigas e amigos, estou confiante de que sua compartilha de experiências, de conhecimentos e de competências contribuirá nesses dias a um testemunho mais eficaz do Evangelho numa das grandes ‘periferias’ da nossa sociedade contemporânea”, concluiu Francisco. Fonte: Rádio Vaticano

Do Vaticano para o Brasil: professor Guzmán Carriquiry ministra palestra em Fortaleza

O conferencista Dr. Guzmán Carriquiry Lecour, que há cerca de 40 anos, trabalha a serviço da Santa Sé em Roma, estará em Fortaleza para uma palestra, neste Jubileu da Misericórdia, em parceria com a Arquidiocese Metropolitana de Fortaleza e a Comunidade Católica Shalom. A Conferência abordará vários assuntos e acontece dia 03 de novembro, às 19h, no auditório João Frederico Ferreira Gomes, Anexo II da Assembleia Legislativa do Ceará, com tema “ O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. O evento também acontecerá em Brasília e Rio de Janeiro. Dr. Guzmán Carriquiry, é estreito amigo e colaborador próximo do Papa Francisco, desde o tempo de seu Arcebispado em Buenos Aires. Foi nomeado pelo Pontífice, Secretário encarregado da Vice-Presidência da CAL, sendo, por conseguinte, o primeiro leigo a ocupar um cargo desta importância no Vaticano. GUZMÁN CARRIQUIRY LECOUR Nasceu em Montevideo (Uruguai), completando seus estudos na Universidade da República, em Montevideo, na qual se graduou com o título de Doutor em Direito e Ciências Sociais. Foi colaborador próximo de Paulo VI, de João Paulo II, e de Bento XVI, primeiro no Consilium dei Laicis e depois no Conselho Pontifício para os Leigos. Foi o primeiro leigo nomeado chefe de Departamento por Paulo VI, e também o primeiro leigo nomeado como Subsecretário em um dicastério da Santa Sé por João Paulo II. Em maio de 2011 Bento XVI o designou secretário da Comissão Pontifícia para América Latina (CAL). Participou como expert, por duas designações pontifícias, em 4 Assembleias Gerais do Sínodo Mundial de Bispos – evangelização no mundo contemporâneo, família, leigos, e a Igreja na América. Participou como perito nas III, IV e V Conferências Gerais do Episcopado Latinoamericano. (Puebla, Santo Domingo e Aparecida) Ministrou cursos e seminários, como “Professor convidado”, em diversas universidades pontifícias em Roma, em universidades estatais romanas (“La Sapienza” e “Tor Vergata”), na Universidade de Roma São Pio V, na Faculdade Teológica da Universidade de Lugano (Suíça), na pontifícia Universidade Católica do Chile, na Universidade Santo Tomás de Aquino (Argentina) e em muitos outros centros culturais. A Universidade de Santo Tomás de Aquino (UNSTA) e a pontifícia Universidade Católica Argentina Santa María de Buenos Aires (UCA) lhe conferiu o título de doutor honoris causa e a Universidade Católica do Uruguai, a “Grande Medalha de Honras”. Serviço: Conferência com Dr.Guzmán Carriquiry Lecour O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. Quando: 03 de novembro/ 19 h Angela Barroso

Haiti: contribuição do Papa às vítimas do furacão

O Papa Francisco decidiu contribuir economicamente com as vítimas do furacão “Matthew”, no Haiti. O Pontifício Conselho Cor Unum informa que serão enviados 100 mil dólares para socorrer a população nesta fase de emergência. A quantia será destinada às dioceses que mais foram afetadas e se trata de uma “primeira e imediata expressão concreta dos sentimentos de proximidade espiritual e encorajamento paterno do Pontífice para com as pessoas e os territórios atingidos”, lê-se no comunicado. Esta contribuição se insere na rede de ajudas que logo foi ativada em toda a Igreja, envolvendo várias Conferências Episcopais e inúmeros organismos de caridade. A Caritas Haitiana, em parceria com a Caritas Internacional, lançou imediatamente um apelo para socorrer duas mil e 700 famílias e para a compra e distribuição de gêneros de primeira necessidade. A passagem do furacão na ilha caribenha matou pelo menos mil pessoas e outras milhares ficaram desabrigadas. Os haitianos no sul do país foram os mais afetados. O Programa Brasileiro contatou a Ir. Neuza Maria Lovis, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, que descreveu o cenário de “desolação” que tomou conta da diocese de Jeremie. O mesmo descrevem os frades capuchinhos brasileiros que atuam na região de Les Cayes. Segundo os freis Aldir Crocoli e Sérgio Defendi, igrejas, casas, escolas e postos de saúde foram destruídos pelo furacão. Os capuchinhos residentes no Haiti informaram que os religiosos e religiosas não sofreram ferimentos e estão ajudando pessoas que perderam seus pertences e familiares: “O país não conseguiu se recuperar do terremoto e agora esta tragédia que afeta em torno de um milhão de habitantes”, afirmou Frei Aldir Crocoli. Fonte: Rádio Vaticano

Papa ensina a caminhar com humildade e rejeitar religião da maquiagem

A liberdade cristã vem de Jesus, “não das nossas obras”. O Papa desenvolveu sua meditação matutina nesta terça-feira (11/10), a partir da Carta de São Paulo aos Gálatas para então refletir sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus repreende um fariseu que só dava atenção às aparências e não à substância da fé. Àquele doutor da lei, disse o Papa, que havia criticado Jesus porque não havia feito as abluções antes do almoço o Senhor responde claramente: “‘Vocês fariseus limpam o externo do copo e do prato, mas por dentro vocês estão cheios de avidez e de maldade’. Jesus repete isso muitas vezes no Evangelho a esta gente: ‘vocês são maus por dentro, não é justo, não é livre. Vocês são escravos porque não aceitaram a justiça que vem de Deus, a justiça que nos deu Jesus’”. Em um outro trecho do Evangelho, prosseguiu o Papa, Jesus pede que se reze sem que se seja visto, sem aparecer. Alguns, notou o Papa, eram “caras de pau”, “não tinham vergonha”: rezavam e davam esmolas para que lhes admirassem. O Senhor, ao contrário, indica a estrada da humildade. Não à “religião da maquiagem” “O que importa – reflete o Papa e nos diz Jesus – é a liberdade que nos deu a redenção, que nos deu o amor, que nos deu a recriação do Pai”: “Aquela liberdade interna, aquela liberdade de se fazer o bem escondido, sem tocar os trompetes, porque a estrada da verdadeira religião é a mesma de Jesus: a humildade, a humilhação. E Jesus, Paulo diz aos Filipenses, humilhou a Si mesmo, esvaziou a Si mesmo. É a única estrada para nos tirar o egoísmo, a cobiça, a soberba, a vaidade, a mundanidade. Ao contrário, esta gente que Jesus repreende é gente que segue a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fingir parecer mas por dentro… Jesus usa para esta gente uma imagem muito forte: ‘Vocês são túmulos reluzentes, bonitos por fora mas dentro cheios de ossos de mortos e podridão’”. Rejeitar as aparências “Jesus – retomou Francisco – nos chama, nos convida a fazer o bem com humildade”. “Você – disse – pode fazer todo o bem que quiser mas se não o faz humildemente, como nos ensina Jesus, este bem não serve, porque é um bem que nasce de você mesmo, de sua segurança e não da redenção que Jesus nos deu”. A redenção, acrescentou, “vem pela estrada da humildade e das humilhações porque não se chega à humildade sem as humilhações. E vemos Jesus humilhado na cruz”: “Peçamos ao Senhor que não nos cansemos de caminhar por esta estrada, de não nos cansarmos de rejeitar esta religião da aparência, do parecer, do fingir ser… E caminhar silenciosamente fazendo o bem, gratuitamente como nós gratuitamente recebemos a nossa liberdade interior. E que Ele proteja esta liberdade interior de todos nós. Peçamos esta graça”.                                                                        Fonte: Rádio Vaticano  

Papa: o perdão de Deus é para todos

Quarta-feira, 28 de setembro, na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco desenvolveu uma catequese sobre o perdão de Jesus na Cruz. A salvação, que Jesus nos alcançou – referiu o Santo Padre – atinge o seu ponto mais alto na hora da cruz. A promessa ao bom ladrão «Hoje estarás comigo no Paraíso», revela o pleno cumprimento da missão que O trouxera à terra: «O Filho do Homem – disse o Senhor em Jericó na casa de Zaqueu – veio procurar e salvar o que estava perdido». Desde o início até ao fim, Jesus revelou-Se como Misericórdia – disse Francisco – é verdadeiramente o rosto da misericórdia do Pai: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem». E não se trata apenas de palavras, mas de gestos concretos como no perdão oferecido ao bom ladrão – declarou o Papa. Morrendo na cruz, inocente entre dois malfeitores, Jesus atesta que a salvação de Deus pode alcançar a todos os seres humanos em qualquer condição que se encontrem, mesmo na mais negativa e dolorosa – afirmou o Santo Padre que recordou que o Jubileu é tempo de graça e misericórdia para todos, bons e maus, aqueles que têm saúde e os que sofrem; como diz São Paulo, nada nos pode separar do amor de Cristo. O Papa Francisco reafirmou ainda na sua catequese que ninguém está excluído do perdão de Deus, nem mesmo um grande malfeitor: “Mas vós podeis perguntar-me: Mas diga-me Padre, aquele que fez coisas feias na vida tem a possibilidade de ser perdoado? – Sim! Sim: ninguém está excluído do perdão de Deus. Apenas terá que se aproximar de Jesus, arrependido e com vontade de ser abraçado. ” Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa o Papa saudou, em particular, os membros da Comunidade Católica de Língua Portuguesa na Alemanha presentes nesta audiência. Destaque importante nesta audiência para o apelo do Santo Padre pela Síria, em particular pela cidade de Aleppo: “O meu pensamento vai, mais uma vez, para a amada e martirizada Síria. Continuam a chegar notícias dramáticas sobre o destino da população de Aleppo, à qual sinto-me unido no sofrimento através da oração e da proximidade espiritual. No exprimir profunda dor e viva preocupação por aquilo que acontece nesta já martirizada cidade onde morrem crianças, doentes, jovens, velhos, todos… renovo a todos o apelo para que se empenhem com todas as forças na proteção dos civis, como uma obrigação imperativa e urgente. E apelo à consciência dos responsáveis pelos bombardeamentos que deverão prestar contas perante Deus. ” No final da audiência o Papa Francisco a todos deu a sua bênção!  Fonte:Radio Vaticano

Silêncio, oração e presença ajuda aqueles que sofrem, diz Papa

O que acontece em nosso coração quando somos tomados por uma ‘desolação espiritual? ’ Foi a pergunta feita por Francisco na missa desta manhã na Casa Santa Marta, centralizada no personagem de Jó. O Papa acentuou a importância do silêncio e da oração para vencer os momentos mais sombrios. Neste dia de São Vicente de Paulo, o Papa ofereceu sua missa às Irmãs Vicentinas, as Filhas da Caridade, que trabalham na Casa Santa Marta. “Jó estava com problemas: havia perdido tudo”. A partir desta leitura, que apresenta Jó despojado de todos os seus bens, inclusive seus filhos, o Papa desenvolveu a homilia. “Jó se sente perdido, mas não maldiz o Senhor”. Todos, cedo ou tarde, vivemos uma grande desolação espiritual. Jó vive uma grande ‘desolação espiritual’ e desafoga com Deus. É o desabafo de ‘um filho diante de seu pai’. O mesmo o faz o profeta Jeremias, que desabafa com o Senhor, mas sem blasfemar: “A desolação espiritual é uma coisa que acontece com todos nós: pode ser mais forte ou mais fraca…, mas é uma condição da alma obscura, sem esperança, desconfiada, sem vontade de viver, que não vê a luz no fim do túnel, que tem agitação no coração e nas ideias… A desolação espiritual nos faz sentir como se nossa alma fosse ‘achatada’: quando não consegue, não quer viver:‘A morte é melhor!’, desabafa Jó. Melhor morrer do que viver assim’. E nós devemos entender quando nosso espírito está neste estado de tristeza geral, quando ficamos quase sem respiro. Acontece com todos nós, e temos que compreender o que se passa em nosso coração”. Esta, acrescentou o Papa, “é a pergunta que devemos nos por: ‘O que se deve fazer quando vivemos estes momentos escuros, por uma tragédia familiar, por uma doença, por alguma coisa que me leva ‘prá baixo’. Alguns pensam em engolir um comprimido para dormir e tomar distância dos fatos, ou beber ‘dois, três, quatro’ golinhos’… “Isto não ajuda. A liturgia de hoje nos mostra como lidar com a desolação espiritual, quando ficamos mornos, prá baixo, sem esperança”. Quando nos sentimos perdidos, rezar com insistência No Salmo responsorial 87 está a resposta: “Chegue a ti a minha prece, Senhor”. É preciso rezar – disse o Papa – rezar com força, como disse Jó: gritar dia e noite até que Deus escute: “É uma oração de bater na porta, mas com força! “Senhor, eu estou cheio de desventuras. A minha vida está à beira do inferno. Estou entre aqueles que descem à fossa, sou como um homem sem forças’. Quantas vezes nós sentimos assim, sem forças… E esta é a oração.  O Senhor mesmo nos ensina como rezar nestes momentos difíceis. ‘Senhor, me lançaste na fossa mais profunda. Pesa sobre mim a Tua cólera. Chegue a Ti a minha oração’. Esta é a oração: assim devemos rezar nos piores momentos, nos momentos mais escuros, mais desolados, mais esmagados, que nos esmagam mesmo. Isto é a rezar com autenticidade. E também desabafar como desabafou Jó com os filhos. Como um filho”. O Livro de Jó, em seguida, fala do silêncio dos amigos. Diante de uma pessoa que sofre, disse o Papa, “as palavras podem ferir”. O que conta é estar perto, fazer sentir a proximidade, “mas não fazer discursos”. Silêncio, oração e presença, por isso realmente ajuda aqueles que sofrem. “Quando uma pessoa sofre, quando uma pessoa se encontra na desolação espiritual – continuou o Papa -, você tem que falar o mínimo possível e você tem que ajudar com o silêncio, a proximidade, as carícias, com a sua oração diante do Pai”: “Em primeiro lugar, reconhecer em nós os momentos de desolação espiritual, quando estamos no escuro, sem esperança, e nos perguntar por quê? Em segundo lugar, rezar ao Senhor, como na liturgia de hoje, com este Salmo 87 que nos ensina a rezar, no momento de escuridão. ‘Chegue a Ti a minha oração, Senhor’. E em terceiro lugar, quando me aproximo de uma pessoa que sofre, seja por doenças, seja por qualquer sofrimento, mas que está na desolação completa, silêncio; mas silêncio com tanto amor, proximidade, ternura. E não fazer discursos que, depois, não ajudam e, também, lhe fazer mal”. “Rezemos ao Senhor – concluiu Francisco –, para que nos conceda essas três graças: a graça de reconhecer a desolação espiritual, a graça de rezar quando estivermos submetidos a este estado de desolação espiritual, e também a graça de saber acolher as pessoas que passam por momentos difíceis de tristeza e de desolação espiritual”.   Fonte: Radio Vaticano

CJS: juventude Shalom tem encontro com o Papa Francisco em 2017

Após três dias de muita oração, animação, adoração e louvor em Brasília, o Congresso de Jovens Shalom 2016 chegou ao fim. Um momento de Adoração encerrou a edição deste ano. Em seguida, Moysés Azevedo, fundador e moderador geral da Comunidade, anunciou que o CJS de 2017 já tem local marcado: Roma. A decisão do local aconteceu após um encontro de Moysés com o Papa Francisco. Na conversa, Moysés explicou que no próximo ano a Comunidade completará 35 anos e o convidou para um encontro com toda a Comunidade e Obra Shalom em Roma, Itália. “O Papa topou na hora!”, disse. O Congresso Internacional de Jovens Shalom de 2017 acontecerá dentro deste encontro do Shalom com o Pontífice. A expectativa é que o CJS aconteça em setembro de 2017. A confirmação se dará de acordo com a agenda do Papa Francisco.

Papa aos jornalistas: verdade e dignidade humana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu no final da manhã desta quinta-feira (22/09) cerca de 400 membros do Conselho da Ordem dos Jornalistas Italianos. A audiência foi a ocasião para o Pontífice aprofundar as características e a missão do comunicador nos tempos atuais, com os jornais impressos e a televisão que perdem relevância para as redes sociais. Renovação na Santa Sé Também a Santa Sé, afirmou o Papa, viveu e está vivendo um processo de renovação do sistema comunicativo, com a Secretaria para a Comunicação que se tornará o ponto de referência para os jornalistas que cobrem os eventos vaticanos. Consciente da frenesia que a atividade jornalística comporta, sempre atrelada ao “horário de fechamento”, Francisco recorda, todavia, que o jornalista tem grande responsabilidade, pois de certa maneira escreve “o primeiro esboço da História” e determina a discussão e a interpretação dos eventos. Por isso, é importante “parar e refletir”. E o Pontífice ofereceu três elementos de reflexão: amar a verdade, viver com profissionalismo e respeitar a dignidade humana. Amar a verdade Amar a verdade não significa somente afirmar, mas viver a verdade. Testemunhá-la com o próprio trabalho. A questão não é ser ou não um fiel, destacou o Papa, mas ser ou não honesto com si mesmo e com os outros. Na vida não é tudo branco ou preto. Também no jornalismo é preciso saber discernir as nuances de cinza dos fatos a serem narrados, sobretudo nos embates políticos e nos conflitos. Por isso, o trabalho do jornalista é se aproximar o mais possível da verdade dos fatos e jamais dizer ou escrever algo que, se sabe, não corresponde à realidade. Viver com profissionalismo Viver com profissionalismo significa compreender e interiorizar o sentido profundo do próprio trabalho. Isto é, não submeter a própria profissão a lógicas econômicas ou políticas. A tarefa do jornalismo, a sua vocação, é promover a dimensão social do homem, favorecer a construção de uma verdadeira cidadania. “Deveria fazer-nos pensar que, no decorrer da história, as ditaduras não só tentaram se apropriar dos meios de comunicação, mas também impor novas regras à profissão jornalística. ” Respeitar a dignidade humana Quanto ao último elemento, respeitar a dignidade humana, o Papa recordou que é importante em qualquer profissão, mas de modo especial no jornalismo, porque atrás de qualquer notícia há sentimentos, emoções. Enfim, a vida das pessoas. Francisco lembrou as inúmeras vezes que falou das fofocas como “terrorismo”, de como é possível matar uma pessoa com a língua. Se isso vale para cada indivíduo, vale mais ainda para o jornalista. Certamente, a crítica é legítima, assim como as denúncias, mas tudo deve ser feito respeitando o outro. “O jornalismo não pode se tornar uma ‘arma de destruição’ de pessoas e, até mesmo, de povos. Nem deve alimentar o medo diante de mudanças e fenômenos como as migrações forçadas pela guerra ou pela fome. ” O Pontífice concluiu seu discurso fazendo votos de que o jornalismo seja um instrumento de construção, “que não sopre sobre o fogo das divisões”, mas favoreça a cultura do encontro. “Vocês jornalistas podem recordar todos os dias a todos que não há conflito que não possa ser resolvido por mulheres e homens de boa vontade. ” Fonte : Rádio Vaticano

Papa : Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males

Na nossa alma, afirmou o Papa, existe a possibilidade de sentir duas inquietações: uma boa, provocada pelo Espírito Santo para realizar boas ações, e outra má, que nasce da consciência suja. Herodes estava preocupado com o seu pai, Herodes o Grande, depois da visita dos Reis Magos. Os dois resolvem suas inquietações matando, passando sobre “o cadáver das pessoas”: Avidez, vaidade e orgulho Essa gente que provocou tanto mal, que fez mal e tem a consciência suja e não pode viver em paz, porque vive numa coceira contínua, numa urticária que não os deixa em paz…. Essa gente praticou o mal, mas o mal tem sempre a mesma raiz, todo mal: a avidez, a vaidade e o orgulho. E todos os três não deixam a consciência em paz; todos os três não deixam que a inquietação saudável do Espírito Santo entre, mas levam a viver assim: inquietos, com medo. Avidez, vaidade e orgulho são a raiz de todos os males”. Osteoporose da alma A primeira Leitura do dia, extraída do Livro do Eclesiastes, fala da vaidade: “A vaidade que nos enche. A vaidade que não tem vida longa, porque é como uma bolha de sabão. A vaidade que não nos dá um ganho real. Qual ganho tem o homem por toda a fadiga com a qual ele se preocupa? Ele está ansioso para aparecer, para fingir, pela aparência. Esta é a vaidade. Se queremos dizer simplesmente: “A vaidade é maquiar a própria vida. E isso deixa a alma doente, porque se alguém falsifica a própria vida para aparecer, para fazer de conta, e todas as coisas que faz são para fingir, por vaidade, mas no final o que ganha? A vaidade é como uma osteoporose da alma: os ossos do lado de fora parecem bons, mas por dentro estão todos estragados. A vaidade nos leva à fraude”. Trapaceiros “Como os trapaceiros marcam as cartas” para vencer e, depois, “essa vitória é falsa, não é verdadeira. Esta é a vaidade: viver para fingir, viver para fazer de conta, viver para aparecer. E isso inquieta a alma”. São Bernardo – recordou o Papa – disse uma palavra forte aos vaidosos: “Mas pense naquilo que você vai ser. Você vai ser comida para os vermes. E todo esse maquiar a vida é uma mentira, porque os vermes vão comer você e você não vai ser nada”. Mas onde está o poder da vaidade? Levado pelo orgulho em direção do mal, não permite um erro, não permite que se veja um erro, cobrir tudo, tudo deve ser coberto”: Jesus é o nosso refúgio “Quantas pessoas conhecemos que parecem …, ‘Mas que boa pessoa! Vai à missa todos os domingos. Faz grandes ofertas à Igreja’. Isto é o que se vê, mas a osteoporose é a corrupção que tem dentro. Há pessoas assim, – mas há pessoas santas, também! – que faz isso. Mas a vaidade é isso: se parece com rosto de pequena imagem e, depois, a sua verdade é outra. E onde está a nossa força e segurança, o nosso refúgio? Lemos no Salmo: ‘Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração”. Por quê? E antes do Evangelho recordamos as palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Esta é a verdade, não a maquiagem da vaidade. Que o Senhor nos livre destas três raízes de todo os males: a avidez, a vaidade e o orgulho. Mas sobretudo da vaidade, que nos faz tanto mal”. Fonte: Radio Vaticano

Papa: Ser perfeito significa ser misericordiosos

Não obstante a chuva que caiu sobre Roma nas primeiras horas do dia, cerca de 25 mil fiéis ouviram o Papa Francisco falar que ser misericordioso não é um slogan, mas um compromisso de vida. “Mas é realmente possível amar como Deus ama e ser misericordioso como Ele? ”, questionou o Pontífice, que explicou: “Se olharmos a história da salvação, vemos que toda a revelação de Deus é um incessante e incansável amor pelos homens: Deus é como um pai e como uma mãe que ama de amor insondável. A morte de Jesus na cruz é o ápice da história de amor de Deus com o homem. Um amor tão grande que só Deus pode realizar. ” Se comparado com este amor sem medida, prosseguiu o Papa, é evidente que o nosso parecerá imperfeito. “Ser perfeito significa ser misericordiosos”, afirmou. Mas quando Jesus nos pede para sermos misericordiosos como o Pai não pensa na quantidade, mas no compromisso dos discípulos se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia infinita de Deus. Perdoar e doar-se Por isso, a Igreja só pode ser sacramento da misericórdia de Deus no mundo, em todos os tempos e por toda a humanidade. Na prática, acrescentou Francisco, ser misericordiosos significa saber perdoar e doar-se. Jesus não pretende subverter o decurso da justiça humana, todavia recorda aos discípulos que para ter relações fraternas é preciso suspender os juízos e as condenações. “O cristão deve perdoar. Por quê? Porque foi perdoado. Todos nós que estamos aqui nesta Praça fomos perdoados. Todos nós, em nossas vidas, sentimos necessidade do perdão de Deus. Porque fomos perdoados, devemos perdoar. Todos os dias rezamos no Pai-Nosso: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Assim é fácil perdoar. Se Deus me perdoou porque não posso perdoar? Sou maior que Deus? Entenderam bem isso? Dignidade “Julgar e condenar o irmão que peca é errado”, destacou o Papa. “Não temos o poder de condenar o nosso irmão que erra, não estamos acima dele: mas temos o dever de recuperá-lo à dignidade de filho do Pai e de acompanhá-lo no seu caminho de conversão. ” “Deus não quer renunciar a nenhum de seus filhos”, frisou o Pontífice. Perdoar é o primeiro pilar que sustenta a comunidade cristã, continuou. O segundo é doar-se. Estar dispostos a doar-se obedece a uma lógica coerente: na medida em que se recebe de Deus, se doa ao irmão, e na medida em que se doa ao irmão, se recebe de Deus! Portanto, concluiu o Papa, o amor misericordioso é o único caminho a percorrer. “Quanta necessidade temos todos nós de sermos um pouco mais misericordiosos, de não falar mal dos outros, de não julgar, de não falar mal com críticas, com inveja, com ciúme. Não! Perdoar, ser misericordiosos, viver a nossa vida no amor e doar. Este amor permite aos discípulos de Jesus não perder a identidade recebida por Ele, e reconhecer-se como filhos do mesmo Pai. Não se esqueçam disso: misericórdia e dom. Perdão e doação. E assim o coração se alarga no amor. Ao invés o egoísmo, a raiva faz com o coração se torne pequeno, duro como uma pedra. O que vocês preferem: um coração de pedra ou um coração cheio de amor?, perguntou aos fiéis na Praça. Se preferirem um coração repleto de amor, sejam misericordiosos! Alzheimer Ao final da Audiência, Francisco recordou que neste dia 21 de setembro celebra-se o 23º Dia Mundial do Doente de Alzheimer, que este ano tem como tema “Lembre-se de mim”. “Convido todos os presentes a ‘lembrarem-se’, com a solicitude de Maria e com a ternura de Jesus Misericordioso, dos que padecem deste mal e de seus familiares para que sintam a nossa proximidade. Rezemos também pelas pessoas que assistem os doentes, que sabem colher suas necessidades, inclusive as mais imperceptíveis, porque vistos com olhos repletos de amor.” Fonte:Radio Vaticano

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