Convenção Shalom 2017: na expectativa do encontro com o Papa

Em uma recente audiência privada com o Papa Francisco, no Palácio Apostólico, em Roma, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, teve como assunto principal do encontro, o aniversário de 35 anos da Comunidade Shalom em 2017. O fundador falou ao pontífice sobre a Convenção que a Comunidade faz em Roma a cada 5 anos desde a aprovação pontifícia em 2012 e na oportunidade, apresentou o projeto e o convite para a participação de Sua Santidade. “Após a nossa aprovação pontifícia, entramos em discernimento, e tomamos a decisão de, a cada 5 anos, a Comunidade, na medida do possível, os seus missionários presentes no Brasil, em tantas dioceses, em todas as regiões do Brasil, mas também em mais de 26 países do mundo, nos encontrarmos em Roma e voltarmos as nossas origens e assim, renovar aos pés de Pedro a oferta de nossas vidas a Cristo em favor da evangelização dos jovens”, disse Moysés a Francisco. Na ocasião o Papa, não só aprovou o projeto, como manifestou o seu desejo de se fazer presente junto com a Comunidade na convenção. “ É desejo do meu coração corresponder a esse convite e estar com vocês”, respondeu o Papa. Portanto, temos um encontro marcado com o Papa Francisco no segundo semestre de 2017! “ Nesse encontro, os missionários da Comunidade Católica Shalom, todos nós, teremos a oportunidade de fazer a convenção em Roma e, durante um dia, poderemos nos encontrar com o Papa, representando toda a Comunidade e toda a Obra do mundo inteiro. E, juntos, conversaremos com ele, para que os nossos jovens, as nossas famílias, nossos sacerdotes, nossos celibatários, façam perguntas ao Santo Padre e, ao respondê-las, nos dar direção, nos dar orientação”, motivou Moysés aos membros da Comunidade Que juntos possamos nos animar e interceder para beber em Roma, desta graça de renovação e alegria do carisma Shalom, nos seus 35 anos de evangelização. Sua presença é valiosa na convenção Shalom em 2017! Angela Barroso

A bebê que nasceu em plena missa do Papa Francisco na JMJ de Cracóvia

Enquanto o Papa falava do nascimento de Jesus, as contrações foram ficando cada vez mais fortes… Sylwia Blady não ia ver o papa Francisco em Czestochowa – mas acabou decidindo visitar o santuário de Jasna Gora por causa de sua amiga, Beata, que queria participar da missa celebrada pelo Santo Padre na última quinta-feira. Beata estava grávida de nove meses, mas ainda tinha tempo até a data prevista para o parto. As duas amigas se encontraram em Czestochowa, pegaram um bonde até a avenida da Bem-Aventurada Virgem Maria e se juntaram à imensa multidão ao amanhecer. Os fiéis esperavam com impaciência o convidado de honra, que não tardaria. Por causa do estado avançado de gestação de Beata, as amigas não tentaram abrir caminho no meio da multidão: procuraram um lugar mais tranquilo. Então… Uma contração. Depois, outra… Sylwia se preocupou, mas Beata a tranquilizou: “É alarme falso. Ainda não é o dia marcado para o nascimento”. Sylwia confiou nela. Afinal, mesmo que tivesse começado o trabalho de parto, normalmente há um bom espaço de tempo entre a primeira contração e o nascimento do bebê. A missa continuou. A primeira e a segunda leitura foram acompanhadas por outra contração. Chegou então o momento do Evangelho e da tão esperada homilia do Papa, que tratou das palavras escritas por São Paulo sobre a vinda de Deus à terra, nascido de uma mulher. Sylwia comentou, rindo, que até o Papa estava falando de nascimento, mas Beata, desta vez, não pôde rir: ela já estremecia de dor. Apesar de outra contração, no entanto, ela assegurou à sua amiga que tudo continuava sob controle. Mas Sylwia não escutou mais a homilia do Papa. Ficou repetindo em sua mente as palavras do início da missa: “Deus nascido de uma mulher”. Então ela tremeu: Deus estava a ponto de se manifestar, diante dos seus olhos, agora, em mais uma criança que vinha ao mundo! As duas amigas finalmente reconheceram o que estava acontecendo. Por obra da Providência, havia uma ambulância não muito longe dali. Ao ver aquela mulher grávida de rosto retorcido de dor, a equipe médica não teve dúvidas: examinou Beata e a levou de imediato até o hospital mais próximo. Em entrevista com a Aleteia, Sylwia relata: “Em circunstâncias normais, eu teria entrado em pânico! Mas, naquele momento, eu sentia emoções maravilhosas que não sentia fazia muito tempo! Meus olhos iam e voltavam de Beata para a imagem de Nossa Senhora de Jasna Gora e eu pensava no quanto elas se pareciam”. “Na ambulância, não me lembro de nenhuma frase séria nem de qualquer sombra de inquietação”. “A Beata queria atrasar a ambulância para receber a Santa Comunhão, mas o doutor sugeriu que eu a recebesse em sua intenção”. Sylwia ficou perto do santuário e, a pedido de Beata, recebeu a Comunhão e a ofereceu de modo especial pela sua neném. Não se sabe ao certo como, mas o Papa ficou sabendo da notícia do nascimento! Através do seu secretário, Francisco enviou a sua bênção a Beata e à sua bebezinha. Clara Francisca nasceu às 14h31, em um hospital de Czestochowa, logo antes da hora da Divina Misericórdia, eixo do pontificado do Santo Padre. Clara é o nome que os pais tinham escolhido já fazia tempo. E Francisca surgiu como segundo nome por… ora, por motivos óbvios! “Brincamos que o Santo Padre tinha que ser o padrinho”, conta Sylwia. E Sylwia também nos respondeu sobre o que sente agora. Ela acha que foi um milagre? Uma graça? Um sinal? Deixemos que ela mesma nos diga: “Para mim, é uma incrível onda de graça! Eu vou me lembrar do dia 28 de julho de 2016 como um grande dia! Esta história eu vou contar para os meus filhos. Tenho certeza de que esta jornada é um enorme dom de Deus! Eu não esperava um presente de Deus dessas dimensões: saí transformada!”. “Antes de sair de Czestochowa, eu voltei para a avenida que leva até o santuário. Elevei os olhos para admirá-lo, me enchi de gratidão e louvei o Senhor em voz alta: Glória a ti, Pai Santíssimo, ao Filho e ao Espírito Santo! Não parei de sorrir em todo o caminho de volta! Meu coração estava cheio de uma alegria nova!”. Fonte: Aleteia

Vaticano publica tema do Dia Mundial da Paz 2017

Dia Mundial da Paz é celebrado todos os anos em 1º de janeiro a pedido do Papa Paulo VI Foi publicado, nesta sexta-feira, 26, o tema da Mensagem do Papa para o 50° Dia Mundial da Paz, que se celebrará no dia 1° de janeiro de 2017. “A não-violência: estilo de uma política para a Paz”: eis o tema escolhido por Francisco para o próximo Dia Mundial da Paz, o quarto do seu Pontificado. A violência e a paz estão à origem de dois modos opostos de construir a sociedade. A difusão dos focos de violência gera experiências sociais gravíssimas e negativas. O Papa resume esta situação na expressão “Terceira guerra mundial em capítulos”. Ao invés, a paz tem consequências sociais positivas e permite um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, agir nos espaços possíveis, negociando caminhos de paz, até mesmo onde tais caminhos parecem tortuosos ou impraticáveis. Caminho de esperança Deste modo, a “não violência” pode assumir um significado mais amplo e novo: não apenas aspiração, inspiração, rejeição moral da violência, das barreiras, dos impulsos destruidores, mas também método político realista, aberto à esperança. Trata-se de um método político fundado na primazia do direito. Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações e distinções. De consequência, a “não violência”, entendida como método político, pode constituir um meio realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante reconhecer, sempre mais, não o direito da força, mas a força do direito. Com esta Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre deseja indicar um passo ulterior, um caminho de esperança apropriado às circunstâncias históricas presentes: chegar à solução das controvérsias através das negociações, evitando que elas se degenerem em conflito armado. Atrás desta perspectiva, há também o respeito pela cultura e a identidade dos povos, portanto, a superação da ideia, segundo a qual, uma parte seja moralmente superior à outra. Mas, ao mesmo tempo, isto não significa que uma nação possa ser indiferente diante das tragédias de outras. Pelo contrário, significa reconhecer a primazia da diplomacia diante dos estrondos das armas. O tráfico mundial das armas é tão vasto a ponto de ser subestimado. O tráfico ilegal das armas sustenta muitos conflitos no mundo. A “não violência” como estilo político, pode e deve fazer muito mais para superar este flagelo. Origem O Dia Mundial da Paz teve início por desejo do Beato Paulo VI e é celebrado todos os anos no dia 1° de janeiro. A Mensagem do Papa é enviada a todas as Chancelarias do mundo e assinala as diretrizes diplomáticas da Santa Sé. Fonte: Canção Nova

Papa comove peregrinos com a história de Maciek, o voluntário falecido antes da JMJ

A partir da varanda da qual por diversas ocasiões São João Paulo II saiu para saudar os fiéis no Palácio do Arcebispado de Cracóvia, o Papa Francisco dirigiu algumas palavras em seu primeiro encontro com os jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em suas palavras improvisadas em italiano, o Santo Padre recordou Maciej Szymon, o jovem voluntário que faleceu de câncer no último dia 2 de julho e que projetou uma grande quantidade de materiais para a JMJ de Cracóvia, como as imagens dos santos padroeiros e o kit peregrino. A partir do testemunho de “Maciek”, o Papa exortou os jovens a não ter medo, porque Deus é grande, a escolher o “caminho justo” para chegar ao céu como fez o falecido voluntário. A seguir, as palavras do Papa: Saúdo-os cordialmente, vejo-os com grande entusiasmo e alegria. Mas, agora, quero lhes dizer algo que entristece o coração. Façamos silêncio. Um de vocês, Maciej Szymon Ciesla, tinha pouco mais de 21 anos, tinha estudado design gráfico e deixado seu trabalho para ser voluntários da JMJ. Todos os desenhos das bandeiras são seus, as imagens dos santos padroeiros, o kit peregrino e muitas outras coisas que adornam a cidade. Neste trabalho, redescobriu sua fé. Em novembro, foi diagnosticado com câncer. Os médicos não puderam fazer nada, nem sequer com a amputação da perna. Ele queria chegar vivo à visita do Papa, tinha um assento no trem, no qual agora o Papa viajará. Mas, morreu em 2 de julho. As pessoas estão muito tocadas, porque ele fez um grande bem. Agora, todos em silencio, pensemos neste companheiro de caminho, que trabalhou tanto por esta Jornada. E todos nós, em silêncio, de coração, rezemos. Cada um reze em seu coração, ele está presente entre nós. (Todos rezam em silêncio) Alguns de vocês podem pensar, este Papa nos entristece a noite… mas é verdade; e nós devemos nos habituarmos às coisas boas e às coisas ruins. A vida é assim, queridos jovens. Mas, há uma coisa que não podemos duvidar: a fé desse menino, de nosso amigo que trabalhou tanto por esta JMJ, o levou ao céu e ele está com Jesus neste momento, olhando a todos nós. E isso é uma graça, um aplauso a nosso companheiro (aplausos). Também nós o encontraremos um dia. Ah, era você! Prazer em conhecê-lo. A vida é assim, hoje estamos aqui, amanhã estaremos lá. O problema é escolher o caminho justo como ele fez. Agradecemos ao Senhor porque nos dá esses exemplos de coragem, de jovens valentes que nos ajudam a seguir adiante na vida. Não tenham medo, não tenham medo, porque Deus é grande, Deus é bom e todos nós temos algo de bom dentro. Agora, me despeço, amanhã nos veremos. Vocês façam seu dever que é fazer bagunça a noite toda e façam ver a alegria cristã, a alegria que o Senhor lhes dá de ser uma comunidade que segue Jesus. E agora, dou-lhes a bênção. E como aprendemos quando criança, antes de sairmos, saudamos a Mãe, todos saudamos a Virgem, cada um em seu próprio idioma. (Ave Maria) Abençoe-os o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Boa noite e rezem por mim. A história de Maciek O site oficial da JMJ cita o Pe. Grzegorz Suchodolski, secretário-geral do comitê organizador da Jornada, que afirma que “Maciek é uma das pessoas que durante as preparações para a Jornada Mundial da Juventude Deus chamou para Ele através do sofrimento. Ele não foi o único que passou por um período difícil de doença, mas somente o seu sacrifício foi completo e total”. Maciej Szymon Ciesla era um designer gráfico da Academia de Belas Artes de Cracóvia. Ganhador de prêmios, com experiência. Chegou ao comitê organizador da JMJ em setembro de 2014, graças a um anuncia sobre voluntariado divulgado na universidade. “Ele começou com a preparação gráfica para o primeiro retiro: em uma tentativa ele fez algo incrível. Após este retiro nós já sabíamos que Maciek é um profissional. Nós estávamos terminando o website em quatro pessoas. Foi muito difícil para nós: nós pedimos ajuda ao Maciek. Ele veio à tarde, após trabalhar por algumas horas”, comenta Monika Rybczy?ska, que trabalha na área de design gráfico do comitê organizador. Maciek pediu demissão do emprego em dezembro de 2014 e entrou para a equipe de design gráfico da JMJ. Não estava muito comprometido com a Igreja; de fato, quando chegou, estava muito desanimado nesse sentido. Ainda assim, queria trabalhar lá. “Uma vez ele me disse: sabe, Monika, eu estou aqui porque eu quero ainda acreditar que existe algo bom na Igreja”, recorda ela. Junto com Monika, começou a trabalhar nas imagens para decorar a cidade. Em seguida, vieram os projetos do kit peregrino e das casulas. Após a confirmação de sua doença e a pedido de seu pai, continuou trabalhando de casa. O câncer se espalhou para os pulmões e seus companheiros no voluntariado rezavam muito por ele: jejuavam e rezavam diariamente o terço da Divina Misericórdia por sua saúde. “O que o Maciek deu ao Comitê Organizador além de seu belíssimo trabalho de design é a confiança de que Deus é maior do que as fraquezas e enfermidades humanas, que Ele pode transformá-las. Durante o seu trabalho no Comitê ele tornou-se uma pessoa que acredita e confia em Deus. Ele foi capaz de receber o seu sofrimento, aceitar a Cruz e tornou-se um professor para nós”, afirma Pe. Suchodolski. Em maio deste ano, ele postou no Facebook: “Como a vida e as prioridades mudam rapidamente… e como nós temos os mais variados sonhos. Alguns sonham com carreira e fama, promoção, novo trabalho, nova propriedade, ou mesmo que o maior evento deste ano em Cracóvia (JMJ) seja um sucesso. Eu por 150 dias sonho com uma coisa… eu só queria viver”. Em junho, Maciek teve a perna amputada e, depois de muito batalhar, faleceu no dia 2 de julho de 2016. O funeral foi realizado em 5 de julho na Igreja do Santíssimo Corpo e Sangue

Após saída de Reino Unido da UE, Papa pede assegurar paz

Nesta sexta-feira, 24, durante seu voo à Armênia, o Papa Francisco se referiu ao referendum que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e assinalou que este resultado requer “a todos nós uma grande responsabilidade” para garantir o bem dos britânicos e a convivência no Velho Continente. Ontem, no Reino Unido – formado pela Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e Gales –a população foi consultada se estava a favor da sua saída da União Europeia (Brexit) ou queria permanecer (Bremain). Ao final, 52% votou a favor de deixar a UE. Perguntado pela imprensa, o Pontífice assinalou que só tinha lido a informação básica do resultado justo antes de sair de Roma, mas sentia que esta era a “vontade expressa pelo povo”. “Isto requer a todos nós uma grande responsabilidade”, indicou, “para garantir o bem do povo do Reino Unido e também a convivência de todo o continente europeu. Assim eu espero”. Mesmo que o referendum não seja vinculante, a imprensa britânica não acredita que o Parlamento interfira neste processo. Caso seja concretizado, Reino Unido será o primeiro país que sairia da UE desde sua criação em 1992. Por isso, o resultado da consulta significou um terremoto político e econômico na UE e em outras partes do mundo. David Cameron anunciou sua renúncia como Primeiro-ministro do Reino Unido e indicou que deixará o cargo antes de outubro. Além disso, a libra esterlina caiu mais de 10% com relação ao dólar e registrou seu preço mais baixo desde 1985, antes de ter uma leve melhora. Entre os líderes europeus que se pronunciaram está a chanceler alemã Angela Merkel, para quem o triunfo de Brexit “supõe um ponto de inflexão para a Europa e para o projeto europeu”. A chefe do governo alemão advogou por relações amistosas com o Reino Unido e chamou à unidade dos demais 27 países membros da EU, porque “os desafios” da globalização “são muito grandes para superá-los sozinhos”. Nesse sentido, pediu não tomar decisões rápidas a respeito da futura relação do Reino Unido com o bloco, pois isto só “dividirá a Europa”. Entretanto, analistas consultados pela imprensa europeia advertem que o Brexit pode animar outros países a deixar a UE, ou até mesmo motivar setores que buscam a independência da Escócia, pois a maioria dos escoceses (62% contra 38%) votou por permanecer no bloco europeu. Do mesmo modo, na Irlanda do Norte, onde 55% das pessoas votaram por permanecer na UE, já se começa a escutar vozes a favor da reunificação com a Irlanda. Fonte: ACI Digital

Papa agradece o trabalho do Pontifício Conselho para os Leigos

O Santo Padre recebeu, no final desta manhã de sexta-feira (17/6), na Sala Clementina, no Vaticano, 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, entre os quais Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom e Dom Orani João Tempesta, Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro. Em seu discurso, o Papa recordou que o “Pontifício Conselho para os Leigos” será incorporado no Pontifício Conselho para a Família, em conexão com a Academia para a Vida. Na primeira parte do seu pronunciamento, Francisco fez uma retrospectiva das atividades do Pontifício Conselho para os Leigos, desde a sua instituição, há quase 50 anos, por obra do bem-aventurado Paulo VI, que, na época (1976), não hesitou em definir o organismo da Santa Sé “um dos melhores frutos do Concílio Vaticano II”, cujo objetivo era a coordenação, estudo e consulta para “estimular os leigos a tomar parte ativa da vida e da missão da Igreja”. Desta forma, o Papa agradeceu ao Senhor pelos abundantes frutos deste organismo Vaticano que, em todos estes anos, suscitou o nascimento de tantas associações laicais, movimentos e comunidades de índole missionária. Em modo particular, o Santo Padre destacou o crescente papel e presença da mulher na Igreja, como também a criação das Jornadas Mundiais da Juventude, gesto providencial de São João Paulo II, instrumento de evangelização das novas gerações, mantido com particular carinho pelo Pontifício Conselho para os Leigos. E recordou: “O mandato que receberam do Concílio era exatamente o de ‘impelir’ os fiéis leigos a se engajar, cada vez mais e melhor, na missão salvífica e evangelizadora da Igreja. Com o Batismo e a Confirmação o fiel leigo se torna discípulo missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo e fermente que transforma a sociedade”. Com efeito, nesta Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, foram recordados todos aqueles que se dedicaram, com paixão e empenho, à promoção da vida e do apostolado dos leigos ao longo destes quase 50 anos. À luz deste caminho percorrido, o Papa encorajou os presentes a olhar novamente o futuro com esperança, pois muito ainda deve ser feito, diante dos novos desafios: “Convido-lhes a acolher esta Reforma da Cúria Romana, que os envolverá, como sinal de estima e valorização do seu trabalho, na vocação e missão dos leigos no seio da Igreja. O novo Organismo terá como ‘leme’ prosseguir na sua navegação, tendo como campos privilegiados a família e a defesa da vida. Sobretudo neste Ano Jubilar, a Igreja é chamada a ser ‘casa paterna’, comunidade evangelizadora.” Neste sentido, o Papa Francisco propôs, como horizonte de referência para o imediato futuro, o seguinte binômio: “Igreja em saída” e “laicato em saída”, lançando o olhar para os que se encontram ‘distantes’ do nosso mundo, às tantas famílias em dificuldade e necessitadas de misericórdia, aos campos de apostolado ainda inexplorados, e aos numerosos leigos, que devem ser envolvidos e valorizados pelas instituições eclesiais. O Santo Padre concluiu seu discurso dizendo que “precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que “sujem suas mãos” e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”. Fonte: Rádio Vaticano

Moysés Azevedo participa da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos em Roma

O fundador da Comunidade Shalom e conselheiro do Pontifício Conselho para os Leigos, Moysés Azevedo, participa de 16 a 18 de junho da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, que trará como tema “Um dicastério para os leigos: passado e futuro”. O Papa Francisco, como parte da reforma da Cúria Romana, comunicou oficialmente ano passado no Sínodo dos Bispos, sua decisão de “instituir um novo Dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os leigos e o Pontifício Conselho para a família, e ao qual será ligada a Pontifícia Academia para a vida.” No último dia 04, o Papa aprovou em fase experimental o Estatuto do novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Rádio Vaticano, “com a entrada em vigor do estatuto a partir de 1° de setembro de 2016, os atuais Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família cessarão suas funções. À luz dessa mudança iminente, a próxima plenária do dicastério será um momento significativo para o Pontifício Conselho para os Leigos porque encerrará um longo e profícuo caminho do organismo, nascido por vontade do Concílio  Vaticano II, e que esteve a serviço da vocação e missão do laicato católico no mundo inteiro nos últimos cinquenta anos.”. Especialistas competentes provenientes de vários países do mundo participarão do encontro como relatores, que contará com a presença de todos os membros e consultores do dicastério.   A assembleia terá início, no próximo dia 16, com a palestra introdutiva do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, sobre o tema “Há 50 anos caminhando com os fiéis leigos”. A seguir, o Bispo de Fréjus-Toulon (França), Dom Dominique Rey, falará sobre o tema “Vocação e missão dos leigos à luz do Concílio Vaticano II”. Na parte da tarde, a professora Pilar Río, docente na Pontifícia Universidade Santa Cruz, fará uma palestra intitulada “Os leigos católicos há cinquenta anos do Concílio Vaticano II”. Na sexta-feira, 17 de junho, o professor Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Europeu de Estudos Antropológicos ‘Philanthropos’ de Friburgo, Suíça, apresentará suas reflexões sobre o tema “Ser luz no mundo e sal da terra. Os leigos diante dos desafios de nossos tempos”. Depois da palestra, todos os participantes da assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos serão recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano. Na parte da tarde, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, falará sobre o tema “A formação dos fiéis leigos: desde a iniciação à maturidade cristã”. Sábado, 18 de junho, último dia da assembleia, contará com a presença do Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do grupo de cardeais chamados a auxiliar o Papa no processo de reforma da Cúria Romana, que na palestra intitulada “O Pontifício Conselho para os Leigos no limiar de uma nova etapa de sua história”, dará algumas diretrizes para o desenvolvimento futuro do organismo. Durante a assembleia plenária será dado amplo espaço ao debate e testemunhos pessoais dos participantes sobre a missão dos leigos no mundo e sobre sua experiência de serviço à Santa Sé como membros e consultores do dicastério. Redação com informações da Rádio Vaticano  

Divulgado programa da viagem do Papa à Polônia para a 31ª JMJ

O programa da viagem do Papa Francisco à Polônia por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude foi divulgado esta quinta-feira. O Santo Padre partirá do Aeroporto Fiumicino de Roma às 14 horas do dia 27 de julho, com chegada prevista para as 16 horas no Aeroporto Internacional “São João Paulo II” de Balice-Cracóvia, onde terá lugar a cerimônia de boas-vindas, na área militar do aeroporto. Quarta-feira, 27 de julho Às 17 horas, o primeiro compromisso oficial e primeiro discurso do Papa em terras polonesas, no encontro com as autoridades, com a sociedade civil e com o Corpo Diplomático no pátio de honra do Wawel. Às 17h40min, Francisco faz uma visita de cortesia ao Presidente da República na Sala dos Pássaros do Palácio de Wawel. Às 18h30min o último compromisso do dia, com o encontro do Pontífice na Catedral de Cracóvia com os bispos poloneses para quem deverá proferir um discurso. Quinta-feira, 28 de julho Às 7h40min o Papa se transfere ao Aeroporto Balice-Cracóvia – com uma parada no Convento das Irmãs da Apresentação – seguindo às 8h30min, em helicóptero, até Częstochowa. Às 9h45min a chegada ao Mosteiro de Jasna Gora e a Oração na Capela da Nossa Senhora Negra. ÀS 10h30min, na área do Santuário de  Częstochowa, o Papa preside uma Santa Missa por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia. Às 12h45min o Santo Padre retorna em helicóptero ao Aeroporto de Balice-Cracóvia. Após a pausa para o almoço e descanso, Francisco participa, às 17h30min, da Cerimônia de acolhida dos jovens no Parque Jordan em Blonia, em Cracóvia. O Papa deverá proferir um breve discurso aos jovens. Sexta-feira, 29 de julho Às 8h45min o Papa Francisco desloca-se em helicóptero até Oswięcim, onde às 9h30min visita o Campo de Concentração de Auschwitz e às 10h30min o Campo de Birkenau, onde profere um discurso. Às 11h30min retorna a Cracóvia. Na parte da tarde, às 16h30min, Francisco visita o Hospital Pediátrico Universitário, em Prokocim, onde profere um discurso, e às 18 horas, um grande encontro com os jovens no Parque Jordan em Blonia, com a Via Sacra. O Papa deverá dirigir algumas palavras aos jovens. Sábado, 30 de julho Às 8h30min o Santo Padre visita o Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia. Às 9 horas atravessa a Porta da Divina Misericórdia e às 9h15min preside o Rito da Reconciliação de alguns jovens no Santuário. Às 10h30min, a Santa Missa com Sacerdotes, Religiosas, Religiosos, Consagrados e Seminaristas poloneses no Santuário de São João Paulo II em Cracóvia. Após a celebração, às 12h45min, o Papa almoça com alguns jovens no Arcebispado. Às 19 horas o Santo Padre chega ao Campus Misericordiae, onde atravessa a Porta Santa com alguns jovens e às 19h30min preside a Vigília de Oração com os jovens, a quem deverá dirigir algumas palavras. Domingo, 31 de julho No último dia em terras polonesas, Francisco preside, às 10 horas, a Santa Missa pela Jornada Mundial da Juventude no Campus Misericordiae e ao final da celebração o Angelus. Às 17 horas o encontro com os voluntários da JMJ e com o Comitê Organizador e Benfeitores na Tauron Arena em Cracóvia. Às 18h15min, cerimônia de despedida no Aeroporto Balice-Cracóvia, com a partida do avião prevista para às 18h30min. Às 20h25min o Papa deverá chegar ao Aeroporto de Roma/Ciampino. Fonte: Rádio Vaticano

Dublin sediará próximo encontro mundial das famílias com o Papa

“O Evangelho da família, alegria para o mundo” será o tema do IX Encontro Mundial das Famílias, em Dublin, entre 22 e 26 de agosto de 2018. Foi o que anunciou o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, durante uma coletiva de imprensa realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé. “É o primeiro grande encontro das famílias do mundo depois do Sínodo dos Bispos, após o qual o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, que torna-se, obviamente, a “Carta Magna” de todo o encontro, quer na sua preparação como na sua celebração”, afirmou Dom Paglia. “A Exortação Apostólica, que foi às Igrejas locais para ser acolhida, abraçada, aprofundada e aplicada nos diversos contextos culturais, terá em Dublin uma etapa significativa desta recepção. Amoris in Laetitia requer não uma simples atualização da pastoral familiar, mas bem mais do que isto: um novo modo de viver a Igreja, um novo modo de realizar aquele amor que torna alegre a vida do povo de Deus, das famílias e da própria sociedade”. Neste sentido, o Encontro de Dublin assume uma característica particular em relação aos outros Encontros Mundiais”, acrescenta Dom Paglia. Sinodalidade “É a nossa intenção – prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Família – viver os próximos meses e os anos acentuando ou promovendo esta sinodalidade que está no coração da Exortação Apostólica Amoris Laetitia. O Papa, de fato, sugere uma espécie de inculturação, um aprofundamento de temas, é um verdadeiro itinerário, não somente uma preparação – entre aspas – exterior. É um verdadeiro processo eclesial do qual a Irlanda, junto ao Pontifício Conselho, assume a sua responsabilidade” Neste sentido, o Pontifício Conselho  está trabalhando para elaborar catequeses e instrumentos de reflexão. O país, “marcado por um delicado momento de transição, também através deste Encontro Mundial pode ajudar a si mesmo, a Europa e o Mundo, a reencontrar a força, a energia, a tensão missionária, mediante a redescoberta da vocação e da missão da família. O título do Encontro Mundial – “O Evangelho da família, alegria para o mundo” – é um convite a escolher o “nós” da família para responder à necessidade de amor que brota de cada homem e cada mulher”. Organização O Arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, defendeu por sua vez, que o evento deve ser  “mundial a nível de preparação”, pois às vezes vemos “críticas a eventos que parecem mundiais, mas a preparação é local”. A realização deste evento – avaliou – “será uma ocasião para a renovação eclesial e a Igreja na Irlanda poderá ser um estímulo para outros países. É este o desafio que a Igreja na Irlanda deve enfrentar, mas estou certo que conseguiremos vencê-lo bem”. Os organizadores do encontro anteciparam que gostariam de envolver na preparação também os movimentos voltados à espiritualidade das famílias, que normalmente vivem fora das paróquias e por isto, quem sabe, participam em massa do evento, mas não no percursos de preparação. “Precisamente ontem – revelou Dom Martin – falávamos disto em uma reunião da Conferência Episcopal irlandesa e pensamos a um momento de partilha de experiências de todos os movimentos familiares europeus. Falta somente a data, mas será provavelmente em setembro ou outubro”. Dom Paglia informou que o Pontifício Conselho para a Família está organizando diversas iniciativas voltadas aos movimentos, com o envolvimento de teólogos de todo o mundo e de comunidades e universidades. Fonte: Rádio Vaticano

Diante da crise política, Papa pede paz e diálogo aos brasileiros

Na saudação após a Catequese de hoje, o Papa Francisco deixou uma mensagem especial aos brasileiros Ao final da catequese desta quarta-feira, 11, o Papa Francisco fez uma saudação especial aos brasileiros, devido ao conturbado momento político do país: “Ao saudar vocês, peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada nação. Nesses dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo para que, nesses momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona seus filhos – seja defesa e guia no caminho”, disse o Pontífice. O Papa Francisco está informado e acompanha a situação política brasileira por meio dos bispos da CNBB. Ao final da Assembleia, realizada em Aparecida em abril, a entidade emitiu uma nota a respeito. Na semana passada, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre o tema. Dom Orani pedira ao Papa que rezasse pelo Brasil. Em resposta, Francisco disse que reza sempre pelo nosso país. A crise também esteve na pauta da audiência privada que o Papa concedeu nesta terça-feira, 10, à atriz Letícia Sabatella e à juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian. O Senado brasileiro vota nesta quarta-feira o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment que, se aprovado, afastará a Presidente Dilma Rousseff temporariamente por 180 dias. Fonte: Canção Nova

Doar