Papa: A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé

“A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”, disse o Papa Francisco na missa matutina desta quinta-feira (04/02), na Casa Santa Marta. A primeira leitura do dia fala sobre a morte do Rei Davi. “Toda vida tem um fim. Este é um pensamento que não gostamos muito, mas é a realidade de todos os dias”, sublinhou o pontífice. “Pensar no último passo é uma luz que ilumina a vida, é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós”: Experiência na Audiência Geral “Numa das audiências de quarta-feira estava entre os doentes uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado. Quantos anos a senhora tem irmã? E com um sorriso ela respondeu: 83, mas estou terminando o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho câncer no pâncreas. Assim, em paz, aquela mulher viveu intensamente a sua vida consagrada. Não tinha medo da morte: Estou terminando o meu percurso de vida para começar outro. É uma passagem. Estas coisas nos fazem bem.” Davi reinou sobre Israel durante 40 anos, “porém quarenta anos também passam”. Antes de morrer, exorta o filho Salomão a observar a Lei do Senhor. Ele em vida pecou muito, mas aprendeu a pedir perdão e a Igreja o chama de “Santo Rei Davi. Pecador, mas Santo”! Agora, na hora da morte, deixa ao filho “a herança mais bonita e maior que um homem e uma mulher podem deixar aos filhos: deixa a fé”: O que incluir no testamento “Quando se faz o testamento, as pessoas dizem: ‘Mas a ele deixo isto, a este deixo aquilo, àquele deixo aquilo outro …’. Sim, tudo bem, mas a mais bela herança, a maior herança que um homem, uma mulher pode deixar aos seus filhos é a fé. E Davi faz memória das promessas de Deus, faz memória da própria fé nessas promessas e as recorda ao filho. Deixar a fé como herança. Quando na cerimônia de Batismo damos aos pais a vela acesa, a luz da fé, estamos dizendo: ‘Mantenha-a, faça-a crescer no seu filho e na sua filha e deixe-a como herança”. Deixar a fé como herança, isso nos ensina Davi, e morre assim, simplesmente como cada homem. Mas sabe bem o que aconselhar ao filho e qual seja a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé!”. Nos fará bem fazer-nos uma pergunta – concluiu o Papa: “Qual é a herança que eu deixo com a minha vida?”: “Deixo a herança de um homem, uma mulher de fé? Aos meus deixo esta herança? Peçamos ao Senhor duas coisas: de não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira  – ‘estou concluindo o meu percurso e inicio outro’ – de não ter medo; e a segunda coisa, que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”.   Fonte: Rádio Vaticano

Papa: a guerra desfigura os laços entre irmãos, entre nações

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes do 4º curso de formação dos Capelães Militares ao Direito Internacional Humanitário. O evento é promovido pela Congregação para os Bispos, pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Os capelães militares vieram de várias partes do mundo para refletir juntos sobre alguns desafios atuais do direito internacional humanitário, relativos à proteção da dignidade humana durante os conflitos armados não internacionais e os novos conflitos armados. “Trata-se de um tema atual, especialmente se pensamos na intensificação da violência e na multiplicação dos palcos de guerra em várias partes do mundo, como África, Europa e Oriente Médio”, disse Francisco. Este é um momento para “meditar e trocar experiências sobre como a sua missão de acompanhamento espiritual dos membros das forças armadas e suas famílias possa contribuir para prevenir as violações do direito humanitário, com o objetivo de reduzir a dor e os sofrimentos que a guerra provoca nas vítimas e naqueles que combatem”, frisou ainda o pontífice. Segundo o Papa, “a guerra desfigura os lações entre irmãos, entre nações, e desfigura também aqueles que são testemunhas de tais atrocidades”. “Muitos militares voltam depois das operações de guerra ou de uma missão de restabelecimento da paz com feridas interiores profundas. A guerra pode deixar o seu sinal indelével. A guerra, na realidade, deixa sempre um sinal indelével”, sublinhou Francisco. A esse propósito, o Papa afirmou que é necessário se interrogar sobre a modalidade adequada para curar as feridas espirituais dos militares que, tendo vivido a experiência de guerra, viram crimes atrozes. “Essas pessoas e suas famílias precisam de uma atenção pastoral específica, uma solicitude em que possam sentir a proximidade maternal da Igreja. O capelão militar deve acompanhá-las e ajudá-las em seu caminho, e ser uma presença consoladora e fraterna”, frisou o pontífice. “O direito humanitário se propõe a salvaguardar os princípios essenciais de humanidade num contexto de guerra que é desumanizante. Ele deve proteger aqueles que não participam do conflito, como a população civil, os agentes de saúde e religiosos, feridos e prisioneiros. Ao mesmo tempo, esse direito deve banir as armas que causam sofrimentos atrozes e inúteis aos combatentes, e danos graves ao ambiente natural e cultural.” “O direito humanitário deve ser difundido e promovido por todos os militares e forças armadas, pela polícia e demais agentes de segurança. Ele precisa ser mais desenvolvido para enfrentar a nova realidade da guerra que, hoje, infelizmente, dispõe de instrumentos cada vez mais letais.” “Espero que os momentos de debate previstos no curso possam contribuir na busca corajosa de novos caminhos nesta direção”, disse ainda o Papa. “Todavia, como cristãos, estamos convencidos de que a guerra deve ser abolida. Devemos nos comprometer cada vez mais com a construção de pontes que unem e não muros que dividem. Devemos ajudar a buscar a mediação e a reconciliação. Não devemos nunca ceder à tentação de considerar o outro somente como um inimigo a ser destruído, mas como uma pessoa, dotada de dignidade e criada por Deus à sua imagem. Em meio à dilaceração da guerra devemos recordar sempre que “cada um é imensamente sagrado.” “Neste período em que estamos vivendo uma ‘terceira guerra mundial em pedaços’ vocês são chamados a nutrir nos militares e suas famílias a dimensão espiritual e ética que os ajude a enfrentar as dificuldades e os interrogativos muitas vezes dilacerantes ínsitos neste serviço à Pátria e à humanidade”, disse ainda o Santo Padre. O Papa reiterou a necessidade da oração. “Os capelães devem rezar. Sem a oração não é possível fazer tudo aquilo que a humanidade, a Igreja e Deus nos pedem neste momento”, concluiu  Francisco pedindo aos capelães militares para rezarem por ele. Fonte: Rádio Vaticano

“Juntos somos um” é o tema do Fazendo Barulho

Na semana em que celebramos o Dia Mundial do Ecumenismo, o Fazendo Barulho trará o tema “Juntos somos um” para abordar a beleza, a necessidade e os desafios de dialogar com outras religiões. O programa será transmitido ao vivo no próximo domingo, 25, pela Rede Vida de televisão de 14h às 16h (horário de Brasília). Os nossos valores e convicções de fé são apresentados como propostas para a promoção da vida com ética e respeito com o outro. A religião precisa ser uma contribuição harmoniosa de convivência que produza o bem de todos, com respeito à cultura de cada pessoa e grupo étnico- religioso. No quadro “Leve a sério” receberemos o padre José Sávio Xavier, diretor espiritual do Famec, o Fórum dos Movimentos Eclesiais da Arquidiocese de Fortaleza. Do Famec participam associações religiosas, serviços eclesiais, comunidades novas, como a Comunidade Católica Shalom. Teremos ainda um bate-papo especial com missionários do mundo inteiro que contarão suas experiências com o diálogo junto às outras religiões. O objetivo  é destacar as relações construtivas entre a Igreja católica e as outras religiões.   SERVIÇO: PROGRAMA FAZENDO BARULHO TEMA: Juntos somos Um DATA: 25.10.2015 HORÁRIO: 14h – 16h (HORÁRIO DE BRASILIA) na Rede Vida FACEBOOK: fazendobarulhosh INSTAGRAM E TWITTER: @fazendobarulho

Shalom participa do 3º Congresso Arquidiocesano da Divina Misericórdia no Rio

Em preparação para o Ano Santo da Misericórdia (2016), a arquidiocese do Rio de Janeiro junto com as novas comunidades estão promovendo o 3º Congresso Arquidiocesano da Divina Misericórdia. Shalom, Canção Nova, Maranathá, Coração Novo, Emanuel e Servos da Divina Misericórdia estarão no evento, que acontece de 13 a 14 de junho, no Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire. O Congresso Apostólico Mundial da Misericórdia surgiu como forma de atender ao pedido do Papa João Paulo II em sua encíclica “Dives in Misericordia”, publicada em 1980, de ir ao encontro dos irmãos, principalmente os mais necessitados, com amor. O principal objetivo do congresso em âmbitos mundial, continental, nacional, regional ou diocesano é fazer com que a Igreja seja mais consciente e mais motivada pela misericórdia, além de fornecer impulsos novos para a pastoral paroquial e diocesana, fazendo da Divina Misericórdia o paradigma da evangelização. O primeiro congresso mundial aconteceu em Roma, em 2008, o segundo na Cracóvia, em 2011, e o último foi em Bogotá, em 2014, no qual o cardeal arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, na qualidade de cardeal referencial do movimento no Brasil, juntamente com outros padres e o bispo auxiliar de Belém Dom Teodoro Mendes, em reunião, decidiram realizar o primeiro Accom, que será em Aparecida. “Segundo Dom Orani, esse deve ser um congresso que vai marcar Brasil no Ano Santo da Misericórdia. Com a mística da Igreja voltada para essa reflexão, acreditamos que será um momento de celebração e de convergência dos acontecimentos do Brasil”, afirmou Izaias de Souza Carneiro, moderador geral da Comunidade Coração Novo, que está entre os organizadores do pré-congresso continental e do arquidiocesano. Pré-Congresso em 2015 O Pré-Congresso Continental da Misericórdia nas Américas, a ocorrer em junho deste ano em Aparecida, tem como tema “Aparecida e Misericórdia – Discípulos e missionários de Cristo Misericordioso”. Sua finalidade é reunir as lideranças de grupos católicos que estejam interessadas em participar da organização do congresso continental, a fim de planejar o evento. O ponto central, conforme explicou o padre João Sopicki, secretário-geral do Congresso Continental da Misericórdia nas Américas, é “manifestar o rosto misericordioso de Deus através da ação, do trabalho, com três focos: oração, divulgação e, principalmente, a prática. Será um momento de grande incentivo e motivação para todo mundo viver no clima da misericórdia”. O fato de o Papa Francisco ter proclamado 2016, o ano em que estes congressos ocorrerão, como Ano Santo da Misericórdia foi, segundo o padre Sopicki, uma ação da Providência Divina: “Ninguém esperava que o Papa fosse proclamar o Ano da Misericórdia. Isso com certeza entrará na pauta do congresso: como colocar em prática essa missão que o Papa nos confia na Misericordiae Vultus”, explicou ele, referindo-se à encíclica publicada em abril, para nortear as ações do próximo ano. A presidência do evento é de Dom Raymundo Damasceno. Congresso arquidiocesano Tendo como tema “Confiança e esperança na Misericórdia” e “Alegrai-vos na esperança (Rom 12, 12)” como lema, o congresso arquidiocesano, a ocorrer no Santuário da Divina Misericórdia, terá uma missa presidida por Dom Orani no primeiro dia, 12 de junho, às 16h. As palestras e testemunhos serão proferidos por membros das comunidades organizadoras. “Tem muitas comunidades novas envolvidas, de forma que percebemos a possibilidade da construção de um ambiente favorável para fazer a experiência da espiritualidade e das obras de misericórdia”, frisou Izaias. Serviço O Santuário da Divina Misericórdia fica na Rua Divina Misericórdia, s/n, em Vila Valqueire. A inscrição para o congresso arquidiocesano tem um investimento de R$ 90 e para quem desejar incluir a hospedagem, o valor é R$ 150,00. As inscrições e demais informações podem ser obtidas através do site www.santuariodamisericordiarj.org.br ou pelo telefone: 2453-3684. O Pré-Congresso será na Pousada Bom Jesus, que se situa à Rua Barão do Rio Branco, 412, Centro, Aparecida (SP). As consultas de valores e reservas devem ser efetuadas diretamente com a pousada através do email comercial@pousadabomjesus.com. Mais informações: marketing@misericordia.org.br.   Fonte: Arquirio.org Para mais informações sobre nossas atividades ou sobre o Shalom no Rio: site: comshalom.org/rio face : www.facebook.com/shalomrio fone: (21)98110.7575 ou (21)98001.3047. Agendão deste mês Conheça as Casas da Comunidade no Rio Últimas notícias do Shalom Rio Renovação inicia missas da Vocação Rio 1300 participam de retiro Semana Santa O que é uma caminhada Vocacional Ingressam 24 irmãos CV por vocacional Rio Rio  24h de adoração, penitência e anúncio Shalom em Santa Cruz completa 2 anos Tem início campanha da Quaresma no Rio Reviver: 2.600 pessoas colorem evento  Um pouco do que foi Acamps Rio 2015 Grupo de oração para dependentes químicos Reformulação da Lanchonete Shalom Catete Como ajudar um dependente químico Missa celebra aquisição do imóvel Sede  (2014) Missão ganha diácono da Aliança (2014) 45 mil pessoas no  Halleluya Rio (2014) Multidão de jovens no Radicalidade (2014) Fundada a nova casa Shalom no Recreio   (2014) Aniversário da Vocação com missa no Rio (2014) 18 anos de Shalom no Rio de Janeiro (2014) Shalom e os desafios em seus 18 anos (2014) Flashvoice Rio sobe o Corcovado  (2014) Lapa recebe vigília de Pentecostes (2014)  

Papa reza com 50 mil acólitos de língua alemã

A Praça de São Pedro encontra-se já repleta com dezenas de milhares de acólitos de língua alemã – provenientes da Alemanha, Áustria, Suíça – vindos nestes dias a Roma, em peregrinação, sob o lema “Livres! Porque é lícito fazer o bem”. O encontro teve lugar a partir das 16h15 (hora de Roma). Pelas 18 horas chegou o Santo Padre, que presidiu,. às 18h30, à celebração de Vésperas (da memória mariana da Consagração da basílica romana de Santa Maria Maior). O Papa pronunciou, em alemão, uma breve homilia, eovcando o mistério da incarnação e o lugar de Maria, “mãe de Deus”, na vida de cada cristão. Seguidamente, após uma saudação do Presidente da Conferência Episcopal Alemã, o Papa Francisco responderá a quatro perguntas formuladas por estes jovens. Neste caso, o Santo Padre optou por falar em italiano, com cada frase logo traduzida em alemão. Sobre o significado desta peregrinação, a Rádio Vaticano ouviu Dom Michael Gerber, Bispo Auxiliar de Friburgo: – Para nós, esta peregrinação é muito importante. Por exemplo, da minha diocese estão em Roma 10 mil acólitos, com idades de 14 a 22 anos. Para muitos deles, é uma oportunidade para aprofundar a sua fé e fazer a escolha de ser Igreja, e de servir a Igreja. Em Roma, Têm ocasião de ver que são muitos e que fazem parte de algo muito maior: eles fazem parte da Igreja presente em todo o mundo. Isto significa que, em muitos deles se poderá verificar uma mudança no coração, que poderá levá-los, no futuro, a continuar o seu serviço na Igreja também como adultos. Falando sobre o tema da peregrinação: “Livres! Porque é lícito fazer o bem” o prelado disse que o mesmo significa que Deus nos deu a liberdade, a sua liberdade, com Jesus Cristo, e que esta liberdade nos torna livres para fazermos o bem, como Cristo fez.   Fonte: news.va

Papa: Deus, um Pai terno que nos conduz pela mão

Para comunicar o seu terno amor de Pai ao homem, Deus precisa que o homem se faça pequeno. É o pensamento que o Papa Francisco desenvolveu na sua homilia na missa desta manhã na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus. Não espera, mas dá, não fala mas age. Não há sombra de passividade no modo que o Criador tem de entender o amor por suas criaturas. O Papa Francisco explica no início de sua homilia na qual ele se detém sobre o “coração” de Jesus, celebrado na liturgia de hoje. Deus, disse o Santo Padre: “nos dá a graça, a alegria de celebrar no coração de seu Filho as grandes obras de seu amor. Podemos dizer que hoje é a festa do amor de Deus em Jesus Cristo, do amor de Deus por nós, do amor de Deus em nós”: “Há duas características do amor. Em primeiro lugar, o amor está mais no dar do que no receber. A segunda característica: o amor está mais nas obras do que nas palavras. Quando dizemos que é mais no dar do que no receber, é que o amor se comunica: sempre, comunica. E é recebido pelo amado. E quando dizemos que é mais nas obras do que nas palavras, o amor sempre dá vida, faz crescer”. Mas para “entender o amor de Deus”, o homem tem necessidade de buscar uma dimensão inversamente proporcional à imensidão: é a pequenez, disse o Papa, “a pequenez do coração”. Moisés, recorda o Santo Padre, explica ao povo hebreu que foi eleito por Deus porque era “o menor de todos os povos”. Enquanto Jesus no Evangelho louva o Pai “porque escondeu as coisas divinas aos sábios e as revelou aos pequenos”. Portanto, observa Francisco, o que Deus busca com o homem é uma “relação de pai-criança”, o “acaricia”, lhe diz: Eu estou com você”: “Esta é a ternura do Senhor, no seu amor; isto é aquilo que Ele nos comunica e dá a força à nossa ternura. Mas se nós nos sentimos fortes, jamais experimentaremos o carinho do Senhor, os carinhos do Senhor, tão belos…tão belos. ‘Não temer, estou contigo, seguro tua mão…’. São todas palavras do Senhor que nos fazem entender aquele misterioso amor que Ele tem por nós. E quando Jesus fala de si mesmo, diz: ‘Eu sou manso e humilde de coração’. Também Ele, o Filho de Deus, se diminui para receber o amor do Pai”. Outro sinal especial do amor de Deus é que nos amou por “primeiro”. Ele está sempre “antes de nós”, “Ele nos espera”, garante o Papa Francisco, que termina pedindo a Deus a graça “de entrar neste mundo tão misterioso, de maravilhar-nos e sentir paz com este amor que se comunica, que nos dá a alegria e nos acompanha no caminho da vida como uma criança, dando-nos a mão”: “Quando nós chegamos, Ele está ali. Quando nós o procuramos, Ele nos procurou por primeiro. Ele está sempre diante de nós, nos espera para receber-nos no seu coração, no seu amor. E essas duas coisas podem nos ajudar a entender este mistério do amor de Deus para conosco. Para expressar-se, precisa da nossa pequenez, do nosso diminuir-se. E também precisa do nosso estupor quando o procuramos e o encontramos ali, que nos espera”. Fonte: Rádio Vaticano 

Papa: “Dinheiro, vaidade e poder acorrentam nossos corações”

“Jesus nos pede para manter o coração livre de dinheiro, vaidade e poder”. Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta sexta-feira 20, na capela de sua residência, na Casa Santa Marta. O Pontífice ressaltou que as verdadeiras riquezas são aquelas que tornam “luminoso” o nosso coração, como a adoração a Deus e o amor ao próximo. E alertou para os tesouros mundanos que pesam e acorrentam nossos corações. “Não acumulem para vocês tesouros da terra”, advertiu Francisco, inspirando-se no conselho de Jesus de que fala o Evangelho do dia. “Este é um conselho prudente, porque os tesouros da terra não são seguros. Em que tesouros Jesus pensava? Perguntou o Papa, respondendo ele mesmo: em três”. “O primeiro tesouro: o ouro, o dinheiro, as riquezas… Jesus os define ‘perigosos’. “A riqueza serve para muita coisa, para manter a família… mas se você acumula tudo, como um tesouro, vão lhe roubar a alma! Jesus, no Evangelho, fala deste tema, do risco de depositar esperanças na riqueza”.  O outro tesouro – prosseguiu – é a vaidade, ter prestígio, se exibir. E Jesus – advertiu Francisco, sempre condenou isso! “Lembrem-se dos doutores da lei, quando jejuavam, davam esmola e rezavam só para se mostrar”. “A vaidade não serve, porque acaba”. Enfim, o terceiro tesouro – evidenciou – é o orgulho. O Papa se referiu à Primeira Leitura, quando se narra da queda da cruel Rainha Atália. “Seu grande poder durou sete anos e depois foi assassinada. O poder termina!”. E alertou novamente: “Quantos homens e mulheres grandes e orgulhosos terminaram no anonimato, na miséria ou na prisão?”. Estes três tesouros – frisou – não servem. Ao invés deles, o Senhor nos pede que acumulemos “tesouros no céu”. “Aqui está a mensagem de Jesus: ‘Mas, se o seu tesouro está nas riquezas, na vaidade, no poder, no orgulho, o seu coração vai estar acorrentado ali! Seu coração será escravo da riqueza, da vaidade, do orgulho’. E o que Jesus quer é que nós tenhamos um coração livre! Esta é a mensagem de hoje. ‘Mas, por favor, tenham um coração livre!’, nos diz Jesus. Fala-nos da liberdade do coração. E para se ter um coração livre só com os tesouros do céu: o amor, a paciência, o serviço aos outros, a adoração a Deus. Estas são as verdadeiras riquezas que não são roubadas. As outras riquezas pesam o coração. Pesam o coração: acorrentam-no, não lhe dão a liberdade!” Um “coração escravo” acrescentou o Papa, “não é um coração luminoso: será tenebroso”. E se nós acumulamos tesouros da terra, “acumulamos trevas, que não servem!”. Estes tesouros, advertiu Francisco, “não nos dão alegria, mas acima de tudo não nos dão liberdade”. Em vez disso, “um coração livre é um coração luminoso, que ilumina os outros, que mostra o caminho que conduz a Deus”: “Um coração luminoso, que não está acorrentado, um coração que vai para frente e que também envelhece bem como o bom vinho: quando o bom vinho envelhece é um bom vinho envelhecido. Em vez disso, o coração que não é luminoso é como o vinho que não é bom: o tempo passa e se estraga ainda mais, torna-se vinagre. Que o Senhor nos dê essa prudência espiritual, para entender bem onde está o meu coração, a que tesouro está ligado ao meu coração. E também nos dê a força para desacorrentá-lo, se for acorrentado, para que se torne livre, para que se torne mais luminoso e nos dê esta bela felicidade de filhos de Deus: a verdadeira liberdade” Fonte: Rádio Vaticano 

A Semana do Papa

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou à mídia nesta segunda-feira que “devido a uma pequena indisposição” o Papa Francisco adiou alguns dos compromissos. Conforme notícia do site news.va o motivo, explicou Pe. Lombardi, deve-se ao cansaço acumulado neste domingo durante o encontro pela paz realizado no Vaticano. Francisco não celebrou a Missa nesta terça-feira, mas segue normalmente com as outras atividades. Por isso, apresentamos a síntese das atividades do Pontífice de 2 a 8 de junho. Dia 2 O Papa Francisco recebeu ao fim da manhã de segunda-feira, dia 2 de junho, os bispos da Conferência episcopal do Zimbabwe, em visita ad Limina apostolorum. Na sua mensagem o Papa deu graças ao Senhor por aquilo que a Igreja no Zimbabwe tem feito e ainda continua a fazer: pequenos centros missionários transformaram-se em paróquias e dioceses, a Igreja tornou-se autóctone – uma árvore jovem e forte no jardim do Senhor, cheia de vida e dando ricos frutos – gerações de zimbabueanos, incluindo muitos líderes políticos, foram formados em escolas da Igreja, foram criados hospitais católicos, muitas vocações ao sacerdócio e à vida religiosa vieram desta terra e ainda continuam a vir – afirmou o Papa Francisco. Logo pela manhã bem cedo o Santo Padre na missa em Santa Marta afirmou que o matrimónio cristão é fiel perseverante e fecundo. Dia 3 No dia 3 de junho, terça-feira, o Papa Francisco na Missa em Santa Marta afirmou que Jesus reza por cada um de nós, mostrando ao Pai as suas chagas. Dia 4 Grande multidão e tanto entusiasmo na Praça de S. Pedro para a audiência geral com o Papa Francisco na quarta-feira dia 4 de junho. O tema da catequese foi o dom da piedade e o Santo Padre, desde logo, esclareceu a sua definição: “É preciso esclarecer, desde logo, que este dom não se identifica com o ter compaixão de alguém, ter piedade do próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e a nossa ligação profunda com Ele, uma ligação que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém em comunhão com Ele, mesmo nos momentos mais difíceis e complicados.” Dia 5 Na manhã de quinta-feira dia 5 de junho o Papa Francisco na missa em Santa Marta afirmou que a Igreja não é rígida, a Igreja é livre. Na sua homilia o Santo Padre colocou em destaque três tipologias de cristãos: os que querem uniformizar, os que querem uma alternativa à Igreja e os aproveitadores que procuram vantagens de negócio. Todos estes têm em comum promoverem uma atitude rígida que os afasta da Igreja. No final da manhã o Papa Francisco encontrou-se com Aram I, Catholicos (chefe) da Igreja Arménia Apostólica da Cilícia. No discurso que dirigiu ao líder religioso da Igreja Arménia o Santo Padre recordou o empenho de Aram I em favor da causa da unidade entre todos os crentes em Cristo, nomeadamente no apoio dado ao Conselho das Igrejas do Médio Oriente e na Comissão mista de diálogo entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas orientais: “Neste caminho em direção à plena comunhão, partilhamos as mesmas esperanças e o mesmo empenho responsável, conscientes de caminhar assim na vontade do Senhor Jesus Cristo”. Dia 6 No dia 6, sexta-feira, o Papa Francisco esteve na Praça de S. Pedro com os agentes e respetivas famílias da força de segurança pública “Carabinieri”, nos 200 da fundação desta corporação. Logo pela manhã o Santo Padre na Missa em Santa Marta, dirigindo-se aos sacerdotes, afirmou que Jesus, nosso primeiro amor, nunca se esquece, sendo preciso interrogarmo-nos sobre a vivência desse amor: “Esta é a pergunta que faço a mim, aos meus irmãos bispos e sacerdotes: como está o amor hoje, aquele com Jesus? É como o primeiro? Estou enamorado como no primeiro dia? Ou o trabalho, as preocupações fazem-me olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor? Mas os casais discutem. E isso é normal. Mas quando não há amor, não se discute, rompe-se.” Dia 8 No domingo dia 8, Missa de Pentecostes na Basílica de S. Pedro presidida pelo Papa Francisco que na sua homilia afirmou que xgo Espírito Santo nos “ensina, recorda e leva a falar”. “O Espírito Santo ensina-nos o caminho, recorda-nos e explica as palavras de Jesus, faz-nos rezar e chamar Pai a Deus, faz-nos falar aos homens em diálogo fraterno e faz-nos falar na profecia.” Ao meio-dia, falando aos fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco referiu dois aspetos que impressionam no acontecimento do Pentecostes : é uma Igreja que surpreende e que perturba que baralha: “Um elemento fundamental do Pentecostes é a surpresa: já ninguém esperava nada dos discípulos, que depois da morte de Jesus se tinham tornado num grupeto insignificante, gente derrotada, órfãos do seu Mestre”. Ora a Igreja que nasce do Pentecostes suscita admiração por anunciar, com a força que vem de Deus, uma mensagem nova – a Ressurreição de Jesus, e isso com uma linguagem nova – a linguagem do amor.” “Assim está chamada a ser sempre a Igreja: capaz de surpreender anunciando a todos que Jesus Cristo venceu a morte, que os braços de Deus estão sempre abertos, que a sua paciência está sempre ali, à nossa espera, para nos curar e nos perdoar.” Domingo, 8 de junho de 2014 – um momento histórico, uma imagem indelével: o encontro de oração no Vaticano com o Papa Francisco e os presidentes israelita e palestiniano, Shimon Peres e Mahmoud Abbas, na presença do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu I. As invocações foram proferidas em várias línguas, todas elas dirigidas para uma só prece: a paz na Terra Santa. O local do encontro foi um cantinho relvado nos Jardins Vaticanos. O Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e os dois Presidentes ficaram no centro enquanto as delegações, os cantores, os músicos e a imprensa ladearam este encontro memorável. Usaram da palavra os três principais protagonistas: o Papa Francisco e os presidentes Peres e Abbas. O Santo Padre afirmou que

Homilia do Papa: Jesus, primeiro amor, nunca se esquece

Jesus, nosso primeiro amor, nunca se esquece – esta a mensagem fundamental da homilia do Papa Francisco nesta manhã de sexta-feira na Missa na Capela da Casa de Santa Marta. A liturgia do dia propõe o capítulo 21 do Evangelho de S. João onde Jesus pronuncia uma pergunta fundamental a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu amas-me?” Segundo o Santo Padre esta pergunta deve ser feita não só em casal, mas também os padres e bispos devem-no fazer perante Jesus para recordar e não esquecer o primeiro amor: “Esta é a pergunta que faço a mim, aos meus irmãos bispos e sacerdotes: como está o amor hoje, aquele com Jesus? É como o primeiro? Estou enamorado como no primeiro dia? Ou o trabalho, as preocupações fazem-me olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor? Mas os casais discutem. E isso é normal. Mas quando não há amor, não se discute, rompe-se.” O Papa Francisco reiterou que nunca se deve esquecer o primeiro amor e fazer aquilo que Jesus disse a Pedro: ‘Apascenta as minhas ovelhas’. Antes do estudo da teologia e da filosofia o sacerdote deve ser um pastor: “Apascenta. Com a teologia, com a filosofia, com a patrologia, com aquilo que estudas, mas apascenta. Sede pastores. Porque é que o Senhor chamou-nos para isto. E as mãos do bispo sobre a nossa cabeça é para ser pastores. E há uma segunda pergunta, não? A primeira é: ‘Como vai o primeiro amor?’. Esta é a segunda: ‘Sou pastor ou sou um empregado desta ONG chamada Igreja?’ Há uma diferença. Sou pastor? Uma pergunta que eu devo fazer, os bispos e os padres: todos. Apascenta. Pastoreia. Vai em frente.” “Se nós perdemos a orientação ou não sabemos corresponder no amor, não sabemos como responder sobre este ser pastores, não sabemos como responder ou não temos a certeza que o Senhor não nos deixará sozinhos também nos momentos mais difíceis da vida, na doença. Ele diz: ’Segue-me’. É esta, a nossa certeza. Nas pegadas de Jesus. Naquele caminho. Segue-me.” O Papa Francisco concluiu a sua homilia pedindo ao Senhor que dê a todos os sacerdotes e bispos a graça de recordarem sempre o primeiro amor de serem pastores e de seguirem sempre Jesus. Fonte:Rádio Vaticano

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