O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, informou à mídia nesta segunda-feira que “devido a uma pequena indisposição” o Papa Francisco adiou alguns dos compromissos. Conforme notícia do site news.va o motivo, explicou Pe. Lombardi, deve-se ao cansaço acumulado neste domingo durante o encontro pela paz realizado no Vaticano. Francisco não celebrou a Missa nesta terça-feira, mas segue normalmente com as outras atividades. Por isso, apresentamos a síntese das atividades do Pontífice de 2 a 8 de junho. Dia 2 O Papa Francisco recebeu ao fim da manhã de segunda-feira, dia 2 de junho, os bispos da Conferência episcopal do Zimbabwe, em visita ad Limina apostolorum. Na sua mensagem o Papa deu graças ao Senhor por aquilo que a Igreja no Zimbabwe tem feito e ainda continua a fazer: pequenos centros missionários transformaram-se em paróquias e dioceses, a Igreja tornou-se autóctone – uma árvore jovem e forte no jardim do Senhor, cheia de vida e dando ricos frutos – gerações de zimbabueanos, incluindo muitos líderes políticos, foram formados em escolas da Igreja, foram criados hospitais católicos, muitas vocações ao sacerdócio e à vida religiosa vieram desta terra e ainda continuam a vir – afirmou o Papa Francisco. Logo pela manhã bem cedo o Santo Padre na missa em Santa Marta afirmou que o matrimónio cristão é fiel perseverante e fecundo. Dia 3 No dia 3 de junho, terça-feira, o Papa Francisco na Missa em Santa Marta afirmou que Jesus reza por cada um de nós, mostrando ao Pai as suas chagas. Dia 4 Grande multidão e tanto entusiasmo na Praça de S. Pedro para a audiência geral com o Papa Francisco na quarta-feira dia 4 de junho. O tema da catequese foi o dom da piedade e o Santo Padre, desde logo, esclareceu a sua definição: “É preciso esclarecer, desde logo, que este dom não se identifica com o ter compaixão de alguém, ter piedade do próximo, mas indica a nossa pertença a Deus e a nossa ligação profunda com Ele, uma ligação que dá sentido a toda a nossa vida e que nos mantém em comunhão com Ele, mesmo nos momentos mais difíceis e complicados.” Dia 5 Na manhã de quinta-feira dia 5 de junho o Papa Francisco na missa em Santa Marta afirmou que a Igreja não é rígida, a Igreja é livre. Na sua homilia o Santo Padre colocou em destaque três tipologias de cristãos: os que querem uniformizar, os que querem uma alternativa à Igreja e os aproveitadores que procuram vantagens de negócio. Todos estes têm em comum promoverem uma atitude rígida que os afasta da Igreja. No final da manhã o Papa Francisco encontrou-se com Aram I, Catholicos (chefe) da Igreja Arménia Apostólica da Cilícia. No discurso que dirigiu ao líder religioso da Igreja Arménia o Santo Padre recordou o empenho de Aram I em favor da causa da unidade entre todos os crentes em Cristo, nomeadamente no apoio dado ao Conselho das Igrejas do Médio Oriente e na Comissão mista de diálogo entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas orientais: “Neste caminho em direção à plena comunhão, partilhamos as mesmas esperanças e o mesmo empenho responsável, conscientes de caminhar assim na vontade do Senhor Jesus Cristo”. Dia 6 No dia 6, sexta-feira, o Papa Francisco esteve na Praça de S. Pedro com os agentes e respetivas famílias da força de segurança pública “Carabinieri”, nos 200 da fundação desta corporação. Logo pela manhã o Santo Padre na Missa em Santa Marta, dirigindo-se aos sacerdotes, afirmou que Jesus, nosso primeiro amor, nunca se esquece, sendo preciso interrogarmo-nos sobre a vivência desse amor: “Esta é a pergunta que faço a mim, aos meus irmãos bispos e sacerdotes: como está o amor hoje, aquele com Jesus? É como o primeiro? Estou enamorado como no primeiro dia? Ou o trabalho, as preocupações fazem-me olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor? Mas os casais discutem. E isso é normal. Mas quando não há amor, não se discute, rompe-se.” Dia 8 No domingo dia 8, Missa de Pentecostes na Basílica de S. Pedro presidida pelo Papa Francisco que na sua homilia afirmou que xgo Espírito Santo nos “ensina, recorda e leva a falar”. “O Espírito Santo ensina-nos o caminho, recorda-nos e explica as palavras de Jesus, faz-nos rezar e chamar Pai a Deus, faz-nos falar aos homens em diálogo fraterno e faz-nos falar na profecia.” Ao meio-dia, falando aos fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa Francisco referiu dois aspetos que impressionam no acontecimento do Pentecostes : é uma Igreja que surpreende e que perturba que baralha: “Um elemento fundamental do Pentecostes é a surpresa: já ninguém esperava nada dos discípulos, que depois da morte de Jesus se tinham tornado num grupeto insignificante, gente derrotada, órfãos do seu Mestre”. Ora a Igreja que nasce do Pentecostes suscita admiração por anunciar, com a força que vem de Deus, uma mensagem nova – a Ressurreição de Jesus, e isso com uma linguagem nova – a linguagem do amor.” “Assim está chamada a ser sempre a Igreja: capaz de surpreender anunciando a todos que Jesus Cristo venceu a morte, que os braços de Deus estão sempre abertos, que a sua paciência está sempre ali, à nossa espera, para nos curar e nos perdoar.” Domingo, 8 de junho de 2014 – um momento histórico, uma imagem indelével: o encontro de oração no Vaticano com o Papa Francisco e os presidentes israelita e palestiniano, Shimon Peres e Mahmoud Abbas, na presença do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu I. As invocações foram proferidas em várias línguas, todas elas dirigidas para uma só prece: a paz na Terra Santa. O local do encontro foi um cantinho relvado nos Jardins Vaticanos. O Papa Francisco, o Patriarca Bartolomeu e os dois Presidentes ficaram no centro enquanto as delegações, os cantores, os músicos e a imprensa ladearam este encontro memorável. Usaram da palavra os três principais protagonistas: o Papa Francisco e os presidentes Peres e Abbas. O Santo Padre afirmou que