Reviver Kids 2019

Se o pecado foi pago na Cruz, por que continuamos a pecar?

Padre Rômulo dos Anjos, consagrado da Comunidade de Vida, pregou sobre o “Pecado e a Salvação” no Seminário de Vida no Espirito Santo.  Ele explicou aos participantes os principais pontos do pecado que afetam as pessoas. “O pecado é inimizade com Deus. Ele nos manteve reféns, prisioneiros e incapazes”, partilhou. Mas mostrou que Deus na sua infinita misericórdia dá caminhos para a reconciliação, porém para conseguir trilhar esse caminho de salvação há a necessidade de reconhece-se pecador. “O pecado foi pago na cruz, por que continuamos a pecar?”, é um dos questionamentos levantados pelo Pe. Rômulo para entender a influência do pecado na vida humana, que tomou força quando as pessoas se desacostumaram com a grandeza de Deus e passaram a temer a ela, causando um afastamento e medo de reconciliar com Ele. Mas esse é um erro que deve ser corrigido. “Não a nada na minha e na sua vida, que não possa ser alcançada pelo poder da graça de Deus”. “O pecado fala ao coração do ímpio – Sl 32, 2-3”, Padre Rômulo mostra que o pecado procura corações para serem suas “cátedras”, e com o coração cheio dele não se consegue reconhecer o pecado que habita dentro de si. “Estou aqui nessa manhã, queira Deus, para convencê-los que somos pecadores. Para quê? Para experimentar a força da graça e da salvação” comenta o padre. Ele também fala brevemente sobre o seu testemunho de quando jovem tinha tudo, entretanto sentia um profundo vazio, porque não tinha percebido qual era a vontade de Deus em sua vida. Para demostrar de forma mais concreta o efeito do pecado e da morte eterna, Padre Rômulo conta com uma encenação durante a pregação de três personagens do evangelho que tiveram a graça de serem ressuscitados por Jesus e que São Agostinho fez um “diagnóstico” de três formas de morte no pecado. A filha de Jairo, que com apenas 12 anos faleceu em casa, depois de ser acometida por uma doença, Santo Agostinho fala que esse é o primeiro tipo de morte no pecado: o pecado que entra dentro de cada um e não sai, leva a morte e poucos percebem. O segundo é o filho da viúva de Naim, que a caminho de seu sepultamento Jesus vai ao seu encontro e o ressuscita. Segundo São Agostinho, esse caso é um pouco mais grave, porque o morto saiu de casa, quando o pecado que entrou no coração se torna obra ruins e todos podem ver, através da fala, agir e viver. Já o terceiro é Lázaro, que quando Jesus vai ao seu encontro ele já tinha sido sepultado há quatro dias, esse tipo de morte no pecado é o mais grave de todos, pois o pecado além de ser concebido saiu de casa e foi sepultado. É quando o pecador está submergido no pecado e ainda conta vantagem de estar nessa situação e brinca com ela, que é um retrato da sociedade de hoje. Mas o padre mostra que acima de toda morte Jesus vai ao encontro para reavivar cada pessoa com sua paz, “Jesus é capaz de olhar para você e dizer: vem para fora. É capaz de te tirar do pecado, ressuscitar e nos libertar”, explica Pe. Rômulo.

O orgulho se veste de autossuficiência

“O que é a Paz?” foi essa a pergunta-chave das manhãs no Reviver e foi com ela que os participantes puderem refletir sobre o tema central do encontro: Cristo é a nossa Paz. Conduzidas por Roger Valin, consagrado da Comunidade de Aliança, as pregações matinais contaram com fortes momentos de cura e libertação. O que ou quem é a paz? Roger realiza uma breve dinâmica exemplificando a Santíssima Trindade e a grandeza de Deus em seu amor. “Tem aquele que ama: o Pai. Aquele que amado: o Filho. E tem o próprio amor que é o Espirito Santo. O amor na sua essência sempre é trino”. E explica como a “plena paz” que podia ser vivida sobre os desígnios do Senhor, foi retirada do mundo por meio da desobediência e o afastamento vividos no Gênesis pelo homem e a mulher quando ouviram as indagações de Lúcifer. “Lúcifer, dividiu o homem e a mulher de Deus, da natureza, de si mesmo e causou uma divisão dentro de nós” comenta Roger. Ele explica que foi lançado ao coração do homem e da mulher desconfianças sobre o amor de Deus e que essa não é somente a uma história acontecida no antigo testamento, mas algo que faz parte da vida de todos até hoje. Entretanto, Deus permanece propondo diariamente o amor para a proximidade seja retomada.   Falsos sinônimos da paz Roger coloca também em evidência outras coisas que erroneamente costumamos chamar de paz como: os prazeres (sexo e drogas), dinheiro, trabalho e pôr fim a paz de amar a sua família, ele explica que por mais profundo que seja esse amor, não gera uma paz que possa preencher alguém por completo.   Como experimentar a paz Roger descreve que a atitude no evangelho da “Pecadora perdoada”, Lucas 7, 36-50, é uma cartilha para viver da melhor maneira a paz. E explica que o orgulho é o principal inimigo para se afastar de Deus e não viver a paz. “De dia o orgulho se veste de autossuficiência, “está tudo bem” e a noite de desespero e desesperança”, partilhou.

Autora apresenta caminho para vivenciar a graça do perdão

A consagrada da Comunidade de Aliança, Maria Isabel Rodrigues, é autora do livro “Detalhes que curam” e amanhã, dia 05 (terça-feira), estará autografando seu lançamento. A atividade faz parte da programação do Renascer e acontecerá no stand da livraria Shalom, a partir das 15h. O livro está sendo vendido no valor de 25 reais.     A autora pregou no curso de espiritualidade, com o tema “Como perdoar”, que teve início ontem, dia 03 (domingo) no Colégio Nossa Senhora de Fátima (906 sul). De acordo com ela, quando nós nos opomos a ter uma vida reconciliada com Deus, conosco e com o outro acontece que dentro de nós vai sendo criada uma desfuncionalidade, ou seja, um conflito, diferentemente do que nós fomos criados para ser: a imagem e semelhança de Deus”, explicou.    “Quando alimentamos esse conflito, essa desunião, acabamos fugindo daquilo que é o modelo do que Deus pensou a respeito de nós. Com isso, vivemos uma vida com angústia, tristeza. A falta de perdão vai trazendo as consequências dessas desfuncionalidades, tanto na área física quanto na emocional e espiritual”, completou ela.    Segundo ela, as doenças psicossomáticas podem ser consideradas como consequências da falta de perdão. Em relação às doenças espirituais, o demônio se utiliza das mágoas para se infiltrar e trazer a desunião. Nas doenças emocionais a falta de perdão gera a depressão, tristeza profunda na alma e isso desencadeia a desordem no ser humano.    Vivência do perdão     Como podemos perdoar? Esse questionamento resultou na publicação do livro “Como perdoar”, da autora Ana Paula Gomes, que faz parte da coleção “Como” lançada pelas edições Shalom. Com base nesse livro, Maria Isabel recordou que a oração do Pai Nosso é um convite que Cristo faz para nos aproximarmos de Deus com a confiança de filhos. “O Pai sabe das nossas necessidades, aquilo que vai nos ajudar a sermos santos”, explicou. Um dos pedidos de Jesus no Pai Nosso foi o do perdão. “A reconciliação é uma necessidade humana e viver reconciliado tem o mesmo valor de nos livrar do mal”, afirmou ela.  Ela apontou que a falta de autoconhecimento é a raiz mais profunda para culpar o outro. Quando não nos conhecemos somos tentados pelas más inclinações que herdamos do pecado original e por isso culpamos a Deus, o outro e até mesmo o maligno. “Ainda temos dentro de nós as más inclinações, porém elas não são maiores do que a graça de Deus”, explicou. Quando Jesus é tentado no deserto, sua primeira atitude é a oração e de acordo com ela, devemos pedir a graça de iniciar a vida de oração. O nosso olhar deve ser voltado para a comunhão de amor do Pai, do Filho e do Espírito Santo. “Eu preciso viver em unidade porque a Santíssima Trindade vive em unidade”, completou.     Por Letícia Freire   @shalombrasilia fb.com/shalombrasilia comshalombrasilia shalombrasilia      

Reviver 2019 – Primeiro dia – Momentos manhã

Começou o Renascer em Recife

Neste sábado, 2, aconteceu a abertura do Renascer, retiro de carnaval da Comunidade Shalom, na Missão Recife. Com a celebração da Santa Missa o padre Marcelo Sales deu início ao evento e exortou os participantes. “Vamos pedir ao Senhor essa graça, de sermos como crianças, de acolhermos o Reino de Deus, de acolhermos Jesus em nossa vida, e também a partir dessa acolhida de Jesus em nós que nós possamos transbordar a alegria de Cristo no acolhimento de todas as pessoas que irão vir participar do Renascer.” Durante a homília o sacerdote refletia sobre as atitudes das crianças com Jesus, ressaltando que devemos agir como elas no acolhimento a Jesus e ao próximo. “É isso que Jesus está nos mostrando, devemos como as crianças nos aproximarmos de Jesus sem medo, acolhermos Jesus em nossas vidas com alegria, e assim nós também somos convidados a acolher todas as pessoas.” “Devemos alimentar as pessoas, nós temos um alimento que nós recebemos de Deus, por misericórdia, por graça, e as pessoas vem aqui para se alimentar do pão espiritual, elas querem sair daqui alimentadas, saciadas, e nós somos esses instrumentos”, concluiu. O Renascer acontecerá até segunda-feira, 5, com uma programação animada com louvor, pregação, adoração, Missa, show, teatro, e um espaço especial para crianças, levando a verdadeira alegria para todas as idades. Informações Dias: 03 a 05/03/2019 Horário: 08h ás 20h Local: Colégio Vera Cruz – Av. Rui Barbosa, 57 – Graças Preço: Entrada Franca.

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