Conheça os símbolos utilizados na Peregrinação Shalom rumo à Porta Santa

No sábado, 29, réplicas do ícone da Virgem Porta da Misericórdia e da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), confeccionadas especialmente para a Peregrinação Shalom rumo à Porta Santa, em Fortaleza, serão conduzidas do Shalom da Paz, na Aldeota, até a Catedral Metropolitana, no Centro da cidade. Por ocasião do Ano da Misericórdia, a imagem de Nossa Senhora, pintada em 1640 e reconhecida como milagrosa pelo papa Pio VI em 1779, foi designada como ícone do Ano Santo. Papa Francisco escolheu esse símbolo, que combina a tradição ocidental e a tradição oriental, como um sinal de ânimo para todos os cristãos e também com a finalidade de alcançar a unidade e a paz no mundo inteiro. “A Santíssima Virgem nos precedeu na passagem da Porta Santa, pois experimentou antecipadamente a misericórdia divina, tornando-se a verdadeira Porta da Misericórdia”, explica padre Raniero Cantalamessa. Através de Maria, Jesus Cristo entrou no mundo, e com Ele a misericórdia de Deus. Segundo o sacerdote, Nossa Senhora precedeu não somente a humanidade, recebendo a misericórdia divina antecipadamente, mas a própria Igreja, que, assim como Maria, é chamada a ser Porta da Misericórdia para os pobres pecadores. Na Peregrinação, os jovens do Projeto Juventude para Jesus da Comunidade Católica Shalom levarão a réplica da Cruz de Cristo. Esta foi confiada por São João Paulo II aos jovens no ano Santo da Redenção (25.03.1983 – 22.04.1984). O símbolo de madeira, conhecido como a “Cruz da Jornada Mundial da Juventude”, já esteve em todos os continentes. Entre os lugares pelos quais passou, estão Nova York, quando jovens rezaram diante da Cruz no local do atentado ao Word Trade Center, e Ruanda, no período em que se lutava contra os efeitos da guerra civil. Visitou também a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), pequenas escolas, hospitais e cárceres. Por Jonas Viana

Como a singela luz de Deus derrubou as bases sólidas do meu ateísmo

Bom, entre meus dias, nada mais me surpreendia; estava fechada em mim mesma de tal forma que o mundo não andava por aqui, minha rotina parecia ter parado em único dia e desde então esse dia se repetia, se repetia… nada de novo eu me deixava acontecer. E a maioria dos âmbitos da minha vida permaneciam como frutas estragadas que em um dia eu já conseguira saborear; família, amigos, namorado… eram sempre os mesmos fatos, as mesmas coisas, o mesmo mundo que eu não deixava entrar. Mas a podridão e o desgosto desses âmbitos, dessas frutas, não estavam propriamente nelas, mas na forma que eu as enxergava, que meus olhos enxergavam o mundo. Vivendo dessa maneira, houve um dia em que me decidi ir embora (por apenas uns dias), e comecei a procurar na internet algum lugar para onde pudesse viajar, no fundo, nem eu mesma acreditava que acharia, mas só o ato de ir em busca, procurar, já me aliviaria. Abri o computador e logo depois de entrar no Facebook, encontrei a propagando do Acamps compartilhada por uma amiga antiga minha, dos tempos do fundamental. Fui logo conversando com ela no chat e perguntando se poderia ir mesmo sendo ateia pois na minha cabeça só haveria diversão, brincadeiras, etc. Ao que ela logo me respondeu dizendo que não haveria problema algum pois outros ateus também iriam. Só faltavam dois dias pro acampamento, se não um e eu já estava arrumando minha mala… Hoje eu vejo que talvez não fora coincidência ter a quantia de dinheiro exata que precisava pagar guardada nas minhas economias. Eu já estava decidida a ir, finalmente passar uns dias longe… Engraçado que foi justamente nesse ato de fugir de tudo e de mim mesma que eu me encontrei, entrando em contato com um eu que pra mim não existia mais pois eu já havia esquecido. Fui perceber, muito tempo depois, que Deus já cuidava de mim ali, com toda a sua primazia, pois bem grande foram as preocupações da minha mãe, ao saber que iria para esse acampamento, sem conhecer praticamente ninguém, mas grande era o ímpeto que Deus colocava em meu coração, antes mesmo de entrar no ônibus lembro que ela me perguntou pela enésima vez se eu queria mesmo fazer aquilo, e eu estava determinada… Porém, quando embarcamos no ônibus e me percebi ali, sentada sem ter ninguém com quem conversar, me veio a primeira onda de pensamento fria: será que eu devia estar fazendo mesmo aquilo? Será que não era melhor ter ficado em casa? Afinal… o que eu estava fazendo? Então ainda perdida nesses pensamentos, vi se aproximar uma menina, que tinha mais ou menos a minha idade, ela mal me apresentou seu nome e já estávamos conversando, e fomos conversando até chegar no local, descobrindo o tanto que tínhamos de comum. Dani. Vi aí a primeira pessoa que o Senhor me quis colocar, na tentativa de não me fazer desistir, de não me deixar ir embora. E tudo ocorreu muito bem, até o dia seguinte. Tamanha era minha estranheza diante daquelas atividades! Diante daquela alegria, todo mundo pulando, sorrindo, dançando, que coisa mais esquisita, eu pensava… Tivemos várias atividades de manhã as quais eu não saberia denominar, eu desconhecia essas coisas, essa alegria de agir, de louvar. Eu não entendia… Pra quê? Que Deus não existia… Logo comecei a me sentir como um peixe fora d’água e minha primeira vontade foi querer ir embora. Tudo era muito absurdo e diferente de mim. Peguei logo o telefone e liguei para minha mãe, avisando que se ela pudesse me pegar naquela hora mesmo eu iria, até que conversando com ela, percebi não saber o endereço do local e fui perguntar a primeira pessoa que vi a minha frente: o Kleber, que estava animando o evento. Ele me disse que para ir embora precisaria avisar antes a coordenadora dos meus dormitórios, a Manu. E lá foi eu, com minha mãe esperando na ligação… Agora percebo como todas as obras do Senhor são grandiosas, como Ele se faz presente em todos os detalhes, em cada pessoa que me colocava perto… Como sussurravas Teu nome pra mim e eu, plenamente surda, não Te ouvia! Manu logo me perguntou porque tamanho era meu desejo de ir embora, e fomos conversando… Até que nem reparei ter desligado o telefone e ela me propôs um desafio: ficar ali mais um dia, que qualquer coisa que me incomodasse eu poderia falar com ela, que me deixaria mais livre… E se ainda quisesse ir no outro dia, eu iria. Eu aceitei, e até nisso Meu Amado acertou… Pois sabia que minha alma não seria capaz de recusar um único desafio. Vocês já devem imaginar o que me aconteceu no outro dia…tive minha primeira experiência com Deus depois de muitos anos longe da Igreja Católica. Através dela, Deus se apresentou a mim, em minha plena pequenez e fragilidade humanas, retomou o laço que tínhamos quando eu ainda era uma criança e ia pra Igreja… Ele me conhecia! E eu também O conhecia, mas já havia esquecido de sua infinita presença e existência tão dócil! Pelo meu grande e tolo ateísmo. Através dela, Deus não só se fez presente mas teve a caridade de me explicar meus principais motivos ateístas, os quais eu mesma desconhecia. Ele me explicou a minha própria história e naquele instante já me fez ser mais livre… Porém meu medo de algo sobrenatural assim era tão grande e o baque na minha inquebrantável base ateísta foi tão grande… que eu logo duvidei, só que não era capaz de explicar o que tinha me ocorrido… E eu continuei lá, durante os últimos dias, participando meio bamba das atividades e sem conseguir acreditar com o que acabara de me acontecer… Mas não foi só isso, houve mais. “Eu quero sair das minhas prisões”, já dizia o Padre Tarso numa das missas em que eu me recusava a ir; acho que não por coincidência, essa foi a única frase que

Retiro de sacerdotes Shalom: uma experiência com a Misericórdia

Participei do retiro dos sacerdotes promovido pela Comunidade Shalom em Fortaleza semana passada, para mim foi muitíssimo bom. É o segundo encontro que participo, a grande novidade é ver que outros sacerdotes também estão vivendo a palavra de Deus, vivendo o evangelho, vivendo o ano da misericórdia. Lembramos que o ano passado era a abertura do ano da misericórdia e já tivemos aquela bela introdução sobre o ano da misericórdia e o desenvolvimento durante todo este ano. praticamente chegamos a Sião, o final do ano da misericórdia, procurando rever, avaliar, questionar como foi vivenciado por nós por toda a nossa igreja o ano da misericórdia. ‘Misericordiar’ era o verbo que gostaríamos de ter conjugado tão bem e ser misericordiosos também para com os outros e, sobretudo conosco mesmo, acolher o perdão, acolher a misericórdia de Deus. Tivemos assim a oportunidade de exercer este serviço da misericórdia como o perdão, o sacramento da reconciliação e também de ser misericordiado por Deus através dos outros colegas. Muito bom, muito bonito saber que tantos outros colegas, mesmo aqueles que não puderam vir, não puderam participar estavam unidos na oração, estavam unidos conosco naqueles dias de retiro. A participação do fundador da Comunidade Shalom com suas colocações, com sua palestra, foi muito boa e muito bem colocada, bem oportuna também a cofundadora Emmir. Moysés e Emmir, foram bem perspicazes, foram muito bem colocados, questionadores também para todos nos sacerdotes. Esperamos que avancemos na fé, avancemos na misericórdia de Deus, que Deus continue abençoando a Comunidade Shalom com todo o seu trabalho de apoio, de misericórdia, também a equipe que apoiou com a intercessão, aquelas senhoras que rezaram por nós sacerdotes. E venham sobre todos a graça e a paz e esperamos que no próximo ano possamos participar também um número bem maior, que os colegas convidem outros colegas. Infelizmente o que deveria ir participar comigo foi hospitalizado às vésperas, mas ele oferecia as dores e os sofrimentos para que tudo ocorresse bem, que a gente pode desejar é que a misericórdia de Deus desça sobre toda a Comunidade Shalom e sobre todos nós. Shalom, Misericórdia e continuemos firmes e fortes na fé.   Testemunho do Padre Venílson, da Diocese de Palmares.

O jovem como protagonista da obra de Deus

Muitas vezes tem-se a ideia de que os jovens são imaturos, irresponsáveis ou até descompromissados, mas esta, de fato, não é a definição de um jovem que experimentou do amor de Deus. A essência do jovem é viver a vida de forma radical, dando tudo de si e aquele que conhece a Deus deseja se comprometer com aquilo que o Senhor lhe pede. “Nada melhor que um jovem, para evangelizar outro jovem”, diz o Papa Francisco, e é movida por esta verdade que a Comunidade Shalom busca no jovem a oferta de vida que é capaz de arrastar mais jovens para Deus. Por isso o Projeto Juventude para Jesus (PJJ) do Shalom Recife realizou nos dias 21 a 23 o Retiro de Liderança Jovem 2016, com o tema “Mestre, o que devo fazer?” (Mt 19,16), com jovens da Obra Shalom local e da missão de Campina Grande (PB), que podem e devem assumir o protagonismo na evangelização de outros jovens. Lícia Maria, da Secretaria de Planejamento e Gestão da Comunidade Shalom, que esteve no retiro para dar formações e treinamento, explicou a importância de momentos como este. “A gente percebe um grande movimento da comunidade em inserir os jovens a esta atividade de evangelização, como a Igreja nos pede o protagonismo dos jovens e isto também faz parte da vida do fundador, por causa da primazia dos jovens e também por acreditar que tem realidades dentro da Igreja e ações de evangelização que só os jovens conseguem fazer”. Ela explica ainda o objetivo dos treinamentos e da escola de líderes. “A comunidade espera que a semente seja lançada no coração do jovem, primeiramente para que ele tenha uma experiência com Jesus e renove seu desejo de sempre estar nos caminhos de Jesus, mas que desperte nele o dom que ele tem da liderança que Deus deu, descubra o dom que está escondido e se sinta protagonista dentro do processo de evangelização, não somente na missão que ele está, mas na própria Igreja”. Mas engana-se quem pensa que o retiro acabou, pelo contrário, terminou a parte ‘teórica’ e chega o momento do transbordar o amor de Deus: a evangelização. Como bem disse Lícia, “este é o papel da Comunidade, somos evangelizados para formar novos evangelizadores”.   Victoria Arruda

Shalom de Curitiba celebra missa votiva a São João Paulo II

Este sábado, 22, é uma data especial para quem admira Karol Wojtyla. É dia de celebrar sua memória, o dia de São João Paulo II. Nas casas de missão do Shalom em todo o Brasil, serão celebradas missas votivas ao santo em cujo pontificado nasceu a Comunidade na década de 80. O Shalom de Curitiba tem um motivo a mais para comemorar: o centro de evangelização recém-inaugurado é dedicado ao papa polonês. A Missa votiva a São João Paulo II acontece às 17h no centro de evangelização Shalom na capital paranaense, na rua José Rietmeyer, 366, bairro Guabirotuba. Você é nosso convidado. O pontificado de João Paulo II foi marcado pelo espírito missionário, pelo amor aos jovens e às famílias, pelo diálogo inter-religioso e, sobretudo, pelo perdão e a misericórdia. Fez 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 no interior do país. Dois de seus gestos mais recordados são o perdão que deu ao turco Ali Agca, autor do atentado que o feriu gravemente em Roma, e o pedido de perdão pelos erros da Igreja durante a história. Por meio do pontífice, a Igreja deu especial atenção à santidade como vocação universal, chamado de Deus para todos os homens e mulheres. Essas são algumas razões para admirá-lo. Uma vocação de Paz Foi durante viagem do papa Wojtyla a Fortaleza, em 9 de julho de 1980, que o fundador da Comunidade Shalom, Moysés Louro de Azevedo, entregou-lhe carta em que colocava sua vida e juventude à serviço da evangelização. Exatamente dois anos mais tarde, o Shalom foi fundado. A Palavra “Shalom” é hebraica e significa “paz”, e não somente se refere à ausência de conflitos, mas ao fruto do encontro com Jesus Cristo, verdadeira e única paz que pode saciar o coração do homem em todos os tempos. Fundada há 34 anos em Fortaleza (CE), a Comunidade Católica Shalom promove ações de evangelização para jovens, adultos, casais e crianças, além de obras sociais como abrigos, asilos, creches e o projeto Volta Israel, que atua no tratamento de pessoas com dependência química. Presente em 19 países e 22 estados brasileiros, o Shalom chegou ao Paraná há 16 anos, na Arquidiocese de Curitiba. Serviço Centro de Evangelização Shalom em Curitiba Rua José Rietmeyer, 366, Guabirotuba Informações: (41) 3024-6670 (após 14h) / (41) 9738-9364 / (41) 9741-4591 comshalom.org/curitiba   Emanuele Sales

Shalom PG realiza 5ª edição da Copa Shalom

A quinta edição da Copa Shalom, realizada no domingo (16), ocorreu no Ginásio Portela e contou com a participação de 12 times. Mais do que um campeonato, a Copa é uma estratégia de “pesca”, onde a Comunidade, de uma forma criativa, vai ao encontro de pessoas que não foram evangelizadas. Por isso, além do futebol, o evento teve momentos de oração, testemunhos e animação. Segundo a organização da Copa, vários membros da Comunidade foram mobilizados para que o torneio ocorresse de forma profissional. “Esse evento foi maravilhoso  devido a oferta dos irmãos, onde eu pude perceber que a juventude daqui é formada por pessoas comprometidas e sedentas de Deus”, disse Saymon Azevedo. Na classificação geral, o time intitulado “Moysés Azevedo” ficou em primeiro lugar. O segundo lugar ficou com o “Real Street” e o terceiro com “Palmeirinha”. Para o zagueiro do time vencedor, Henrique Possattti, o evento foi mais que uma competição, foi um momento de alegria e descontração. “ Eu gostei bastante da Copa Shalom! Tudo estava bem organizado e o clima entre as equipes era muito amigável”, avaliou. Thays Assunção, vocacionada da missão de Ponta Grossa

Retiro dos ecônomos Europa 2016

A Comunidade Shalom realizou dos dias 4 a 9 de outubro em Setubal – Portugal, um retiro de capacitação para os missionários responsáveis pelos economatos das missões na Europa e Oriente Médio. Todos os anos o Economato Geral realiza este retiro na Europa para essas missões. O retiro tem como objetivo a oração, formação e capacitação especificas e direcionadas às atividades realizadas pelos ecônomos, gerando também comunhão entre as missões. “Este ano o retiro foi focado na questão da arrecadação, sustentabilidade e desenvolvimento das missões a fim de crescermos na evangelização das missões onde estamos.” comentou Geysa Américo, uma das missionarias enviadas pelo Economato Geral para conduzir o retiro. Para Adson Zunuzo, ecônomo na missão de Civita Castellana, na Itália “o retiro foi muito importante para conhecer e aprofundar ainda mais a nossa missão como ecônomos dentro da comunidade shalom e muito enriquecedor compreender melhor como vai se dando a organização jurídica das nossas missões internacionais”. O retiro também contou com a presença da missionaria Evelyn Camboim, responsável pelo setor jurídico da Comunidade, que partilhou sobre a realidade jurídica das missões, nas suas necessidades, potencialidades e direcionamentos para este novo tempo. O ecônomo da missão de Granada, na Espanha, André Nunes comentou que “o retiro dos ecônomos gerou uma abertura de ideias, criatividade e aprendizado, nos levando ao profissionalismo para o Reino de Deus” e citou também este novo desenvolvimento da organização jurídica nas missões: “O retiro ajudou a conhecer melhor como devo trabalhar na minha função para desenvolver a missão, segundo a legislação do pais em que vivo como missionário”. O Retiro foi finalizado com a Santa Missa presidida pelo Padre Cristiano Pinheiro, responsável pelo Escritório Internacional da Comunidade Shalom, em ação de graças por estes dias de comunhão, aprendizagem, capacitação e da experiencia do próprio Deus que nos conduz e faz a nossa oferta ser fecunda. Tainá Martins Gomes Economa do Escritorio Internacional Shalom

Louvado seja Deus que em mim, um vaso frágil de argila, confiou tão grande tesouro

Chamo-me Fernando, vivo há oito anos em Portugal. Com grande alegria posso dizer-vos que encontrei o verdadeiro caminho de e para a minha felicidade eterna na Comunidade Católica Shalom.  Tive o meu primeiro encontro pessoal com Jesus Cristo quando ainda estava a morar no Brasil, em 1997; a partir de então, o meu coração desejava conhecê-Lo mais e mais. Tinha sede e fome de Deus! Tinha necessidade de uma vida de maior intimidade com Deus. Os anos foram passando e eu continuava a não encontrar uma maneira, por assim dizer, de viver verdadeiramente o meu chamado enquanto filho de Deus na igreja. Após alguns anos em Portugal, soube que a Comunidade Católica Shalom estava estabelecida no Santuário de Cristo Rei. Participei num curso sobre a Lectio Divina, ministrado pela Comunidade. Durante a formação fui dando conta de que o meu coração se sentia feliz por estar ali… Os olhares fraternos, os sorrisos felizes de quem vivia verdadeiramente uma vida em Cristo iam, semana a semana, fazendo-me sentir encontrado.  O sentimento que eu tinha era o de uma pessoa que, após uma longa viagem, regressa ao lar. Fui aos poucos, através de cursos, momentos de convívio e do Grupo de Oração, identificando-me com a forma de ser Igreja, de servir a Deus e ao próximo. Ao ler os Escritos Shalom, fui profundamente tocado pelo testemunho do fundador, em cada parágrafo… em cada frase. Com alegria, o meu coração pode enfim exclamar: Encontrei o meu lugar de ser e servir a Deus na Igreja! Fiz, então, um ano de caminho vocacional para maior conhecimento do Carisma Shalom e da sua vivência, do ser igreja no Shalom. Foi um ano de descobertas, sobretudo da minha própria pessoa. Quanto mais eu conhecia o Carisma da comunidade, mais me ia conhecendo, e reconhecia-me criado desde sempre por Deus para o amar e servir. Hoje, sou Postulante da Comunidade Shalom e luto, diariamente, para viver a santa vontade de Deus na minha vida. Ao Senhor pertenço.  Hoje sou um homem que, mediante os desafios, de e para a felicidade, vive diariamente a renúncia de si mesmo. Hoje sou um homem que se reconhece pequeno e limitado pelo pecado, mas muito mais. Hoje, sou um homem que, pela vivência do Carisma, sabe que as imperfeições não são empecilhos para, dia após dia, poder alçar o livre voo dos filhos de Deus. Hoje, sou um homem que, com o coração inflamado do Amor Esponsal, se deixa consumir na busca de viver uma radicalidade evangélica. Hoje, sou o Fernando, filho de Deus, Shalom! “E pelos jovens, pelos homens, pela igreja… cada dia hei de viver !!!” Louvado seja Deus que em mim, um vaso frágil de argila, confiou tão grande tesouro: O de Ser, e viver o Carisma Shalom! Deus nos abençoe sempre mais em seu infinito amor e misericórdia! Shalom!  

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