No leito do hospital, amei mais a Cristo graças ao meu amigo pobre
Janaina, missionária da Comunidade Shalom, testemunha como um gesto de amor e misericórdia a salvou de si mesma, colocando em doação a um enfermo que antes vivia em situação de rua.
Janaina, missionária da Comunidade Shalom, testemunha como um gesto de amor e misericórdia a salvou de si mesma, colocando em doação a um enfermo que antes vivia em situação de rua.
Meu nome é Bruna Sales, eu sou discípula da Comunidade da Aliança na Missão de Recife e eu tive minha experiência com Deus e com o carisma Shalom através do espetáculo Filho de Deus Menino Meu, em 2017. Minha história com o espetáculo começou em 2016, na época eu era caloura na faculdade e o Shalom, o Centro de Evangelização, ficava bem próximo de onde eu estudava. Um dia um amigo da época me chamou para ir fazer a audição do Filho de Deus Menino Meu, ele sabia que eu fazia balé há muitos anos e eu fui, mesmo sem saber o que era. Eu lembro até hoje daquela audição, aquela noite já foi diferente, me senti muito acolhida, foi muito bom. Mas eu estava no primeiro período de engenharia, tinha muitas provas para fazer e não consegui continuar após a audição com os ensaios. No ano seguinte, o pessoal da comunidade continuou conversando comigo e me chamou para o congresso de aniversário da Missão, e para minha surpresa no congresso estava o fundador da Comunidade, o Moysés. Aquele congresso foi muito marcante pra mim, a Missa, a forma de rezar, até mesmo o tema: ”Misericordiados para Misericórdiar”. Ali eu decidi que aquele ano eu ia fazer a audição do Filho de Deus de novo. Alguns meses depois fiz a audição e nesse ano eu fiz o espetáculo, a temporada toda. No último dia, no dia 30 de dezembro de 2017, foi o dia em que eu tive a experiência de fazer o espetáculo todo e vivenciar de uma forma única, eu era do corpo de baile e tinham poucas bailarinas nesse dia, por isso eu estava em várias cenas, dançando e vivendo aquele espetáculo inteiro. Lembro que fui tendo uma experiência de viver o nascimento de Jesus como se eu fosse aquela espectadora dentro da história, vendo a entrega de Nossa Senhora, a oferta de São José, e literalmente louvando com meu corpo a história da salvação que começava ali. O nascimento dEle, a alegria, a festa dos profetas quando encontram Jesus, tudo ali parecia ter me alcançado de forma diferente, as músicas daquele espetáculo até hoje me levam a rezar e falam da minha história. Realmente naquela última noite eu me deixei ser habitada por Deus, todos aqueles ensaios eram para preparar a casa do meu coração para Ele habitar, porque Ele queria habitar em mim. Após aquela noite saí do espetáculo querendo ser uma pequena rosa escondida que leva tudo para Deus assim como Nossa Senhora. Lembro de quando finalizou a apresentação daquele dia, a última apresentação da temporada, eu estava chorando muito na última cena porque eu não queria que aquela experiência acabasse ali, não queria que ali fosse o fim daquela experiência única. Os missionários da comunidade me chamaram para o acampamento e em janeiro de 2018 eu fui ao meu primeiro Acamps, e entrei no grupo de oração. Em 2019 eu estava no vocacional e hoje eu continuo na comunidade graças à porta de evangelização que é o Filho de Deus Menino Meu. Uma porta de evangelização fecunda que gerou e gera frutos até hoje na minha vocação e na minha vida. Natal da Paz Para assistir ao Espetáculo Filho de Deus Menino Meu a Comunidade Católica Shalom prepara evento muito especial: Natal da Paz! O evento acontecerá no dia 14 de dezembro, no Centro de Evangelização Shalom e terá na sua programação: Missa, Adoração ao Santíssimo Sacramento, apresentação do Espetáculo Filho de Deus Menino Meu, apresentação de ballet, apresentação da Banda do Conservatório Pernambucano de Música e Presépio vivo, com a banda da Marinha. SERVIÇO Natal da Paz Data: 14/11 Local: Centro de Evangelização Shalom (Rua do Cupim, ,44 – Graças) Horário: 17H
Meu nome é Francine Araújo, sou postulante da Comunidade Católica Shalom, e sou da Missão de Santo André (SP). Quero hoje começar meu testemunho com uma palavra muito cara para mim: “O Senhor deu, o Senhor me tirou; bendito seja o nome do Senhor”, Jó 1,21. Esta é a passagem mais marcante em minha história como Shalom até aqui. Ela me faz enxergar todo o movimento da Divina Providência que Deus tem realizado em minha vida. Conheci a Comunidade em 2022, estava bem empregada, tinha um salário muito bom e uma vida financeira muito boa. Até mesmo investimentos etc. Nesse movimento de retirar seguranças, descrito no livro de Jó, a primeira coisa que Deus fez foi me tirar o emprego. E, quando a gente está começando na caminhada, não entende bem essas coisas… Mas depois que eu fui percebendo que o desejo do Senhor era me educar e me podar. Me transformar… “Eu sempre acreditei que o dinheiro era a minha segurança” Eu pensava: “se eu tenho um bom trabalho, uma renda muito boa, então são essas coisas que vão me garantir”. E não, isso não é verdade. O Senhor foi me fazendo compreender que a minha segurança está nEle e não no dinheiro. Desde que perdi o emprego, em 2022, minha vida financeira não foi mais a mesma. Eu não tenho mais nada. Nada. Deus tirou tudo. Foi mais do que o antigo trabalho… Todo o dinheiro que eu tinha aplicado, tudo isso sumiu. Evaporou. Foi assim que Ele me fez experimentar realmente que Ele é o meu tudo e como devo dar o meu tudo pra Ele. É engraçado que hoje o meu tudo é nada, literalmente. E, sem essa segurança dos bens materiais, do dinheiro, posso dizer que eu sou infinitamente mais feliz com a vida que eu vivo hoje. Se eu tivesse que escolher entre a vida que eu tinha e a vida que eu tenho agora, eu escolheria a minha realidade atual. Porque hoje eu sei em quem devo colocar minha confiança. Minha segurança. A Graça e Experiência que a Divina Providência me deu Tenho vivido muitas vezes a realidade de não ter dinheiro para fazer as coisas e, de repente, o recurso aparecer. Não vejo esse movimento como uma barganha, uma troca. Não é isso. É, na verdade, a vivência do abandono nas mãos do Pai. O Senhor sempre me falava dessa verdade e eu não conseguia entender. Toda vez que alguém rezava por mim, as moções iam na direção desse abandono. Hoje, sim, diante de tudo o que eu vivi. eu compreendi que Ele queria que eu confiasse plenamente minha vida nas mãos dele. O caso da Faculdade – Estou estudando e a rematrícula da minha faculdade era, na época, em torno de uns 800 reais. E eu, de verdade, não tinha de onde tirar. Meu pai, que sempre me ajuda, já tinha feito tudo por mim e também não conseguia dar mais. Eu,muito triste, passei na igreja. Fui entregando tudo a Deus, chorando, do fundo do meu coração… Falei da dificuldade na vida financeira, que eu não tinha mais de onde tirar o dinheiro, mas que precisava pagar minha faculdade, pois já tinha discernido que era a vontade de Deus esse curso. Eram 9h da manhã. Nesse mesmo dia, estava de férias. E não estava tendo contato todos os dias com os meus amigos da faculdade. Às 17h, um amigo da faculdade me mandou uma mensagem. Eu o evangelizo constantemente e sempre convido para o Shalom. Ele simplesmente me disse: “Olha, eu vou te falar uma coisa, porque você é dessas pessoas que entende dessas coisas de Deus. Eu tô sentindo no meu coração que eu tenho que pagar a sua rematrícula. Eu não sei te explicar, mas sinto que Deus está me chamando pra fazer isso”. Desabei no choro. Vi realmente o cuidado de Deus. Ele vê as nossas necessidades, é real. Ele sabe! E, de uma forma ou de outra, sempre providencia. Isso fortalece cada vez mais o meu desejo, a minha alegria de dar de volta aquilo que Ele me dá, sabe? A Transformação no meu modo de devolver a Comunhão de Bens Dentro dessa dinâmica das minhas comunhões de bens, eu me pego refletindo que antes eu ganhava muito bem, mas eu não conseguia ser fiel ao dízimo nem na paróquia. Hoje, ganhando bem menos, eu consigo ser fiel à Comunhão de Bens. E agora tenho certeza que Deus tem se agradado da minha oferta. É algo comparável à passagem de Caim e Abel porque a qualidade da minha doação é baseada na sinceridade e na fé com que ela é feita. O dia em que eu puder ter um salário melhor, tenho certeza que o meu olhar será outro. Minha oferta será sem peso, sem dó, sem constrangimento. Com a mesma alegria de ser fiel no pouco, creio que serei fiel no muito, apoiada pela Graça de Deus. Francine Araújo Postulante da Comunidade de Aliança Missão Santo André, São Paulo
Confira abaixo testemunho de Natacha Graciano, estudante de pedagogia que participou do Programa de Voluntariado Prolongado no Espaço de Paz de Chaves (PA) durante o ano de 2022
Depois de sua experiência com Deus, Marina começou uma jornada para resgatar os próprios pais. Conheça essa história inspiradora.
Meu nome é Emanuele Sales, sou consagrada na Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom com promessas definitivas, e celibatária pelo Reino dos Céus com votos perpétuos. Moro em Paraipaba (CE) e faço parte da missão do Shalom na Diocese de Itapipoca (CE). Sou jornalista e professora. Escrevo aqui um pouco sobre uma experiência muito especial que vivenciei com a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, na noite da concretização do meu estado de vida. Antes de falar sobre aquela noite, preciso expressar ainda que minimamente a grandeza da proximidade de Santa Teresinha com quem a busca, e dizer o quanto eu acredito, querido leitor, que só pelo fato de você estar lendo essas linhas, nossa santinha já está querendo conquistar a sua amizade. Se me pedissem para falar qual a característica da intercessão dela que mais me marca, eu diria sem hesitar: sua capacidade de trazer Jesus para bem perto de quem lhe pede auxílio. Ela mesma escreve no poema “Jesus só”: “A cada instante Tu me segues, Tu me guardas, Vens sempre ao meu chamado, sem tardança, E se, às vezes, parece que Te escondes, Vens Tu mesmo ajudar-me a procurar-Te. A Ti, Jesus, somente a Ti é que me apego, Aos Teus braços acorro e aí me escondo.” (Santa Teresinha do Menino Jesus) Quem viveu na terra assim, tão certa da presença de Deus, seu único apego, e de que quando Ele se escondesse ela O encontraria, não teria outra coisa a fazer no Céu senão ajudar seus amigos espirituais da Igreja militante a também encontrá-Lo. Foi o que ela realizou em minha vida. Voltemos um pouco no tempo, ao ano de 2017, para que eu possa justificar essa afirmação e dar meu testemunho. Em 2017, tive a oportunidade de peregrinar a Lisieux, cidade onde Teresinha viveu a maior parte de seus breves 24 anos. Nessa época, eu rezava pedindo a Deus que me ajudasse a discernir meu estado de vida. Eu tinha 29 anos e desejava intensamente dar toda a minha vida a Deus, vivendo somente para Ele. Esse desejo parecia ter nascido comigo, ter ficado abafado durante alguns anos, mas ter florescido novamente depois que passei a ter vida de oração. No entanto, eu me deparava ao mesmo tempo com minhas fragilidades, incapacidades e infidelidades a Deus. Como alguém tão imperfeita poderia corresponder a Alguém que ama com Amor perfeito, puro e infinito? Era essa a pergunta que eu me fazia diariamente. Sentia-me chamada ao Celibato pelo Reino dos Céus, que consiste em uma oferta total como hóstia viva e holocausto para o Senhor, mas não tinha coragem para abraçar esse estado de vida. Diante do relicário de Santa Teresinha e do de seus pais, São Luis e Santa Zélia, eu pedi que Deus me desse a graça de viver um tempo novo ao retornar ao Brasil, que eu pudesse fazer a Sua vontade e que nada nem ninguém (nem eu mesma) fosse empecilho para que ela se realizasse. De fato, minha oração foi ouvida. No final do ano seguinte, senti-me plenamente segura da vontade de Deus, que tinha realizado uma grande obra de autoconhecimento e misericórdia em minha vida, levando-me a abraçar com amor e gratidão o Celibato. Minha Missa de primeiro voto no Celibato foi celebrada em 11 de abril de 2019, um dos dias mais felizes da minha vida. Os anos passaram. Em 2023, eu já havia renovado meu voto no Celibato pela quarta vez e não queria adiar a vontade de Deus, se Ele mostrasse que era tempo de fazer o voto perpétuo. Trilhei o caminho de preparação, fiz os retiros pessoais, mas não consegui fazer o retiro comunitário naquele ano, condição para fazer o pedido. O próximo retiro só seria realizado em abril de 2024. Qual não foi minha surpresa, ao saber que a data seria a mesma da visita das relíquias de Teresinha a Fortaleza?! Antes de entrar no local do retiro, pude então ir ao Carmelo e rezar diante delas. Quando estava ajoelhada com minha rosa na mão, encostando-a no vidro que protegia o relicário, senti Teresinha me dizendo ao coração: “Viu só? Eu lhe disse que daria tudo certo!”. Não pude conter o riso nessa hora. Ela fez com que eu estivesse diante de si, no dia da oração que desencadeou todo o discernimento do meu estado de vida, e no dia da conclusão de todo o processo. Saí dali cheia de alegria, com a certeza de que minha amiga no Céu jamais esquecera um só instante de interceder por mim. Chegamos, caro leitor, ao relato da noite em que foi selado o “para sempre”. Quis iniciar este escrito falando sobre ele porque foi o ápice da intercessão de Teresinha até agora em minha história. Era domingo, 23 de junho de 2024. Na Missa, estava grande parte da minha família, amigos e irmãos da Obra Shalom. Eu havia escolhido duas testemunhas para assinar a carta em que escrevera meu voto perpétuo: Adriana Leitão e Teresa Ramos, ambas consagradas na Comunidade de Vida e celibatárias com votos perpétuos. Eu não sabia até poucos dias antes da Missa que tinha de convidar mais duas celibatárias, além do sacerdote celebrante, para assinar a carta. Convidei então essas duas irmãs com quem sempre tive boa convivência, que são referenciais para mim, e as quais eu tinha certeza de que participariam da celebração. Toda a Missa transcorria muito bem, tudo estava belo. No ofertório, momento em que entreguei a carta, e o acólito a pôs sobre o altar, senti uma voz falando ao meu coração assim: “Eu sou a tua madrinha”. Antes de fracionar a Sagrada Comunhão, o padre motivou a assembleia a desejar a paz mutuamente. Ao me voltar para os meus pais, que estavam sentados atrás de mim, eles dois estavam se cumprimentando. Voltei-me então para Teresa Ramos, que me abraçou. Nesse momento compreendi que aquela voz de minutos antes era novamente de Teresinha. Ela se tornava concretamente a minha madrinha, por meio da
Uma oferta livre e feliz, que não se limita a si mesma, mas se projeta, exalando seu aroma pela Igreja e pelo mundo.
Dentro do meu matrimônio eu tive a graça de olhar para São José e tê-lo como referencial para ser um bom esposo e consagrado, para ser justo e fiel.
Neste mês da Vocação, confira o testemunho de Bruno, missionário da Comunidade de Vida e secretário jovem da Missão Imperatriz.
Neste mês da vocação, confira o testemunho de Isabella, jovem do grupo de oração Berith, em Maranhão.