Vocacional Aberto 2016

“Eu sou vocacionado?”: Você já se fez essa pergunta?

No ano de 2015, a Comunidade Católica Shalom realizou o vocacional com o tema: “Ser todo Teu, minha alegria, minha paz”. Primeiramente é necessário dizer que vocação é um chamado, porém, ela só pode ser concretizada se quem ouve esse chamado der uma resposta positiva a Ele: Sim! Quando ouvimos a voz de Deus a nos chamar, devemos estar de prontidão para responder positivamente, pois é a voz do Amado, daquele que tanto nos ama e que quer nos conquistar cada vez mais com este amor. Sim, o chamado de Deus é uma forma d’Ele nos amar cada vez mais, fazendo com que realizemos a nossa essência mais profunda, de quem de fato nós somos. E o que nos faz vencer as nossas limitações, os nossos medos e cada obstáculo que surge neste caminho, é o reconhecimento da nossa eleição e da voz de Deus em nossas vidas por meio desse chamado. É ouvir Deus dizendo: “Coragem! Vem e segue-me! ” E foi com essa ousadia que os vocacionados de 2015 responderam ao chamado de Deus, assumindo neles a vontade do Amado para suas vidas. ”Reconheci o chamado de Deus através do serviço no ministério de teatro, aprofundei por meio das amizades e da confiança nos irmãos da comunidade, coisa que eu evitava, mas eu me entreguei totalmente, era a isso que Deus me chamava, porque a partir do momento que eu me entreguei, Deus me conquistou e eu fui conquistado” Willian Almeida, 28 anos, vocacionado “Reconhecer o chamado de Deus não foi difícil. Não foi uma coisa que precisou de muito esforço, óbvio que teve sofrimento! Eu reconheci verdadeiramente o chamado de Deus no retiro de aprofundamento e foi difícil porque foi por uma via de dor, de sofrimento, mas uma via que eu precisava vivenciar para ver a misericórdia de Deus, pois daquela forma eu abri meu coração a Deus” Maria Rocha Lima, 18 anos, vocacionada “Foi uma experiência muito forte, sobretudo com o SER SHALOM! A alegria de saber que de fato encontrei meu lugar e de saber que Deus na sua infinita bondade me chama à vida missionária. Sou muito grato a Deus por esse tempo de autoconhecimento, maturidade e liberdade interior. Em Deus sou livre! Agora eu sei para o que Deus me criou. Todo este amor me fez superar meus medos e o meu orgulho. Venci a indiferença do meu coração por amor a Deus e isso me fez ir atrás do meu pai biológico para conhecê-lo. Grande graça alcançada e imensa paz que sinto por ter resolvido isso que tanto me inquietava. ” Lucas Lobato, 24 anos, vocacionado “Sou vocacionada, casada com Alexandre Sales há 6 anos. Começamos juntos (eu e meu marido) num grupo de oração misto, tive dificuldades no início, pois achava que estar na comunidade casada era sinônimo de que tudo que faríamos seria juntos, grudados, mas fui percebendo que não era assim e essa situação me machucou. Por muitas vezes pensei em desistir, pois eu estava vivendo um momento e meu esposo outro completamente diferente, e com um cuidado especial Deus foi me mostrando por meio das minhas autoridades que a vocação é única. Ingressei no vocacional com muito medo de não conseguir caminhar, pois sabia que enfrentaria muitos desafios, mas sentia o chamado de Deus muito forte foi então que decidi encarar. Neste tempo, Deus falou muito a mim, aos casais, as famílias, enfim, Deus se fez tão real, tão presente que pude tocar, sentir, me emocionar e até me mostrar alguns de Seus frutos. Foi através do vocacional que percebi o desejo de Deus para minha vida. ” Cristeni Sales, 32 anos, casada e vocacionada O vocacional é um tempo de discernimento, de escuta da voz de Deus, onde, podemos crescer em estatura e graça, experimentando a cada novo passo o amor do Senhor, a liberdade interior, a maturidade, a dor, mas também a alegria que existe em meio ao sofrimento, pois só descobre a ressurreição quem vivencia a cruz, porque esse é um tempo que nos permitimos ser amados por Ele e é por meio desse amor que Ele vai nos tornando inteiros, mostrando Sua vontade, nos direcionando naquilo que Ele deseja. A Comunidade Shalom A comunidade Católica Shalom possui duas formas de vivência do carisma: a Comunidade de Vida e a Comunidade de Aliança. “[…] A Comunidade de Vida é chamada, por amor a Jesus Cristo e ao Reino, responder ao Seu apelo de renunciar a si mesmo e perder a vida em Seu seguimento (cf. Lc 14, 25-27) e a reproduzir o modelo da comunidade cristã primitiva (cf. At 4, 32-37), colocando tudo em comum, renunciando à posse de bens materiais, de projetos, planos e expectativas pessoais para segui-lo de maneira incondicional e sem restrições. Devem investir tudo – vida, capacidades, tempo, bens, potencialidades e futuro – em um seguimento total e incondicional do Senhor Jesus Cristo, no espírito de pobreza, obediência e castidade, de acordo com o Carisma Shalom”. (Estatutos – CCSH 4.1, 61) “A Comunidade de Aliança na mesma e única Vocação à Comunidade Shalom, é o chamado do Senhor para viver o seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo e Seu Evangelho em meio à vivencia familiar e atividades profissionais do século presente, colocando, porém, esta vocação como a grande prioridade de suas vidas e permeando toda a sua vida e atividades com o espírito deste carisma. Os membros chamados à Comunidade de Aliança devem estar dispostos a abraçá-la e vivenciá-la em toda a sua plenitude e radicalidade […] abraçando todas as renúncias e bênçãos que este chamado proporciona às suas vidas”.  (Estatutos – CCSH 5.1, 121) A Comunidade Shalom também possui três estados de vida: Matrimônio, Celibato pelo Reino e o Sacerdócio, nas duas formas de vivência do carisma. .: Saiba mais informações sobre o Vocacional aberto clicando aqui Se você sente este chamado de Deus, não tarde mais a responder! Este ano de 2016 o vocacional traz como tema: “Sim! Vou te seguir, Tua voz me conquistou”. Não tenha medo

Vocacional Shalom Recife será no primeiro domingo de março

“Despertar o coração e os ouvidos para escutar a voz de Deus e saber se é chamado à uma vocação específica.” É esse, segundo a secretaria vocacional da missão Recife, Juliana Keyt, o primeiro objetivo do vocacional aberto que será realizado no dia 6 de março. Com o tema “Sim! Vou te seguir. Tua voz me conquistou!”, o encontro acontecerá às 8h no auditório do Colégio Maria  Auxiliadora, no bairro das Graças. “O vocacional aberto Shalom, além dessa missão primeira, quer levar ao conhecimento maior da Comunidade: o tripé da vocação, as suas marcas, saber melhor as modalidades dentro do carisma, etc.  Então, uma vez que conhece melhor o carisma e escuta a voz de Deus, saber se é chamado a vocação Shalom”, complementa a missionária da comunidade de vida. Keyt também lembra a frase do fundador, Moysés Azevedo, sobre a inquietação que muitas pessoas, especialmente os jovens, sentem com relação ao chamado de Deus para as suas vidas, para que não temam ofertar-se ao Senhor. “Ele diz que ‘se arde em teu coração o Carisma Shalom, este é o teu caminho para Deus e para a santidade. Não tenha medo de oferecer tua vida a Cristo, pela Igreja, pelos pobres, pelos jovens e por todos os homens’”, recordou. O lançamento da campanha vocacional Shalom 2016 aconteceu no dia 14 de novembro do ano passado e foi transmitida ao vivo via YouTube. As missões do mundo inteiro estão realizando seus vocacionais abertos até este mês de março. Após isso, em maio, tem início o vocacional fechado. Para entender melhor como se dá o caminho vocacional na Comunidade, confira o vídeo abaixo.

Reviver também é descobrir o chamado vocacional

Tempo de Reviver é também propício para despertar vocações, por isto o stand vocacional deve ser muito bem preparado. Nestes dias de carnaval, o stand recebeu várias visitas de curiosos e aspirantes a trilhar o caminho vocacional Shalom,  favorecendo o chamamento de Deus. E falando de vocação, não podemos deixar de destacar os participantes que vindos de outro carisma, estiveram com a Comunidade Shalom neste carnaval. Dentre padres e membros de outras novas comunidades, estava o religioso Nathan, postulante do Instituto Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo (CMES). Nathan nos contou como descobriu sua vocação e o caminho que o levou para bem responder o chamado: “Nunca pensei em ser um religioso, mas a partir do momento que tive uma experiência com Deus, eu senti algo diferente, algo que não estava em meu alcance, eu queria mais, e a vida que eu vivia não me satisfazia, e Deus aos poucos foi mostrando os seus planos para a minha vida.” E completou dizendo que a vocação não lhe veio de imediato, mas foi lhe sendo revelada aos poucos. “A minha vocação surgiu com o desejo de resgatar almas para Deus”. Esta descoberta vocacional também ocorreu na vida da Ana Carolinne Portela Rocha, 27 anos, residente em São Carlos/SP, participante da Comunidade Shalom há dois anos e vocacionada para a Comunidade de Vida. Carol nos conta que no início não se identificou com a comunidade, mas com o tempo foi encontrando sua essência e compreendendo os medos que dificultavam sua adesão à Vontade de Deus. Após a experiência na Célula e o processo de se permitir aproximar da Comunidade de Vida, de forma natural, encontrou sua essência. Sobre a célula, disse Carol: “Aquilo falava de mim, dos anseios do meu coração”.  A vocacionada que mandou carta de ingresso para a comunidade e hoje espera uma resposta, serviu no stand vocacional e falou um pouco da importância de anunciar a vocação. “Busco despertar a curiosidade sobre a vocação, mas sobretudo levar as pessoas a corresponder à vontade de Deus”. Aqueles que buscam conhecer melhor a vocação, ou começar o caminho vocacional Shalom, podem e devem estar no dia 20 de março, no Centro de Evangelização de Araraquara, a partir das 08:30 da manhã, no Vocacional Aberto.

Shalom Belém lança logomarca comemorativa dos 10 anos de fundação

O lançamento virtual aconteceu neste domingo (24) nas redes sociais do Shalom Belém. A logo comemorativa poderá ser vista em todas as ações de evangelização ao longo deste ano a partir do Renascer, que será realizado nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro na Escola Superior Madre Celeste (ESMAC) localizada na Estrada da Providência, 10- Conj. Cidade Nova 8, Ananindeua, região metropolitana de Belém. Confira abaixo a explicação da marca visual, elaborada pelo ministério de comunicação da missão de acordo com as inspirações repassadas pelo Conselho local. A Missão Belém da Comunidade Católica Shalom tem a graça de celebrar seu 10° aniversário de fundação neste ano de 2016, em que a Igreja vive o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco. Na Amazônia, viveremos a graça do XVII Congresso Eucarístico Nacional, entre os dias 15 e 21 de agosto. Em meio ao júbilo deste ano da Graça do Senhor, apresentamos nossa logomarca comemorativa, fruto da oração e escuta de Deus. A arte vem de início nos indicar que precisamos ser o sinal do amor de Deus para o mundo que sofre e para os homens, que buscam em tantas coisas e lugares a verdadeira felicidade. Logo que começamos a idealizar e colocar em oração, pensamos em algo regional, que transparecesse nossa cultura e religiosidade, além de muitas outras ideias. E nos colocamos à disposição do Espírito de Deus, atentos às suas moções. Nos últimos dias, ficamos convencidos de que não havia outra maneira de expressar esse tempo de missão se não fosse com Nossa Senhora, a Virgem de Nazaré, a Rainha da Paz, presente desde o início de nossa história, seja como Comunidade ou como frente de missão, Aquela que conserva em nós o ardor da evangelização, a Mãe da Misericórdia, que nos impulsiona a ir ao encontro daqueles que não conhecem o Seu Filho e nosso Salvador, Jesus Cristo! A partir daí entendemos que o Senhor nos queria esclarecer que a logo comemorativa dos 10 anos, deveria sim transparecer a misericórdia, e que o fizesse pelas mãos de Maria, sinal de amor de Deus para com a humanidade, um amor que vem nas mãos da Mãe ao encontro dos seus filhos, que mesmo distantes, não são inalcançáveis. Assim elaboramos a logo, incluindo características da vocação e da missão: Fundo amarelo com tonalidades: Representa o clima tropical paraense, e a eleição de Maria, aquela que é Imaculada, e sinal de fidelidade ao projeto de Deus; Berlinda: É uma espécie de carruagem que conduz no 2º domingo de outubro na romaria do Círio de Nazaré, a imagem peregrina da Virgem de Nazaré pelas ruas da cidade, que na simplicidade gerou Jesus, como sinal de esperança para a humanidade; Nossa Senhora e Jesus: Representam o ápice de tudo.  Nossa Senhora de Nazaré, a Padroeira de nossa terra, a Rainha da Amazônia traz o Menino nos braços e O oferta a todos nós; 10 anos (número 1 listrado) : O número 1 faz referência à Corda, um dos principais símbolos do Círio de Nazaré, lembrando a fé e a devoção do povo paraense, e nos lembra o Amor misericordioso do Senhor de que nos fala o capítulo 11 da profecia de Oséias. “Segurava-os com laços humanos, com cordas de amor; fui para eles como o que tira da boca uma rédea, e lhes dei alimento” (Os 11, 4); Palavra “Anos” e “Shalom”: Utilizando uma fonte específica, faz memória da raiz étnica deste povo, lembrando as primeiras escritas indígenas. Palavra Belém: Com uma fonte padrão, simboliza onde a oferta é alcançada, aquela que traz Seu Filho até a terra de Belém, a Casa do Pão, e vai em busca daqueles que pertencem a Jesus. – Tonalidades Nessa inspiração, a marca foi elaborada em 3 estilos: 1-Original com a sua característica e identidade essencial; 2-Mono collor (Imagem para fundos escuros , tecidos (fundo chapado de uma cor ); 3-Logo com fundo claro ou com fundo de 2 cores. Concluímos que, para maior glória de Deus, a logo foi criada primeiramente na obediência ao conselho da comunidade e às autoridades, e em segundo lugar, manifestamos nossa gratidão ao Bom Deus que mesmo em meio a muitas batalhas, nos permitiu cumprir sua vontade, e a cada membro do ministério de Comunicação, que soube aceitar e deixar nas mãos de Deus cada momento de dificuldade! Rodrigo Silva Comunicação Belém

‘Filha de Deus, Comunidade de Aliança, Celibatária’

Eu sou Vânia Karla, filha de Deus, Shalom, Comunidade de Aliança, celibatária, essa sou eu! Tive minha experiência com Deus em 1996, mas só conheci o Shalom em 2006. Apaixonei-me à primeira vista pelo Carisma; fui atraída pela parresia e pela vida comunitária. De início, tive medo da pobreza e da radicalidade evangélica, porém, aos poucos a “dama pobreza” e o Espírito do Evangelho foram tomando conta de todo o meu ser, pois a cada dia que ia me dedicando à vida de oração, percebia que o meu ‘não’ a Deus era pequeno demais perto do ‘sim’ que Jesus me deu na Cruz. Hoje passo por uma obra de reconstrução em relação ao Carisma, em que vou me configurando cada vez mais a ele, e isso é nítido no meu estado de vida. Meu estado de vida exige toda essa doação de si, e isso transborda no meu apostolado e na vida dos meus irmãos, sendo, assim, fecunda a missão.

Meu primeiro milhão

Alguns já sabem “de cor” a receita de como chegar ao seu primeiro milhão. Tudo o que deve ser feito para atingir esta marca antes mesmo dos quarenta. Outros propõem metas mais ousadas para alcançar um milhão de reais antes dos trinta anos. Alguns pais programam, antes mesmo de conhecer o sexo do bebê, a poupança do filho para que ele adquira a independência financeira até os vinte e um anos de idade (e independência financeira neste caso, prevê uma gorda mesada para o filhote!). E como todos os sacrifícios são feitos para que objetivos como esses sejam alcançados, revistas especializadas dão todas as dicas, sites divulgam os investimentos que precisam ser feitos e os bancos oferecem planos tentadores para que você conquiste seu tão sonhado “titulo” de milionário. Um show na TV alimentou o imaginário de milhões de brasileiros, proporcionando a poucos (dois ou três) a realização deste sonho com apenas dezesseis respostas corretas. A maioria destas receitas inclui de forma natural, o regime de horas extras que será preciso cumprir e, obviamente, os finais de semanas que deverão ser sacrificados. Assim, todo o esforço vai parecendo pouco diante da incrível conquista do primeiro milhão. Para nós, jovens, mais do que para os outros a frase “tempo é dinheiro” ganha conotação de verdade absoluta, como um mandamento, balizando todas as nossas decisões. É preciso fazer as escolhas certas e correr sem olhar para trás, afinal tempo é dinheiro! Gravidez aos dezessete anos: por que não abortar?!?! ‘Não posso perder minha juventude para cuidar de uma criança..’. A mãe está doente e precisa de cuidados especiais? Uma dessas clínicas para idosos poderia resolver o problema, eles fazem tudo e você visita uma vez por mês ou quando sobra tempo… ‘Sabe como é, né?! Sou muito ocupado. Trancar a faculdade um semestre para cuidar dela?? Nem pensar… tempo é dinheiro!’. Trabalhar em dia de folga já virou rotina, mas um pequeno favor para, por duas horas, cuidar do sobrinho não parece nada viável. ‘Ah paciência.. O moleque é impossível!!’ E depois de uma semana cheia, uma rotina puxada, trabalho, faculdade, poucas horas de sono… Ir à missa no domingo? ‘Tenha misericórdia. Domingo é dia de namorar!’. E a meta do primeiro milhão vai nos tirando da meta certa, da meta segura, da escolha pela cruz que levará à Ressurreição. Ah, o Céu… o Céu não é mais uma meta a ser alcançada… Com tantas possibilidades e tantas riquezas que o mundo oferece ir para o Céu parece que ficou ultrapassado. Tornou-se até mesmo motivo de piada. Porque os descolados são os malvados, os maneiros da turma são os espertos. A ambição vai fazendo parte da identidade dos jovens. Posso, devo e vou fazer o que for preciso para alcançar meus objetivos. Abdicar dos seus sonhos em vista do outro? Se sacrificar por amor? Isso é ser careta!! Querer ser santo é careta! Buscar o seu primeiro milhão é in , se sacrificar para ganhar o Céu é out. Deus nos fala através de sua Palavra que “o Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo” (Mt 13, 44). O homem não deixa tudo o que tem para ganhar o Céu, simplesmente, ele vai cheio de alegria! No mesmo Evangelho temos a parábola da pérola: “O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra” (Mt 13, 45s). Na tradução da Bíblia Ave Maria temos uma rica análise destes trechos. O tesouro e a pérola (as mais preciosas riquezas) foram encontrados mediante muita procura e esforço por parte dos que os descobriram. Nos dois casos, se sacrifica tudo para consegui-los. Este tesouro ou esta pérola não são apenas preciosas riquezas, são a Verdadeira Riqueza, são o Céu, são a Pessoa de Jesus. É próprio da juventude abraçar a vida com radicalidade. É próprio dos jovens almejar grandes objetivos. E hoje Deus se apresenta a nós como nosso maior patrimônio. Ele é a nossa Herança! Não podemos nos perder no caminho, não é justo conosco nem com Deus. Buscar as coisas do Alto é apostar no Amor. Investir no futuro é investir nossa vida na vivência fraterna. Desejar ser alguém é dar tudo para que o outro seja mais do que você. Não deixemos que o mundo nos corrompa e nos envolva com o sonho do milhão, porque nossa grande conquista está em poder, um dia, contemplar a Face de Deus.   Lorena Soares (artigo originalmente publicado na Revista Shalom Maná)

“Vivam com o céu aberto diante de vocês!”: Celibatárias renovaram votos em Belém

No sábado 26 de dezembro, a Igreja celebrou a festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir e na missão de Belém, as missionárias Clésia Alves dos Santos ( Comunidade de Vida) e Sônia Helena Matos ( Comunidade de Aliança) renovaram os votos temporários no Celibato pelo reino dos Céus pelo período de 1 ano, de acordo com os Estatutos da Comunidade Católica Shalom. O padre João Paulo Dantas, Vigário da Catedral Metropolitana de Belém presidiu a Santa Missa, que contou com a participação dos membros da Comunidade e da Obra no Centro de Evangelização Shalom. A homilia foi uma verdadeira catequese, onde o sacerdote exortou a assembleia acerca de mistérios profundamente interligados e que fundamentam o fato de celebrarmos Santo Estêvão no dia seguinte ao Natal, além de fazer referência ao estado de vida Celibatário: A manjedoura e a Cruz. “A manjedoura aponta para a Cruz, a manjedoura traz a profecia de que aquele Menino, o príncipe da Paz veio para a nossa salvação, Ele se faz carne e irá nos salvar pela sua Cruz e Ressurreição”. ” Porque Estêvão viu o céu aberto? Porque o Verbo se fez carne, ‘rasgou os céus’, desceu e se encarnou, trazendo a oportunidade de vivermos uma vida celeste. É a Encarnação do Verbo que torna possível a contemplação de Estêvão, bem como responder ao chamado de Deus. O sim de Cristo nos permite dizer sim ao Pai, e nos faz capazes de percorrer o caminho do amor, da obediência e da Paz”, afirmou. “Entre esses mistérios resplandece o Celibato de nossas irmãs. Toda vocação nasce de Cristo, de Seu Amor Misericordioso que se entrega e os Conselhos Evangélicos podem ser compreendidos pelo mistério da Manjedoura e da Cruz. O Menino que nasce é celibatário por excelência e na manjedoura já brilham a pobreza, a castidade e a obediência. Ele é todo pobre desde o nascimento, e Sua pobreza desarma os corações, confunde os sábios. Ele é todo puro pois em sua nudez ama e acolhe a todos. Não tem nada a esconder, sem segundas intenções Ele se expõe. Sua obediência O faz criança, e O leva a acolher a autoridade de pais terrenos. A manjedoura é a origem do Celibato.” E se dirigiu às celibatárias: ” Que a manjedoura de Cristo e a sua Cruz sejam o modelo de vida para vocês. O Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, pois a alegria da manjedoura nos encoraja para assumir a Cruz. Sejam, como Estêvão, sinal visível a fortalecer na fé e no Carisma os seus irmãos. Vivam com o céu aberto diante de vocês!” concluiu. Após homilia Clésia e Sônia foram interrogadas pela Responsável Local, Janaína Melo, que na ocasião era também Delegada do Moderador Geral. Cantou-se o Veni Creator, implorando o dom e a fortaleza do Espírito Santo sobre as consagradas, acompanhado do gesto de imposição das mãos de toda a assembleia. Por fim, individualmente leram a carta onde assumiam o compromisso do Celibato pelo Reino dos Céus no período de mais um ano de acordo com os Estatutos da Comunidade. Em nome do Moderador Geral, Janaína Melo acolheu as celibatárias no seio da Comunidade, ao que a assembleia juntou uma calorosa salva de palmas. Seguiu-se então a Liturgia Eucarística. Texto: Yasmin Bastos Revisão: Rodrigo Silva Fotos: Yasmin Bastos e Rodrigo Silva

Uma pergunta radical e uma resposta decisiva

“Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” O que levaria um jovem a fazer esta pergunta? Com certeza essa não é uma pergunta vazia, ela surge a partir de um anseio e de uma necessidade interior do coração do homem Seguramente, nós poderíamos afirmar que aqueles que renunciam os prazeres do mundo e o conforto de uma vida cômoda para seguir Jesus estão verdadeiramente no caminho da paz, mesmo quando tudo não parecer tão tranquilo. Entendemos que seguir a Cristo não significa uma fuga da realidade, mas acima de tudo abraçá-la com tudo o que ela comporta. “Aquele que não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que acha a sua vida, a perderá, mas quem perde a sua vida por causa de mim, a achará”. (Mt 10,38-39) A paz que buscamos e precisamos não é a ausência de conflitos, tribulações, guerras. “Cristo é a nossa paz” (Ef 2,14). Somente Jesus é o portador da verdadeira paz, e todo aquele que quiser encontrá-la deve, sem medo, seguir os seus passos. Quando falamos de seguimento de Jesus, sabemos que isso implica vários desafios, sobretudo nos dias de hoje. Mas nós não somos os primeiros a enfrentar esses desafios, e o Evangelho nos prova essa verdade. Se olharmos para a figura do jovem rico relatado pelo evangelista Mateus, perceberemos que os desafios sempre existiram. O evangelista nos apresenta a figura de um jovem que faz uma pergunta radical e obtém uma resposta decisiva para a sua vida. A inquietude do coração do jovem “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?” (Mt 19,16) O que levaria um jovem a fazer esta pergunta? Com certeza essa não é uma pergunta vazia, não é uma simples curiosidade, ela surge a partir de um anseio e de uma necessidade interior do coração do homem. Na verdade, ele quer saber o que fazer para ser feliz, porque essa é a finalidade da sua existência. Não existe outra felicidade verdadeira fora do seguimento de Jesus. Tudo mais que se apresenta é ilusório e passageiro. Santo Agostinho nos ajuda a compreender esse anseio, quando, depois de percorrer diversos caminhos, encontra a paz e a felicidade que tanto buscou na sua juventude. “Fizeste-nos para ti, e inquieto estará o nosso coração, enquanto não repousa em ti” (Confissões I,I). E ainda: “Longe de mim, Senhor, longe do coração do teu servo, que se confessa diante de ti. Longe do pensamento de que uma alegria qualquer possa torná-lo. Há uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: essa alegria és tu mesmo. E é esta a felicidade: alegrar-nos em ti, de ti e por ti. É esta a felicidade, não outra. Quem acredita que exista outra felicidade, persegue uma alegria que não é verdadeira”. (Confissões, X,22,32, p.273) O Catecismo da Igreja Católica nos fala que “o desejo de Deus está inscrito no coração do homem”. É exatamente este desejo que estava no coração do jovem rico, que provavelmente cansado da vida que levava, não estava satisfeito, embora tivesse tudo. Mas isso não lhe era suficiente. O mestre Agostinho nos ensina também que quando colocamos o desejo de felicidade nas coisas que passam vivemos em uma constante tensão, pois a todo instante temos medo de que alguém nos tire. Só Deus é a felicidade do homem. Nada nem ninguém podem fazer o homem feliz. A pergunta do jovem exige uma resposta radical, e a resposta exige uma ação que nem todos que perguntam estão aptos a correspondê-la. “Se queres entrar na vida eterna observa os mandamentos” (Mt 19,17d). O jovem vivia a Lei muito bem. Desde cedo seguia o que a Lei orientava e, diante dos homens, talvez fosse irrepreensível. Mas para seguir Jesus não basta o conhecimento da Lei, é necessário o desprendimento de si mesmo, de todas as coisas e pessoas. É preciso ser pequeno e humilde. “A pessoa faz os seus planos, mas quem dirige a sua vida é Deus, o Senhor.” (Pv 16,9) A radicalidade para seguir Jesus Observando a resposta de Jesus, nos perguntamos: o que ainda faltava ao jovem rico? A inquietude do seu coração o fez ir além no seu diálogo com o Mestre: “O que ainda me falta?” Jesus fitou-o com amor e disse-lhe: “Uma coisa te falta, vai, vende tudo que tens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus, depois vem e segue-me (Mt 19,20)”. Eis o ponto central do chamado que Jesus faz ao jovem rico. O jovem agora se encontra diante de uma decisão. A todo instante da nossa vida nos deparamos com situações assim, onde precisamos fazer opções, tomar decisões. Na nossa juventude, essa realidade se torna mais acentuada e todo o nosso futuro depende dessas decisões, das nossas escolhas. É sobretudo na fase da juventude que escolhemos nossa faculdade, nossa profissão, nosso estado de vida, nossa vocação. As decisões mais significativas da nossa vida são tomadas na juventude, por isso precisamos agir com responsabilidade, até mesmo nas coisas simples e corriqueiras. Diante da realidade em que vivemos, em uma cultura hedonista, na qual o relativismo é cada vez mais presente e o homem se torna cada vez mais egocêntrico, precisamos ser radicais nas nossas escolhas, cuidando para não cair nas ilusões de uma vida passageira. A reação do jovem rico “Ao ouvir isso, o jovem se foi muito triste porque possuía muitos bens” (Mt 19,22)”. “Esta frase refere-se indubitavelmente aos bens materiais, de que aquele jovem era proprietário ou herdeiro. Talvez esta situação seja peculiar somente de alguns; e assim não é típica. Por isso as palavras do Evangelista sugerem uma outra forma de enquadrar o problema: trata-se do fato de a juventude em si mesma (independentemente de quaisquer bens materiais) ser uma riqueza singular do homem, de uma moça ou de um moço e o mais das vezes ser vivida pelos jovens como uma riqueza específica. O mais das vezes, digo, mas nem sempre, nem

Emmir Nogueira responde: o que é vocação? como descobrir a minha?

Quem já ouviu falar de vocação certamente já se perguntou o que isso significa. A partir de hoje, o comshalom.org traz trechos de entrevista com a cofundadora da Comunidade Shalom, Maria Emmir Nogueira, que responde a perguntas sobre discernimento vocacional e vontade de Deus. Todos os cristãos são chamados a maior de todas as vocações: o chamado à santidade recebido no Batismo. No entanto, há na Igreja chamados específicos. “A vocação é um convite. Em sua identidade, naquilo que você é mais profundamente, em algo que ultrapassa o entendimento humano, até a escolha humana, Deus coloca esse convite”, afirma Emmir. O que é vocação? Como descobrir a minha? Ouça:   Saiba mais sobre o Vocacional Shalom clicando aqui.     Juntamente com os Estatutos, os Escritos formam a base da Espiritualidade Shalom e revelam a identidade do Carisma e o espírito do fundador. Se você deseja conhecer mais a vocação Shalom, pode adiquirir os Escritos, clicando aqui.

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