Celebração Eucarística – Santa Teresa D’Avila

“Ouve, ó filha, vê e inclina teu ouvido: que o Rei se apaixone por tua beleza”

Sou Michele Magalhães, tenho 25 anos, sou missionária da Comunidade de Vida Shalom e celibatária pelo Reino dos Céus. Moro atualmente na cidade do Rio de Janeiro. Por graça e misericórdia de Deus, nasci em uma família bem estruturada, católica (minha mãe inclusive é consagrada da Comunidade), que prezava pelos “costumes do bom cristão”: missa dominical, terço diário, ajuda aos pobres. Tenho três irmãos, um deles já no Céu, e eu sou a única mulher, a terceira dos quatro filhos. Conheci a Comunidade Shalom quando eu tinha sete anos e tive uma forte experiência com Deus. Apesar de nem saber do que se tratava, já dizia que ali era o meu lugar. Aos 12 anos, mudei-me para Petrolina (PE), cidade onde a Comunidade não estava presente, e apesar de ter desde criança uma grande sede de Deus, não tinha vida de oração (nem sabia o que era isso) e minha “relação com Deus” se restringia a missa dominical, ao terço diário (que rezava obrigada pela minha mãe) e aos retiros anuais de carnaval. Mantendo esses “costumes”, fui crescendo e vivendo minha adolescência e juventude. Considerava-me uma pessoa feliz e tinha tudo o que queria: tinha um ótimo relacionamento com minha família, muitos amigos, ia a festas, namorava e o grande valor de minha vida eram meus estudos e projetos profissionais. Decidida por ser médica, entrei aos 18 anos na faculdade, período em que de forma sutil, mas muito concreta fui excluindo Deus de minha vida, não só pelos estudos, mas pelos lazeres que a vida universitária proporcionam. Não demorou muito e o próprio Deus, em sua infinita bondade, me deu uma “rasteira”, como costumava dizer! Com sua firme ternura e decidido amor por mim, Ele mais uma vez agiu intervindo em minha vida! Atraindo-me a um congresso da Comunidade, após uma forte experiência com a misericórdia numa confissão, encontrei alguns jovens que muito me inquietaram: tinham vida de oração, andava com o terço na mão, se vestiam castamente, renunciaram seus projetos pessoais, buscavam namoros cristãos, alguns até cogitavam a possibilidade do celibato. Eu perguntava o porquê dessas escolhas e eles diziam: “Quero viver a Vontade de Deus”. Meu Deus! Só poderiam ser loucos! Loucos! O pior, digo, o melhor, é que essa loucura passou a me atrair profundamente! Nunca vi pessoas tão felizes! Felicidade totalmente diferente do que até então eu considerava. Também eu queria descobrir essa misteriosa “Vontade de Deus” que me faria plenamente feliz! Descobri que só havia um modo para essa descoberta (ainda que racional e interesseira!): a vida de oração! Nessa tentativa de descobrir quem eu era, fui me deparando e me apaixonando por uma Pessoa, que antes parecia estar tão distante de mim, mas estava tão perto: Jesus Cristo! “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir!” Não conseguia passar nenhum dia mais sem estar na presença de Deus, em intimidade, liberdade, escuta, diálogo! Aos poucos, toda a minha vida foi se transformando e sendo moldada pela feliz e irresistível Vontade de Deus. Na faculdade e em casa, todos estranharam a reviravolta de minha vida; algo novo, na verdade um novo alguém ocupava agora o centro de minhas escolhas, decisões, modo de ser e de viver. Um novo estilo de vida! E a muitos instigava a escolha livre (e feliz) de, em meio a todas as exigências de uma acadêmica de medicina, diminuir suas horas de estudo para rezar, ir à missa diária e aproveitar os breves intervalos para rezar o terço. Ainda experimentava da graça diária de continuar com bons resultados no curso e manter uma vida social sadia. Realmente ia me sentindo em tudo cuidada e conduzida por Deus e Sua Santa Vontade, que não me tirava nada, mas, ao contrário, tornava minha vida bela e plena! A medida em que ia deixando Deus ocupar o lugar d’Ele na minha vida, Ele foi destruindo meus castelos e construindo o castelo da Vontade d’Ele em mim. Vivendo um grande misto de sentimentos e desejos dentro do caminho vocacional, a paixão pela medicina foi se tornando pequena e estranha a profunda atração de Deus em mim pela Comunidade de Vida. Algo que rejeitava totalmente, mais e mais ia parecendo ser eu mesma! Eu poderia fugir de tudo, mas de mim era impossível! Ouvindo a voz do Bispo de minha cidade que dizia “arrisque-se”, resolvi ir contra todos os meus medos, dúvidas, seguranças, projetos pessoais e me lançar cegamente no “precipício” da Vontade de Deus! Foi me rendendo a essa vontade e vivendo minha vocação dentro da Comunidade que fui me descobrindo. Sendo Shalom, na vida de oração, me ofertando na vida comunitária e apostólica, na evangelização dos jovens, que esta vontade Santa foi tomando forma em minha vida e se firmando em meu coração. Ainda no meu postulantado (1º ano de experiência dentro da Comunidade de Vida), Deus começou a me inquietar a respeito do Celibato pelo Reino dos Céus. Por ir contra todos os meus planos pessoais e sonhos, profunda foi a resistência e rejeição do meu coração. Não foi fácil, mas pedindo a graça da docilidade à Santa Vontade de Deus, fui aprofundando este chamado junto às minhas autoridades, na vida de oração, na leitura de livros, na escuta de testemunhos a respeito do celibato, durante cada ano deixando que o próprio Deus fizesse frutificar a semente que Ele tinha lançado! Aos poucos, não só a convicção de que era essa a Vontade de Deus me levava a responder a esse chamado, mas Aquele que em tudo me conhece foi me atraindo à beleza deste estado de vida e a dar minha resposta livre, consciente e feliz à Sua Voz! Sim! Desposada de forma tão particular, desejava ser um feliz sinal da doação total, exclusiva, incondicional e sem restrições a Deus, na minha juventude, pela Igreja, pela Comunidade, pelos jovens, pela humanidade! Não era fácil olhar para mim e ver minha total incapacidade de corresponder, mas sabia que Aquele que me chamava conhecia minhas fragilidades e fraquezas, mas também o desejo sincero de,

Membros do Shalom em Curitiba conversam hoje em chat sobre “envio missionário”

Membros da Comunidade Católica Shalom em Curitiba (PR) conversam hoje em chat no Facebook sobre “partir em missão” e a evangelização no Carisma Shalom, na capital paranaense. Adicione facebook.com/queroiremmissao e participe do bate-papo. O Shalom de Curitiba foi fundado em 15 de maio de 2000. 44 membros das comunidades de Vida e de Aliança e jovens em missão promovem ações evangelizadoras como grupos de oração, encontros vocacionais, missas, retiros de aprofundamento e formação básica sobre a doutrina da Igreja. As atividades também são desenvolvidas na área das artes e da comunicação, através do programa “Vida Melhor não há”, na Rádio Evangelizar é Preciso. Confira a página da Missão de Curitiba aqui, e saiba mais sobre horários e localização do Centro de Evangelização. A conversa acontece de 14h às 18h no perfil da Assistência Missionária. Interaja.

Viver com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo

Para uma freira carmelita no caos da estação Termini, em Roma, pergunto se, enquanto espera o trem, ela ficaria feliz em responder a algumas perguntas para uma entrevista. – Como se sente uma carmelita ao viajar para fora da clausura? Mesmo fora do convento minha mente não deixa o céu. – A senhora estará fora do mosteiro há um mês. Não sente falta do claustro? Eu não sinto falta porque eu o vivo além das “grades”. Sou fascinada por Jesus. Ele é meu claustro. Você se lembra do sorriso e do olhar de Teresa de Lisieux? Aquele olhar de amor puro pelo mundo inteiro. Entrei para o Carmelo para viver, irradiar, revelar essa realidade maravilhosa para aqueles que têm uma vocação diferente. – É melhor entrar para um mosteiro ou se casar? É melhor fazer a vontade de Deus: viver de acordo com sua vocação. – Qual é a vocação mais bela? A vocação de todas as vocações é amar a Deus e ao próximo. – Agrada mais a Deus, quem entra em um convento ou quem casa? Quem ama mais. – Por que as grades, o claustro? A clausura é um sinal eloquente da liberdade que goza quem sabe amar o próximo que está perto. As grades não nos mantém juntos, mas a força do amor recíproco. – Por que um hábito tão volumoso, à moda antiga? Você me reconheceu também pelo hábito carmelita que eu levo. Qualquer uniforme tem valor se evidencia a verdadeira marca que Jesus nos disse para mostrar: “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Da clausura se pode mostrar melhor, como um farol na montanha, que “só Deus basta” e que “quem tem Deus, nada falta”. – Como criar uma família no mosteiro? Fazendo com que Jesus esteja presente. É Ele quem nos faz seu colégio apostólico, é Ele quem forma cada comunidade, cada família. – Alguma vez você já pensou em constituir uma família? No mosteiro somos uma comunidade de treze freiras. O amor de Jesus forjou um vínculo entre nós mais forte do que o humano. É Ele quem dá sentido, força e perseverança ao amor humano. – Obrigado irmã, volte para o Carmelo contente em servir esplendidamente a Igreja e a humanidade. Leve os nossos agradecimentos à suas irmãs que junto com a senhora gritam ao mundo inteiro a liberdade alegre de quem vive com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo. João da Cruz nos recorda: «No ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor». Não há nada além, nem melhor.   Ciao P. Andrea Fonte: ZENIT

Poema: Comunidade de Aliança

Comunidade de Aliança* Obrigado pelo sono que constantemente nos acompanha. Obrigado pelo amigo tempo que sempre parece estar contra nós. Obrigado pelo tudo deixar que é amar sem reter. Bendita pobreza que nos faz livres construtores da Sua Obra. Bendita obediência que nos faz livres na Sua Vontade. Bendita Castidade que nos faz livres testemunhas do Amor. Bendito quintal sem muro. Bendito mundo que deixamos e para onde partimos. Bendita luz em meio as trevas. Bendito sal que devolve o sabor. Bendito ficar que é sempre partir. Obrigado Senhor por me teres escolhido! Cleiton Ramos disponível em http://pontodeumconto.wordpress.com *Leia mais sobre a Comunidade de Aliança Shalom aqui.

“Orar é ver Verdades”

Uma das experiências que mais marcaram a minha vida e apesar de me trazer grande alegria me trouxe também uma imensa dor. Foi quando no ano de 1994, fui chamada por Deus a deixar tudo e partir em missão para a Comunidade de Vida. Nesse mesmo tempo, fui direcionada a leitura do livro da Vida de Santa Teresa, onde em um trecho ela relatava a sua fuga de casa e a entrada no Mosteiro da Encarnação de Ávila, para ser Carmelita. Ela mesma nos descreve sua entrada: Lembro-me bem, e creio que com razão, que o meu sofrimento ao deixar a casa paterna não foi menor que a dor da morte. Eu tinha a impressão de que os meus ossos se afastavam de mim e que o amor de Deus não era maior do que o amor ao meu pai e à minha família, sendo necessário fazer tamanho esforço que, se o Senhor não me tivesse ajudado, as minhas considerações não teriam bastado para que eu prosseguisse. No momento certo, o Senhor me deu ânimo na luta contra mim mesma e, assim, levei adiante o meu propósito. (V 4,1). Conhecer Teresa de Jesus a partir desse relato foi certamente me deparar com um mulher humana e o seu caminho de oração profundamente humanizado. Caminho esse que para mim foi um divisor de águas, pois me convenceu da possibilidade de corresponder a santa vontade de Deus com todos os meus limites e fraquezas. Teresa definiu a vida espiritual pela oração. Mestra da oração, afirma que o homem tem uma riqueza que por ignorância não explora, e que a oração expõe a verdade da própria vida. E que aquele que não entra em si pela porta da oração, se ignora. A necessidade e busca pela verdade de quem somos e de quem é Deus que se dá através da oração, o que sempre inquietou muito o meu coração. Motivada e impulsionada pela experiência dessa grande Santa, quando afirma que “Orar é ver Verdades” e que a oração é onde o Senhor nos dá luzes para entender as verdades, fui sendo convencida a cada dia do caminho pelo qual precisava me determinar; caminho esse o qual já ansiava viver por fazer parte da identidade do nosso carisma Shalom: “Não haverá novo se não houver uma profunda vida de oração em cada um de nós!”. A vida de Santa Teresa me apresenta um pouco do que esta mulher pensou e escreveu sobre a pessoa humana e sobre o que Deus é capaz de fazer por ela. No livro “O Castelo Interior ou Moradas”, testemunha o que Teresa encontrou em sua trajetória de vida: a pessoa humana. Na linguagem teresiana, a “alma”. Nesta obra, a pessoa é comparada a um castelo. A princípio, este castelo assemelha-se a uma jóia: “Consideremos nossa alma como um castelo, feito de um só diamante ou de limpíssimo cristal”. O castelo se concebe, desde o princípio, como um espaço divisório entre o interior e o exterior: “Consideremos, portanto, que esse castelo tem, como eu disse, muitas moradas, umas no alto, outras embaixo, outras dos lados. E, no centro, no meio de todas está a principal, onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma” (1M1,3). Teresa nos alerta para a necessidade de estarmos centrados em Deus e em nossa própria casa, que é o nosso interior. É nessa verdade de vida que se vê a si mesmo. A preocupação teresiana para que “não se distorça o conhecimento próprio tem aqui sua razão: afirmar assim quando é Deus (presente) em mim, com a comunicação de seus dons, e quando sou eu com minha debilidade constitutiva, por isso, a necessidade do autoconhecimento do homem, isto é, de ver-se como Deus o vê. A união entre oração e verdade é essencial na experiência teresiana. A oração é o caminho da verdade. A verdade de Deus, a nossa verdade, a verdade de tudo. A definição da verdade é muito clara para Teresa, ela compreendeu que o Senhor é a própria Verdade. “E que o caminho da verdade é considerar somente as coisas que nos aproximam de Deus”, tudo o que nos afasta de Deus é mentira. Querida e amada Teresa, rogai por nós! Para que a nossa vida resplandeça a beleza de quem somos e de que Deus verdadeiramente é! Shalom! Ticiane Sampaio – Consagrada na Comunidade de Aliança Shalom Salvador/Ba  

Celebração Eucarística De São Francisco

“Tendo Deus, tenho tudo!”

“Tendo Deus, tenho tudo!” Difícil é mensurar o alcance da vida e intercessão de um grande homem, constituído por Deus para o tempo da história que se chama hoje. O legado do amigo, irmão e Pai Francisco permanece no agora de quem o conhece. Desde muito cedo fui apresentado a esta figura tão extrovertida e amável que conquista pelo simples fato de amar Jesus e de ser feliz. Quando ainda em Serrinha/BA celebrava as novenas em honra ao santo, fixavam-se em mim um desejo pelo melhor, pelo mais radical, pelo belo… porém eu não sabia ainda o que seria tudo isso. Tomei consciência do dom da vida desde Santo ao ingressar no postulantado da Comunidade de Vida Shalom, em Fortaleza/CE, nos idos de 1998. A descida na história, contos e encantos foram capazes de me aproximar da pobreza como um bem a ser cultivado, sabendo que o velho homem rico deseja sobressair. Fui me tonando cada vez mais apaixonado pelo Cristo da Cruz, que Ressuscitado fala ao coração e me aproxima cada vez mais da minha pequenez. Um dos maiores frutos da escolha que o Pobre de Assis fez por mim foi a amizade com a vida e a irmã morte. Passei a ver de perto que tudo é nada, e, com a luta necessária compreendo a cada tempo que o maior bem é habitar em Deus e viver no tempo presente a feliz vida fraterna tão rica à minha vocação. Gostaria de concluir reconhecendo como uma grande verdade que liberta que “pouco ou nada fiz até agora”. Peço ao grande amigo que interceda por mim neste caminho diário para o Cristo pobre, obediente e casto. São Francisco de Assis, Rogai por Nós! Wedson Araújo – Consagrado na Comunidade de Vida Shalom Salvador/BA

Promessas Definitivas Missão Macapá

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