Final do ano chegando e podemos perceber um esplendor diferente ao nosso redor. Realmente o tempo que envolve o Natal é cheio de decorações peculiares e muito belas, que enchem nossos olhos. É aquele tipo de enfeite, que mesmo que não nos agrade, não passa despercebido.
Isso poderia nos levar a pensar como o meio em que vivemos nos propõe sempre a presença de muitas luzes. Tudo que pretende chamar a nossa atenção tem luz! As lojas, os restaurantes, todos os lugares que querem nos chamar, nos atrair. Sem contar os avisos e placas que usam do recurso de “brilho” para captar nosso olhar. Na televisão, no celular, no computador, no trânsito, no comércio, em tudo há luz! Mas essas luzes todas querem o que de nós? Elas são artificiais, mas comunicam muito bem sua mensagem. Com isso poderíamos então concluir que a sociedade percebeu que o clarão causa impacto e é muito eficaz.
Quantas vezes nossos olhos estão cansados depois de um dia inteiro expostos a muito brilho das telas de aparelhos eletrônicos? Quantas vezes temos a reação de virar a cabeça, desviar o olhar por causa de uma luz muito forte de alguma propaganda ou lugar por onde passamos?
Luz! Algo que faz parte da vida humana. E quanto maior a cidade, quanto mais desenvolvida, mais luz! Já percebeu? Diante desse cenário reluzente, poderíamos pensar nas cidadezinhas de interior, aquelas que você escolhe para passar um fim de semana ou férias para relaxar, sabe? Nessas cidades normalmente não há tanta iluminação. Você se lembra do céu desses lugares? Parece que é tão lindo que você se permite olhar para ele de maneira mais demorada.
Chegamos agora ao ponto que motivou esse texto. Será que percebemos o quanto as luzes artificiais ofuscam a beleza das luzes naturais? É algo muito simples: o que brilha mais, chama mais atenção. E nesse mérito de “brilhos” não entra qualidade e nem sentido, é pura reação do olhar. E no final, o céu das pequenas cidades aparenta ser mais bonito, dá para enxergar mais estrelas, é mais claro, por isso nem damos muito valor ao céu das grandes cidades, afinal de contas, tem outras coisas para olhar.
Em alguns casos, o céu pode estar lindo, mas a luminosidade ao redor é tanta que nossa atenção para nela, não levantamos o olhar para ver o esplendor natural do céu. Inclusive já existem estudos sobre a chamada “poluição luminosa” que afeta as características do céu, deixando menos visíveis alguns detalhes e que causam outros fenômenos, como por exemplo, pássaros e animais com hábitos noturnos que ficam confusos e perdidos com tanta luz.
E luz, brilho, e céu têm muita relação com esse tempo de Natal. Vamos pensar na narração do nascimento de Jesus. A Bíblia conta que os pastores e os Reis Magos viram a estrela brilhar no céu e isso os conduziu até o Messias. Agora imagina aí se os Reis Magos estivessem olhando para o outdoor luminoso que anunciava uma pousada para eles descansarem da viagem? Eles teriam perdido o evento que marcou a história da humanidade. E se os pastores estivessem com os olhos fixos na tela do smartphone e não conseguissem mais achar o caminho que os anjos haviam indicado? Eles não teriam tido a experiência de Adoração que tiveram! Adoração, inclusive, a que somos convidados também. E será que corremos os riscos citados acima?
Estamos no tempo que antecede a natividade de Jesus e logo Ele chega! E será que essa chegada vai conquistar o nosso olhar? Para quais luzes estaremos olhando quando a Luz do mundo chegar? Que nesse tempo tão especial tenhamos a graça de ver a Luz que brilha e não cansa nossos olhos, que brilha e não nos distrai, mas atrai para o que realmente tem sentido. Então para que o Natal chegue de verdade, apague as luzes artificiais e deixe a verdadeira Luz brilhar na sua vida.
