
Então recebi um convite para ir ao Renascer (retiro de Carnaval promovido pelo Shalom em várias cidades. Clique aqui e saiba mais). A princípio não me falaram como seria, só me disseram que seria fantástico e que eu gostaria muito. Eu havia recebido muitos outros convites para o carnaval, todos da forma que o mundo oferece. Não sabia o que estava fazendo ao certo, mas recusei todos os outros convites e resolvi ir para o Renascer, mais por causa da pessoa que me convidou, na época, minha namorada.
Chegando lá, a primeira pergunta que me fiz foi: o que estou fazendo aqui? Mas continuei e, logo no primeiro dia, através de algumas moções, profecias e proclamações, fui me rendendo. Tudo inundava meu coração: era um misto de emoções, pois eram coisas que achava que só eu sabia. No segundo dia, a mesma coisa. Quando o Santíssimo Sacramento vinha, eu olhava as pessoas se ajoelhando e não entendia o porquê, alguns orando em línguas, outros repousando… Perguntava-me se era verdade! Veio então um forte desejo de me confessar, fazia uns dois anos que não o fazia. E quando estava me confessando, o padre só me falava de São Francisco: Deus estava me preparando para o grande dia.
Então, chegado o dia da efusão do Espírito Santo, eu estava morrendo de medo, porque no fundo sabia que minha vida iria mudar, que eu experimentaria algo grandioso. Ao começarem os preparativos para a efusão, eu disse: Deus, se não for hoje que experimentarei de Ti, não será nunca mais! Assim que eu fechei a boca, uma pessoa veio rezar por mim, eu caí, e suas palavras foram: “Filipe, acredite! Não tenha medo de não trabalhar, de não passar no vestibular. Não tenha medo de não casar, não tenha medo de perder sua namorada, ela não é o centro da sua vida. Deus lhe dá a graça da castidade! Tu és perfeito, não aos olhos humanos, mas aos olhos do Pai”. Quando levantei, comecei a orar em línguas. Eu não podia acreditar! Quando abri os olhos, o mundo já não era mais o mesmo para mim, tinha descoberto um Deus que me chamava pelo nome, um Deus que sempre esteve comigo e que me amava. Tinha que me deixar ser amado e tinha que amá-Lo assim como tinha sido amado! Eu tinha experimentado do Cristo Ressuscitado, e minha vida nunca mais foi a mesma.
Filipe Moraes, 19 anos, vocacionado da Comunidade Católica Shalom em São Luís