
Nasci e cresci dentro da Igreja e sempre estava presente nos encontros, nas reuniões, etc. À medida que fui crescendo, o mundo foi me apresentando coisas, que eu julgava bem melhores do que ficar sentada dentro de uma sala quente com pessoas falando de Deus.
Com tudo isso acontecendo, meus pais resolveram se mudar. Óbvio que eu não queria ir, não queria deixar tudo aquilo que o “mundo tinha me dado” e não entendia o motivo de sairmos de uma cidade grande, onde moram todos que amamos, para morar em uma cidade pequena. Minha mãe dizia que Deus tinha planos para todos nós lá.
E com o tempo passando, fui descobrindo um vazio muito grande dentro de mim, um vazio que eu não conseguia preencher sozinha. Comecei a buscar aquela “felicidade”, que o mundo já havia me mostrado uma vez. Conheci alguns amigos, que me apresentaram as drogas e comecei a usá-las, sempre tendo consciência do que estava fazendo, pois meus pais já tinham me falado muito sobre isso. Depois, conheci alguns meninos, e me fizeram acreditar que eu só seria feliz se eu tivesse alguém comigo. Desse modo, eu ia fazendo de tudo para preencher aquele vazio, mas nada resolvia, e ele só crescia cada vez mais.
Foi aí que comecei a me cortar. Aquela dor me fazia bem, ver o sangue escorrer dos meus braços, sentir aquela fraqueza era legal, pelo menos era o que eu achava. Me revoltei contra tudo e todos, vivia para agradar a mim mesma.
Convidaram minha família para uma quadrilha no Colégio Diocesano, que é ao lado do Shalom, e só tinha uma vaga na rua, exatamente na frente do Centro de Evangelização. Meu pai já conhecia o Shalom e começou a querer que todos nós conhecêssemos também. Fomos a uma Missa na quarta. Como foi belo tudo aquilo. Convidaram-me para ir sábado, no grupo de jovens, e eu não pensei duas vezes.
Lá era meu esconderijo. Eu ia para o Shalom com a finalidade de fugir do mundo e de mim mesma. Então, me chamaram para o Renascer. Participei do Flash Mob e até servi no acolhimento.
Deus sempre teve pressa comigo. Começamos com a animação e com o louvor, logo em seguida veio a adoração e lá Ele mudou minha vida. Em cada pregação, cada testemunho, cada sorriso eu ia falando pra mim mesma: “É isso que eu quero, eu quero essa alegria eterna”. Nesse momento, eu deixei Deus entrar e tomar o lugar Dele, que é no centro da minha vida. Na hora da Efusão do Espírito Santo, um momento muito especial que acontece no Seminário de Vida no Espírito Santo, o Senhor deixou bem claro o chamado Dele para mim e a pressa que Ele tinha comigo.
Eu me questionava como era possível Ele me amar tanto, se eu não sou digna nem de olhar para Ele. E começaram a falar que Deus era Misericórdia e que nos amava da forma que estávamos, ainda que sujos, pecadores, pequenos.
Depois da minha experiência, entreguei minha vida e planos para Ele. Houve muitas quedas, é verdade, “mas sempre me levantou o Senhor, algumas vezes Ele me arrastava, com vícios e tudo, e quando se esgotaram minhas forças, Ele me levou nos braços”.
Hoje, sou engajada no grupo de oração e meus pais são postulantes da Comunidade de Aliança. Deus não me tirou nada, Ele me deu tudo.
“E hoje não vivo sem Ti, meu Senhor, Tu és o sentido e a razão do meu louvor.”
Ana Gabrielly
Oi, meu nome é Gilmara, tenho 22 anos, moro em Granja, Ceará. A foto da irmã aqui da partilha me chamou muita atenção, pois achei ela muito parecida fisicamente comigo. Mas não só a aparência como o “Ele me arrastava”, e o “Deus não me tirou nada, Ele me deu tudo” também. Obrigada irmã por seu testemunho creio que Deus me dizer algo, vejo a atenção de Deus. Além que no post aqui em baixo mostra o nome Granja Portugal, quase o nome da minha cidade.