Institucional

Testemunho Jean

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jeanSou Jean tenho 24 anos.
Minha família era 90% evangélica mas eu tinha a mesma fé dos meus avós que eram católicos.
Eu sempre tive o sonho de ser jogador de futebol tentei ser jogador em Goiânia,  sai de casa com 15 anos e fui morar em um alojamento para tentar carreira com outros jogadores. Meu pai sempre me apoiou e me mantinha lá.
Eu era da categoria de base e disputei muitos jogos com times profissionais. Era de um time de empresários que chamava-se  evangélica. Frequentemente faziam células para orar, acho que eram da igreja batista, mas eu não queria ir então ficava no alojamento escutando música, eles me respeitaram muito.
 Um dia eu procurava alguma rádio para escutar e encontrei uma rádio católica e comecei a ouvi-la e isso me fez perceber que a igreja católica é viva e ascendeu uma chama dentro de mim.  Eu fiquei três anos lá mas não deu certo. Foi um tempo muito feliz fiz várias amizades. Depois mais tarde comecei a fazer faculdade de educação física.
Eu comecei a namorar mas tinha um desejo de busca em meu coração muito forte pela radicalidade desejava viver-la em meu coração mesmo sem saber,  eu participava das paróquias que tinham perto da minha cidade mas não me sentia muito bem.
 Na cidade tinha muitos show e festas e via muitos jovens que eram das paróquias participarem delas e a partir disso comecei a buscar e essa busca ia me fazendo entender não só com a cabeça mas com o coração.
Não via uma radicalidade na igreja não via uma igreja jovens.  Eu não me encontrava mais na faculdade e trabalhos que eu fazia, queria empregar meu esforço em algo que falece a pena.
Não participava de paróquia pois morava na área rural e quando ia para cidade eu ia a missa ou quando vinha algum padre celebrar um vez a cada mês. Não queria apenas trabalhar estudar ganhar meu dinheiro mas queria me realizar fazendo aquilo. Na igreja não via aquilo que eu queria viver. Neste tempo eu me desanimei e comecei a namorar, desejava evangeliza-la mas eu precisava ser evangelizado também.
 Um dia fuçando na internet descobri o site do shalom e vi as fotos do Acamp’s  e aquele meu desejo de antes foi sendo renovado. Então decidi que queria ir para esse acampamento , não conhecia ninguém, e entrei em contato com o pessoal do PJJ de Brasília e foi o primeiro contato que tive com a comunidade. Fiz a inscrição dela mas ela não foi.
Chegou o grande dia e eu estava desanimado porque a minha namorada não iria. Ai pensei comigo: ” eu não vou” mas sabia que precisava ir porque sentia que tinha algo de diferente reservado para mim.
Os ônibus do Acamps sairiam as 14hs e estava em casa as 9hs e se eu fosse tinha que decidir logo. Me arrumei em cima da hora e como era longe alguém tinha que me levar. Meu pai ia trabalhar mas depois de um tempo chegou um amigo de trabalho dizendo que o caminhão que ele trabalhava estragou e ele não precisava ir aquele dia, ai olhei para minha mãe e disse: ” é mãe acho que é para eu ir mesmo para esse negócio, não sei o que vai ser”. Pedi que meu pai me levasse. Fui sem nada! Era necessário barraca  e não levei, sem roupa de frio e muitas outras coisas, tive que comprar no caminho.
Mesmo sozinho, mesmo com minha timidez eu fui. Quando cheguei lá estavam me esperando.
Naquele encontro eu pude ver o quanto Deus me ama e mesmo com as dificuldade valeu muito a pena. Deus sempre me amou e eu nunca percebi  foi como o poema de Santo Agostinho: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova.  Eis que estavas dentro  e eu fora!”,  senti muita felicidade e pude perceber neste acampamento o amor. Eu lembro que chegou o momento de ir embora e não queria ir de tão feliz que eu estava. Algo também me surpreendeu muito foi a acolhida da comunidade. Eu vivi algo em 5 dias que procurava a minha vida toda!
Hoje sou postulante da comunidade de vida da Missão de Perdizes em São Paulo e sou muito feliz.


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