Institucional

Testemunho: “Nós não conseguíamos ver, mas Deus cuidava de nós nos pequenos detalhes”

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fabiohelenaQuando nos conhecemos, meu desejo era falar de Deus para Helena, de um Deus vivo e real, pois já enxergava nela uma serva de nosso Senhor. Enfrentando grandes tribulações, o Senhor foi nos unindo, naturalmente, de forma soberana, mostrando sempre que Ele estava no controle.

Vivemos durante sete anos numa situação irregular diante de Deus e da Igreja. Essa situação nos incomodava muito, mais a mim do que a ela, pois eu já havia casado na Igreja e estava vivendo um novo relacionamento, e isso para a Igreja é uma situação de pecado gravíssimo, ou seja, adultério, pois diante de Deus eu ainda era casado.

Apesar dessa dor, da angústia que vinha com um vazio e solidão, queríamos servir melhor a Deus. O processo de nulidade do matrimônio já estava em andamento no Tribunal Eclesial em São Luís, e foi um grande motivo de Louvor a Deus quando nos chegou uma resposta favorável a meu pedido de nulidade; mas tínhamos vencido apenas uma etapa, agora o processo seguiria para Teresina, onde seria novamente julgado e homologado com uma sentença favorável ou desfavorável, se necessário abrindo para recurso. Precisava continuar rezando, vivia um drama constante.

Nesse ínterim, estávamos passando por grandes tribulações de cunho financeiro, pois nós tínhamos uma pequena empresa e perdemos tudo o que construímos por dois anos. Tivemos que doar alguns móveis de nossa casa, pois não tínhamos para onde levar, sofremos muitas ameaças de morte, fomos à delegacia várias vezes dar queixas, perdemos tudo de uma vez só; tivemos que sair da casa que morávamos devendo os aluguéis para a imobiliária, não tinha mais crédito em nenhum banco, perdemos os “amigos” e os familiares se afastaram, mas essa grande dor nos fez voltar definitivamente para Deus e decidimos mergulhar Nele, pois só aí encontraríamos respostas.

Colocávamos os filhos para dormir e íamos rezar o Rosário e clamar pela misericórdia de Deus todos os dias. O processo de nulidade tramitava normalmente, eu ligava toda semana para Teresina para acompanhar, pois sabia da importância do Sacramento do Matrimônio para nós, ou seja, tudo seria novo após o sacramento e isso era confirmado pelos irmãos que nos encorajavam na fé. Deus em seu infinito amor nos seduziu e nos deixamos seduzir. Uma frase de São João Bosco que ouvi de um irmão que não sabia do que nós vivíamos, dizia: “se você quer poucas graças visite poucas vezes o Santíssimo Sacramento, agora se você quer muitas graças visite muitas vezes o Santíssimo Sacramento”; e foi o que aconteceu nesse tempo onde andava pelas ruas com muito medo.

Os meus filhos perderam um ano de escola por causa das ameaças e a situação financeira e aí decidi enfrentar e fui ao encontro de Deus todos os dias no Santíssimo Sacramento na capela da Igreja de Santa Ana. Nesse tempo de adoração constante a Deus, o Senhor em sua infinita misericórdia foi nos formando e nos fazendo experimentar do Seu Amor Misericordioso. Claro que não posso deixar de ressaltar que a presença dos irmãos do grupo de casais e da Comunidade Shalom foi substancial para nós suportarmos a dor e o sofrimento que eram constantes e que pareciam que nunca passariam. Nesse tempo foram surgindo contendas, muitas discussões entre nós, atritos fortes que atingiam os filhos e gerava muito sofrimentos.

Quando perdemos a empresa, Deus nos falou muito enquanto rezávamos juntos, e foram essas palavras que nos sustentaram. Nós não conseguíamos ver, mas Deus cuidava de nós nos pequenos detalhes. Nunca deixou faltar o essencial e mesmo quando faltava, experimentávamos da Providência Divina.

Poderíamos aqui relatar vários mimos de Deus, mas iremos retratar a principal Epifania do Senhor Jesus em nossa vida: a grande graça do nosso matrimônio. Nesse tempo de espera pela sentença do processo, resolvemos ofertar a Deus nossa vida e fazer abstinência sexual com a orientação do sacerdote, padre Heitor Morais, um pai para nós, que nos acompanhava desde o início, pois nos causava grande dor a falta da Eucaristia e confissão. Com essa nossa atitude, o desejo de libertação e salvação se tornou ainda mais real e palpável quando recebemos a notícia da nulidade.

A grande notícia chega para nossa alegria! Lembro-me que tinha ligado para o Tribunal em Teresina e falando com a notária, ela me disse com estas palavras: “meu filho, você está livre”. Deus é fiel e era a voz do Senhor para mim, chorei muito.

Outra grande graça de Deus para nós era que parecia impossível realizar um casamento sem nenhum recurso financeiro. Muitas vezes minha esposa chorava e dizia: “como iremos casar sem se quer ter os trajes dos noivos?” Foi aqui que nossos pastores interviram e nos motivaram, assim como a todos os irmãos do grupo de casais, a realizar este sonho de Deus em nossa vida.

Aos poucos, fomos sendo presenteados pelos irmãos com o essencial para o casamento. Ganhamos até a lua de mel. A celebração foi simples, cheia do Espírito Santo e da presença de Nossa Senhora. Foram tantos mimos de Deus que muitas vezes ficamos constrangidos com tanto Amor. O constrangimento vinha porque nunca fomos amados desta forma, sem nos pedir algo em troca. Era de fato uma oferta de amor.

Helena, minha melhor parte, muitas vezes me falou que sua decisão por Deus aconteceria quando ela se apaixonasse por Jesus, pois muitas vezes eu cobrava dela essa decisão. Pelos desígnios de Deus, conhecemos a Comunidade Católica Shalom e a convivência com os irmãos da Comunidade de Vida e o serviço na lanchonete, fizeram com que Helena fosse seduzida pelo Senhor Jesus e juntos decidimos trilhar o caminho vocacional.

Após um ano e meio sem trabalhar e sem poder sustentar minha família, surge uma oportunidade de trabalho e não pensei duas vezes: abracei. Começava um tempo novo com realidades novas. Agora trabalhando, a meta seria buscar o nosso canto para morar, pois morávamos na casa da minha sogra e havia de fato a necessidade de encontrarmos nosso lar. Tínhamos que sair, mas não podíamos fazer nenhum contrato de aluguel, em virtude das restrições que tínhamos. Deus com sua infinita sabedoria e fidelidade nos falou através de uma irmã da Comunidade de Vida que tínhamos que sair de onde morávamos. E nos perguntávamos: como? Mas decidimos fazer a vontade do pai e confiar. Deus, em sua infinita misericórdia, nos presenteou como um novo lar, provando a nós, novamente, Sua fidelidade.

Na caminhada de cristãos que somos, não poderíamos esquecer da cruz. Ao entregarmos essa partilha para a edição, tivemos que mudar o final do testemunho. Sem entendermos e para nossa desagradável surpresa, Fábio foi desligado da empresa onde estava há três meses. É hora de pegarmos nossa cruz e novamente contar com a misericórdia do Senhor.  Mas não desanimamos, pois cremos nas promessas de Deus e em sua escolha por nós. Hoje vivemos uma obra nova onde procuramos primeiramente confiar na fidelidade de Deus aos seus escolhidos, pois durante todo esse tempo experimentamos da sua predileção. Por fim, não temos como deixar de agradecer a todos os irmãos da Comunidade de Aliança e Comunidade de Vida, que nos apoiaram e nos encorajaram, a todos, nossos sinceros agradecimentos. E como não agradecer a Deus por tamanha misericórdia por nós?

Fábio Téssio e Corina Helena


Comentários

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  1. Boa Tarde
    no dia 01 deste ano comecei a reza o terço de santa Ana durante o ano tenho notado varias mudanças na minha vida 1 a paz em casa,
    segundo pedi a ela que me ajudasse a paga as minhas contas a qual me ajudou varias vezes , tenho uma enorme gratidão por ela a verdade e essa gratidão sempre.