
A primeira vez que fui pro Shalom, fui pensando que seria apenas uma visita, para conhecer, mas só foi preciso isso para que Deus viesse me seduzir. Me senti tão bem e tão cheia de paz que decidi continuar indo, e Deus colocava em meu coração um desejo tão intenso que antes mesmo de fazer meu seminário de vida dentro da Comunidade, eu já me preocupava em conhecer a forma de vida da Vocação e tudo o que vinha junto dela.
Após uns 6 meses, ingressei no Vocacional, e era incrível como quando eu tentei fugir desse novo, o Senhor me chamou a AVANÇAR, ir para a profundidade, sair das margens. Então, mesmo cheia de medo, eu fui! Como dizer um não quando Deus nos seduz? Não tinha como resistir!
Nas minhas fragilidades, fui caminhando dentro desse caminho, mas sempre olhando para mim, para minhas comodidades, minhas vontades, enfim… Eu construí dentro de mim uma vocação que era feita para me satisfazer.
No início de 2014, quando encerrei meu primeiro ano no vocacional, enviei minha carta pedindo ingresso na Comunidade de Aliança. A resposta veio. E foi com um “não” que Deus resolveu me despertar.
Lembro bem que quando a secretária vocacional ia me falando o discernimento da Comunidade para mim, em meu coração se misturava alegria e uma certa “decepção”. Só sei que, no fim, Ele mesmo veio ser meu consolo e mostrar que muito mais faria em minha vida nesse novo ano vocacional.
E hoje, mesmo nas minhas quedas e fraquezas, posso afirmar com plena certeza, que o que Deus me falou no dia em que recebi o parecer da Comunidade se concretiza em minha vida. Aquele era um “não” que só geraria “sim”.
Como sou grata a Deus por todo o zelo que Ele demonstrou a mim através dessa resposta! Como sou grata a Deus porque, em Seu infinito Amor, me deseja inteiramente e decididamente para Ele. Como sou grata a Deus pelo Carisma Shalom, que arde em meu coração e que, através da Vocação, caminha junto a mim, para que eu seja santa!
“Os objetivos magníficos do Senhor, como em um divino quebra-cabeça, vão se montando e, muitas vezes sem o nosso conhecimento, se manifestando como um plano maravilhoso do Pai.” (Histórico da CCSh, 1992)