Você se percebe como uma pessoa atenta e sensível ao sofrimento alheio? Muitas vezes sem perceber, temos a nossa rota alterada. Algo nos desvia do caminho que estávamos planejando. Ou então, realizamos algo e somos interrompidos devido a uma nova situação que nos chama a atenção.
Quase sempre esses momentos são marcados por dúvidas e incompreensões, até entender o propósito dessas mudanças. Como aqueles que viveram uma experiência autêntica e pessoal com o amor de Deus, muitas vezes Ele quer se utilizar de nós, para que possamos ser instrumento de consolo e socorro a pessoas que aparentemente foram esquecidas. E são nessas situações que nos desviam da nossa rota, que podemos ser a resposta para aqueles que precisam.
É sobre este olhar atento de Deus, que olha para as necessidades de seus filhos e intervém para que possam ser acolhidos e resgatados por sua Misericórdia, que trata a nova música de trabalho da banda Rosa de Saron, “Onde os olhos não veem“.
O vocalista, Bruno Faglioni, conta como surgiu a inspiração para a canção: “Essa música surgiu de uma homília do Papa Francisco em que ele começa a Missa do galo do ano passado, dizendo ‘Deus se fez descartado, nasceu descartado para dizer a todo descartado que Ele é filho de Deus’. Ou seja, para quem está lendo isso, isso é algo muito valioso, é uma esperança! Olha, Deus me vê! As pessoas podem não estar me observando, o mundo pode não estar me vendo, essa situação pode ser terrível, posso estar perdendo o que for, mas tem um Deus que me vê, que me cuida, tá cuidando de mim, que nunca tira os olhos de mim. E isso é muito forte às vezes pra quem não tem ninguém.”

Permita ser encontrado por Deus
Assim como Deus se deixa encontrar, o Festival Halleluya é essa via de encontro entre Deus e os homens que tem sede de Sua Presença. Neste formato on-line, as experiências se tornam mais íntimas e profundas. Ali, onde os olhos não veem, onde você pode se encontrar sozinho, a partir dos shows e testemunhos dos artistas que passam pelo palco do Halleluya, existe uma mensagem que Deus deseja fazer chegar diretamente ao seu coração de maneira particular.
Para muitos, esse momento pode ser um grande convite a recomeçar. Renovar a esperança nesse Pai, que cuida de seus filhos. O baixista Rogério Feltrin fala sobre o sentido desses recomeços, “acho que o recomeço é a esperança cristã. O mundo às vezes considera as coisas imperdoáveis e definitivas. Em Deus a gente sempre sabe que é possível recomeçar, que sempre existe uma possibilidade, Deus não desiste de você. Então o recomeço é central na fé da gente”.

A Experiência do consolo de Deus
Eduardo Faro, guitarrista da banda, se considera uma pessoa “mimada” por Deus. Ele afirma, “sempre fui meio mimado por Deus, minha infância e juventude eu não sofri, eu acho que fui privilegiado.” Porém, houve um momento em sua vida, em que isso mudou e ele foi fortemente provado na fé.
“Quando você é muito mimado por Deus assim, você tem dificuldades em ser resiliente, de aprender com o sofrimento, então, quando me vi ali, com casos de depressão na minha família, com a minha esposa, minha mãe que morreu e depois meu pai também morreu, logo em seguida quase que a banda acaba. Caracas, eu tinha tudo e agora não tenho nada, mas aí que você vê, que você tem tudo. E eu tinha tudo.”

Contudo, foi justamente nesse momento de forte provação, que ele teve a graça de deixar-se ser encontrado e receber a consolação de Deus:
“No momento em que eu parei, eu me lembro de que estava viajando pra São Paulo, sozinho à noite, me lembro de ter pedido a Deus: eu não quero perder a minha família. Pensei comigo, há quanto tempo não ponho meu joelho no chão e deixa de querer ser eu mesmo a tomar conta da minha vida, permitindo Deus tomar conta dela? Na hora que eu comecei a fazer isso, Ele começou a dar os pequenos sinais, porque é um Deus de detalhes, né? Começou a colocar as coisas nos eixos e mostrar que eu nunca estive sozinho quando eu estava sofrendo. Tudo o que estava acontecendo, comecei a enxergar o porque aconteceu lá na frente. Tudo começou a fazer sentido, eu poderia falar horas sobre isso, mas uma coisa que eu posso falar pra vocês, com certeza, é de que Deus cuida de você a todo instante, mesmo quando você não consegue enxergar.”
Tempo de reestabelecer a intimidade familiar
Com o isolamento e redução de viagens a trabalho, por conta da pandemia, os músicos passaram a ter mais tempo e oportunidades de estar próximo da família e renovar esses relacionamentos. O baterista Grevão revela como isso foi positivo, principalmente na relação pessoal com suas filhas:
“Família é a base de tudo em todos os sentidos, em todos os momentos. E é o que a gente está vivendo hoje, podendo ficar mais em casa, podendo não, estamos ficando obrigatoriamente em casa. Você vê, eu tenho duas filhas, uma com 23 e outra 19 anos. Então, com o âmbito da viagem, a gente vai se distanciando. Não se distanciando no sentido de não falar, mas no sentido de perder um pouco mais a intimidade. A pandemia fez com que a gente mudasse, porque fez a gente conviver mais, obrigou a gente estar junto. Foi muito bom que também fez a gente enxergar os limites de todos nós. Não só dos horários de trabalho, mas enfim, de vida, de troca, então família pra mim e acredito que pro Rosa também é a base, o concreto, o telhado, a parede, enfim.”
É nessa dinâmica familiar e comunicando a esperança cristã e o anúncio de um Deus que se faz próximo dos seus, que os integrantes da banda Rosa de Saron se apresentam em mais um show emocionante e que você não pode perder. Prepare o seu coração, porque a última noite de Festival Halleluya será de tirar o fôlego.

Serviço
Festival Halleluya 2021
Quando: De 23 a 25 de julho de 2021
Onde: Canal do Youtube do Festival Halleluya
Mais informações: Site oficial
Instagram: @festivalhalleluya
Facebook: Festival Halleluya