Uma das belas características, entre tantas da Vocação Shalom, é a de que nós somos contemplativos na ação. Evangelizar para nós é no poder do Espírito Santo e na total abertura aos seus dons e carismas. Com isso, não se quer excluir o valor da técnica, da capacidade administrativa, organizacional, enfim dos potenciais da razão e da criatividade humana.
A intercessão, a postura orante e a confiança no poder de Deus devem potencializar nossos esforços criativos e dedicados. Com essa postura, estamos dizendo a Deus: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores” (SL: 127,1). Percebamos de modo amoroso e atento as dores e necessidades dos homens e da Igreja em ação. Olhemos para os desafios e potencialidade da obra e da missão Shalom. Transformemos tudo isso em conteúdo de nossas orações e súplicas.
Essa atitude “reparadora de brechas” vai dilatar nosso coração. Deus encontrará um espaço generoso e nos apontará caminhos novos, ousados e criativos. Portões que pareciam impenetráveis se abrirão. Muros que pareciam brindados ao Evangelho serão derrubados. Pontes e vielas serão construídas. A mensagem salvadora do Amado de nossas almas, o príncipe da paz, alcançará muitos e muitos corações. Os frutos serão o surgimento de uma nova sociedade humana, fiel a Deus e em comunhão com sua igreja.
Cultivemos, no coração de cada membro de nossa obra Shalom, essa postura atenta e confiante. Sejamos evangelizadores ousados e criativos, mas também Intercessores e reparadores de brechas. Se estivermos atentos a esses direcionamentos, e a outros que a criatividade do Espírito vai nos fornecer, edificaremos com mais rapidez o Reino de Deus, por meio da obra Shalom, e com mais coragem e ousadia ministraremos a paz. Trabalhemos, arregacemos as mangas, mas nunca negligenciemos momentos em que possamos também interceder juntos pela Igreja e pelos homens.
Que Deus fortaleça cada vez mais nosso coração, pela intercessão, fazendo de nós reparadores de brechas. Deus abençoe sempre, Shalom.
Por Rodrigo Santos
