Minha história de amizade com Maria começou concretamente há quatro anos. Dois anos antes tive minha experiência pessoal com Jesus e sentia que trazia em meu coração muitas resistências em relação à Mãe de Deus. Lembro-me de meu acompanhador aconselhar que eu devesse procurar conhecer mais Maria, pois “não pode encontrar Maria quem não a procura, não pode buscá-la quem não a conhece”. Então, com um desejo de conhecer a Virgem que concebeu a Vida, empenhei-me em procurar e conhecer sua vida.
No ano de 2017, fui apresentado a um Curso de Consagração a Nossa Senhora, segundo o Método de São Luís Grignion de Montfor, e essa foi a porta a qual eu bati a procura de Maria e a encontrei. Durante o curso fomos construindo um estreito vínculo pessoal de filiação materna, onde fui renovando as promessas batismais e me conformando mais a Cristo, pois não há quem conheça mais um filho do que sua própria mãe.
Recordo de uma oração a qual eu falava para Deus da dificuldade de rezar o terço diário e pedia que Maria intercedesse por mim. Naquele dia, Maria com sua poderosa intercessão me deu a graça de contemplar a vida de Cristo por meio dos mistérios do Santo Rosário diariamente, uma arma intercessora que foi capaz de reparar as brechas que o pecado foi abrindo em minha vida e na vida dos meus irmãos.
Maria me ensinou a viver três grandes movimentos de santidade nestes anos: responder com uma fé obediente, esperar com um silêncio acolhedor e viver com uma humildade profunda. Em Maria comecei a responder com meu “fiat” à vontade divina na esperança da união das vontades. Com Maria esperei as promessas e guardei no meu coração tudo aquilo que ainda não entendia, num silencio que acolhe e que não comete erros. De Maria aprendi a viver uma humildade que se coloca em último lugar, que vive a intensidade da intimidade com Deus.
Compreendi que Maria é uma seta para santidade, e que ao imitá-la o Senhor vai transformando a minha vida em terra fecunda. Que no silêncio da oferta de vida escuta-se o grito de libertação das almas aprisionadas pelo pecado.
Compreendi que Maria é uma seta para santidade, e que ao imitá-la o Senhor vai transformando a minha vida em terra fecunda.
Ao escrever esse testemunho lembro-me das palavras de Ronaldo Pereira indo ao encontro de Emmir para apresentar a ela o Tratato da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, de São Grignion de Monfort, “Encontrei o caminho mais simples, mais reto, mais fácil, mais seguro! Muito mais fácil que Santa Teresa! Sem complicações!”, a vida daquele jovem expressou santidade porque ele conhecia a fonte da qual a vida foi gerada.
Que todos os dias meu coração expresse com minha vida as palavras de consagração a Jesus Cristo, pelas mãos de Maria: “Sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence, ó meu amável Jesus, por Maria, vossa Mãe Santíssima”.
Paulo Praciano
Discípulo da Comunidade de Aliança Shalom