
Ao redor da mesa, nesta quinta, dois abismos começam a se aproximar, um atraído pelo outro. Olhares trocados com mais intensidade. De um lado Ele, pronto para morrer de amor. E do outro, nós, perplexos, ansiosos a entender essa estranha capacidade de amar quem não merece. “Não lave nossos pés! Não somos dignos – reconhecemos”. Ele sorri, continua, e ultrapassa as fronteiras de nossa hipocrisia. Como uma lança perpassa nossas vidas inundadas de egoísmo, apenas com o seu silêncio constrangedor.
E há quem rejeite esses dias, desacreditados pelo nosso fraco testemunho e esbravejam ao quatro ventos virtuais e reais que esta semana não tem nada de santa, assim como nós. Que pena. O protagonista é Ele, nós o alvo de sua poesia ressuscitada