Vivemos em um mundo estranho. Muito estranho. Mesmo!
Causa grande surpresa quando as pessoas descobrem que temos 4 filhos. A maioria entra “em choque” e acaba sendo muito espontânea nas reações. Como se algo nas nossas escolhas não encaixasse na concepção de mundo ou de felicidade que eles possuem. Fica pior quando perguntam se ainda queremos mais filhos. Essa pergunta não tem uma resposta muito simples.
Não saberia explicar com clareza as “razões” das nossas escolhas. Nenhuma delas no fundo dá pra explicar em razões, porque se fazemos muitas contas pra ter um filho, desistimos logo [1]. São escolhas livres do coração. Apenas sei que fomos amados por Deus e conquistados por seu amor generoso. Por isso, também queremos ser generosos no nosso amor.
Na primeira pregação do seminário de vida, descobrimos que fomos criados for ação livre do Amor que nos criou para nos amar. E nossa resposta só pode ser amá-lo como somos amados. Ser pai e mãe pra nós é “tipo a mesma coisa”.
Nessa resposta, decidimos consagrar nossas vidas à Igreja como expressão dessa eleição e deixar que nossas escolhas, posturas e também nosso silêncio sejam o painel onde Deus se expressa para esse mundo estranho através de nós.
Já escutei todo tipo de comentários e quase todos ressaltam o quão trabalhoso, custoso, exigente e cansativo é criar um filho. Estão mais do que certos. É justo que muito custe o que muito vale [2].
Das minhas muitas expectativas, a única que eu nutro é a expectativa de que eles sejam santos. O resto é acréscimo. Quatro gotas de água pura neste oceano [3].
David Sena, consagrado da Comunidade Aliança Shalom.
Referencias.
1. Sta Teresinha do Menino Jesus.
2. Santa Teresa Dávila.
3. Madre Teresa de Calcutá.




