
Falar do nosso namoro é falar de amizade, paciência, espera, é falar de tempo de Deus. Nos conhecemos em julho de 2014 numa vigília jovem no Shalom, começamos a conversar pelo Whatsapp e isso foi gerando uma amizade, amizade essa que não nasceu da noite pro dia, mas que foi sendo construída ao longo do tempo. Nós convivíamos, conversávamos e íamos vendo tamanha identificação. Após um tempo, sem ambas as partes saberem, nós começamos a nos apaixonar, mas permanecemos amigos e sem falar disso um para o outro.
Chegou um certo tempo em que tudo foi ficando mais firme, mais concreto e, chegando esse tempo, chegaram também as lutas, Deus que provava nossa amizade por meio da paciência, do perdão, do abaixar-se, do humilhar-se para não perder o outro e foi nessa época que notamos que algo naquele interesse que sentimos um tempo antes também estava ficando mais forte, notamos que as dificuldades só fortaleceram o que sentíamos.
Depois de 1 ano e 3 meses de amizade o nosso coração estava cada vez mais inquieto, queríamos mais e a “ficada” nunca foi nossa opção, pois ficar seria um ato egoísta e dessa maneira nossos corações se afastariam de Cristo, nós queríamos algo da vontade de Deus, algo santo, queríamos um namoro cristão. Depois de muita partilha com nossos acompanhadores, depois de rezarmos, foi discernido que nossa “caminhada” seria liberada, mas o que é “caminhar”? “Caminhar” seria um certo período de oração, orientação e amizade, tudo isso de maneira intensa, esse período para nós durou quase 4 meses. Durante esse tempo amadurecemos o que sentíamos um pelo outro, nos questionávamos se queríamos mesmo viver um namoro cristão com todas as suas graças e renúncias, aprofundávamos mais ainda nossa amizade, conhecíamos qualidades e defeitos um do outro e, principalmente, esperávamos em Deus!
Deus nos mostrou que para viver um namoro é preciso decisão, é preciso renunciar a si mesmo e se dá ao outro sem esperar nada em troca. Amar, primeiramente amar!
Quando olhamos para o nosso namoro hoje vemos que tudo que passamos, felicidades e dificuldades, valeu a pena, valeu a pena esperar por algo concreto, algo de Deus, algo que não é à toa e sem objetivo. E, vivendo a castidade e a pureza, desejamos chegar ao matrimônio, nos doando um ao outro e mantendo Cristo no centro do nosso relacionamento. Valeu a pena! Vale a pena!