Todo mundo tem uma história, e como um cristão, uma das histórias mais poderosas que você pode compartilhar é o testemunho pessoal da sua fé. E como uma das datas mais lindas vem se aproximando, nada como um bom e belo testemunho sobre como é ser MÃE nos dias de hoje, e pra ser mais lindo ele está em forma de conto! Vem participar desta história maravilhosa da nossa irmã Consagrada da Comunidade de Aliança Viviane Lopes da Missão de Aparecida,com os seus personagens da vida real: seu Esposo Ederson, e seus filhos: Maria Isabela,Rafael e Emanuelle. Respire fundo e vem viajar para Nazaré!
Vem comigo a Nazaré!
Cheia de sonhos e de realização profissional, parti.
Fui para outra cidade. Queria ganhar muito dinheiro, ser conhecida, falar muitos outros idiomas e viajar, viajar muito. Este era meu arquétipo de mulher feliz e realizada.
Casar?!
Deus me livre! Homem é tudo igual.
Filhos?!
De jeito nenhum!Estraga o corpo, dá trabalho… Isso não é vida para mim!
Passaram-se os anos e o vazio dentro de mim era imenso. Tinha a sensação de que aqueles castelos de sonhos antigos começavam a ruir.
Foi neste período que encontrei uma antiga amiga. Na verdade, minha mãe me havia apresentado a ela há muitos anos. Eu devia ter seis anos de idade quando nos falamos pela primeira vez. Ela estava ali, ao meu lado, quando os meus vazios eram maiores que eu.
Era ela: Maria de Nazaré.
Uma mulher simples, linda. Uma característica que me impressionava muito nela: Ela era feliz!
Maria não tinha nada do que eu considerava necessário para ser feliz, no entanto, não havia mulher mais feliz que ela.
Tudo nela falava de algo maior que ela mesma e aquilo me atraia pouco a pouco.
Certo dia, Maria me chamou para ir à sua casa, porém, deu-me alguns conselhos:
Para ir a Nazaré é preciso ser pobre! É preciso estar esvaziada do velho que ainda te prende a querer encontrar a felicidade onde ela não está!
Pois somente quando estiver pobre e esvaziada dos velhos conceitos de amor, você vai poder fazer a experiência de ser amada.

Chegamos a Nazaré.
Ufa!Foi um caminho longo trilhado a pé, com Maria me conduzindo. Preciso dizer que, em muitos momentos, eu quis desistir. Não fosse ela, eu não teria conseguido.
Entramos na casa.
Era muito simples, sem muitos adornos. Eu já estava me acostumando com Maria. Nela e em tudo que era dela, não tinha excessos. Ela me disse que os excessos ofuscam a luz que Deus quer fazer brilhar em nós – eu já havia lido isso em algum lugar.

Havia amor tão grande que um se abaixava mais que o outro para amar mais e mais.
Eles eram extremamente pobres de bens materiais, mas eram felizes por terem um ao outro. Maria havia me dito que, no aniversário dela, não tinha ganhado nenhum presente, mas recebeu de José uma declaração de amor: “Maria, porque não tenho presentes, posso me dar a mim mesmo em amor e doação a você e ao nosso Menino!”
Aquilo tudo que eu via e ouvia ia desnudando meu coração, como se uma grossa casca fosse retirada. Eu tremia!
De repente, entra correndo na sala um menino.
Aquele menino me atraiu por inteira. Como se uma explosão de amor criasse algo novo em mim.
Ele pulou nos braços de sua mãe, a abraçava, a beijava e dizia que ela era sua rainha. Fazia questão de repetir: “Você é nossa Rainha! Você é nossa Rainha!”
José, sorrindo, também entrava na brincadeira.

Eu havia achado o tesouro da realização daquela mulher. Ela era! Ela é!
Não era o que ela fazia. Era o que Deus queria dela. Seu reinado não era de súditos, de subordinados, era de filhos. Seu reinado era amar até a oferta mais profunda de vida, com entranhas de misericórdia.
Maria me olhou, olhou-me com muito amor e disse: Agora é sua vez de construir sua Nazaré!
Eu vou com você!
Agora você entendeu que amar é o contrário de usar. Agora você entendeu que o casamento é uma prefiguração de algo do céu.
Vamos, temos muito a andar!
No caminho de volta, Maria me apresentou um homem. Eu logo analisei se ele parecia com José e parecia. Maria fez questão de me apresentar alguém que tivesse características que me lembrassem de José. Eu me casei com ele e Maria se fez presente em cada detalhe. Logo após nosso casamento, fomos presenteados com um filho. Ficou pouco tempo entre nós. Apenas o senti, não o vi. Ele foi para o céu. No entanto, ensinou-nos o valor mais profundo do amor: a eternidade.
Deu-nos a oportunidade de ter parte de nós diante de Deus e nos faz lutar muito pelo céu a cada dia.
Maria ainda nos deu mais três filhos.
Todos marcados pela presença Dela.
Quando chegava o momento do parto, eu dizia a Maria: “Mãe, eu vou provar da alegria que a senhora provou. Esse choro do filho que nasce me lembra as tuas lições de que um filho vale mais que diplomas e que todo dinheiro do mundo.”
Quando os meus filhos pulam no meu colo, lembro-me daquele dia em Nazaré, quando o menino pulou nos braços de Maria e eu lhe disse que achava bonito o amor dela para com seu filho. Sorrindo, Maria respondeu-me: Eu abraço meu filho e abraço Deus.
Hoje eu entendo, pois, quando abraço meus filhos, também acho que estou abraçando Deus.
Obrigada, Maria, por me ensinar qual a verdadeira realização de ser mulher!
Obrigada por me ensinar o segredo da felicidade!
Gostou?! Então vem celebrar conosco essa data especial!!
Jantar das Mães (Comida Mineira)
Dia: 12/05 – 19:30h
No centro de evangelização SHALOM
Av. Padroeira do Brasil – 137 – São Roque – Aparecida
