Uma vida transformada por Deus tem o poder de tocar outras vidas, de contagiar as pessoas com verdadeira alegria e paz revolucionárias. Sim! Revolucionárias, capazes de transformar também quem é contagiado, por atração, de dentro para fora. Foi assim a experiência de amor que viveram Santa Teresa D’Ávila e São Francisco de Assis, padroeiros da Comunidade Católica Shalom, celebrados pela Igreja em outubro.
Teresa D’Ávila, também conhecida como Teresa de Jesus, viveu na Espanha do século XVI. Na infância, já demonstrava o desejo que a conduziria sempre: “Quero ver Deus”. Tornou-se freira, em um mosteiro carmelita em Ávila. Mas somente anos depois de ter abraçado a vida religiosa é que teve uma experiência profunda de mudança de vida. Desde então, passou a cultivar verdadeira amizade com Deus por meio da oração, que transbordou em obras. Fundou 32 mosteiros e foi responsável pela reforma da ordem carmelitana, fazendo com que os religiosos voltassem ao rigor primitivo do fervor e serviço à Igreja.

A esse mundo, São Francisco gritava: “O Amor não é amado”. Filho de comerciante rico da cidade de Assis, depois de buscar nas riquezas e nos prazeres desta terra a felicidade, o jovem descobre que somente Deus pode dá-la. Juntou-se aos pobres, pregou o Evangelho com a própria vida, fundou a ordem franciscana que, depois de 800 anos, continua a conquistar jovens para viverem pobreza, obediência e castidade. Tendo como modelo Francisco de Assis, a Comunidade Shalom vive em sua espiritualidade o amor a Cristo e à construção do Seu Reino, atuando em meio aos pobres, aos enfermos, aos marginalizados. “Eu vim para lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso”, disse Jesus. Somos responsáveis pela propagação desse fogo de amor.
Emanuele Sales
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