A celebração dessa noite de Sábado Santo, é de grande riqueza, profundidade e beleza litúrgica para a Igreja. A Vigília pascal é o centro da Semana Santa, quando acontece o momento culminante: o da ressurreição. Cristo, vencedor da morte faz-se presente em meio a nós, comunicando sua vida nova, e, assim, ressuscitamos com Ele. Santo Agostinho chama essa noite do Sábado Santo de “a Noite santa que é a mãe de todas as vigílias”.
Memoria, presença e esperança são dimensões teológicas as quais somos convidados a mergulhar durante a Vigília, elas nos enriquecem com a realidade vivida por Jesus. Ele é a nossa Páscoa.
A celebração compreende quatro partes: a celebração da luz, a vigília propriamente dita (liturgia da Palavra), a liturgia batismal e a liturgia eucarística.
O Círio Pascal é bento pelo celebrante antes de adentrar na igreja. Nele estão gravadas as letras alfa e ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego, que significa Cristo princípio e fim. Também são aplicados no círio cinco grãos de incenso, em forma de cruz, lembrando as chagas de Cristo.
Iniciar essa celebração na escuridão iluminada pela luz do Círio Pascal que é colocado no centro do presbitério, é uma das maiores expressões de nossa fé. Cristo ressuscitado a luz do mundo! A igreja às escuras, simboliza a humanidade envolta nas trevas do egoísmo, da morte e do pecado e a luz de Cristo ilumina aqueles que dela se aproximam com fé viva.
As leituras bíblicas da Vigília enriquecem-nos com a Palavra que nos traz a memória de toda a História da Salvação, como Deus foi fazendo sua Aliança com seu povo até o seu filho Jesus, Aliança eterna de misericórdia e amor.
A liturgia batismal inundará os catecúmenos da luz de Cristo, alegremente anunciada no início da Vigília. Eles serão batizados com a água benta e consagrada pelo celebrante onde o círio foi mergulhado por três vezes. Nesse gesto, é pedido a Deus que envie o Espirito Santo sobre a água, para assim, os batizados possam se comprometer com o anuncio do reino.
O ponto alto da noite pascal é a liturgia eucarística, onde acontece o encontro pessoal com o Ressuscitado. A comunhão nos torna participantes do triunfo sobre a morte e sobre o mal e manifesta o grande dia esperado, o “o dia que o senhor fez para nós”.
A Páscoa de Cristo é a nossa Páscoa, a Páscoa da Igreja. Rm6,9