Se você já teve a experiência de participar de uma vigília, já deve ter percebido que acontecem de tudo. Adorando a Trindade, contemplamos em Unidade, evangelizando a Comunidade. Há quem dorme, ronca e se assusta com o próprio barulho. Outros que não acordam, mas estão ali, dobrando o orgulho. Há quem se encosta no canto e luta para não cair. Outros que se põem de pé por amor a Deus para não dormir.
Há quem pestaneja, com olhos vermelhos de cansaço e sono, mas ali estão de joelhos diante do vosso Divino Dono.
Há quem o sono não é problema, mas se ajoelhar é dilema e sacrifício. Limitados por doença ou fraqueza, estão ali no ofício.Há quem se ajoelha minutos, horas se preciso for. Intensificam a penitência, o jejum e a oração a Nosso Senhor.
Não há melhor ou pior em nossa adoração. Somos vasos de argila mesmo que nos unimos por amor a Cristo, e ao irmão e a Missão. “Tenho medo da graça que passa sem que eu a perceba”, disse Santo Agostinho. Quem faz vigília entendeu o Caminho! Chegará o dia que toda a Comunidade em adoração no mesmo dia e hora. Sonhemos com a eternidade para toda Obra.
Se for da Vontade de Deus, eis-me aqui. Shalom!
Alessandro de Araújo Silva
Postulante
