
Ainda sem ter passado por retiros, aulas, congressos ou lido muitos livros ao respeito, toda pessoa tem um conceito mais ou menos estabelecido do que seja vocação. É aquele tipo de palavra que nos custa enclausurar num significado, mas que intuitivamente constatamos que sabemos por senso comum. Se fôssemos perguntados: “Você sabe o que é vocação?”Responderíamos enfáticos: “Sim, eu sei!”

Esse é um conceito intuitivo e social do que seja vocação,que recebemos do convívio e daquela intuição própria do Espírito, da consciência que nos inspira a vontade de Deus. São muitas as coincidências, mas porque este conceito traz suas influências da sociedade, da história, dos valores atualmente estabelecidos, cria em nós falsas ideias, uma mentalidade sutil e por vezes equivocada.
Um dos perigos desse conceito social é acreditar que vocação se relaciona a aptidão, capacidade, talento. Esse é um critério instrumentalista do que seja vocação. Esta, para o cristão, tem um dado divino fundamental. É uma iniciativa de Deus, livre, incondicionada e, por vezes, humanamente inexplicável. A vocação indubitavelmente tem um dado que remete a estatura de Deus, que interpela e convida a não viver segundo medidas humanas,mas que eleva a existência ao transcendente. Toda vocação autêntica terá como pedra de toque esse extraordinário, essa medida que me ultrapassa e que sem o auxilio da graça reconheço ser irrealizável.
Seria como um copo que precisa ser cheio para que a vocação seja plena em mim, mas que reconheço que existe em meu interior apenas uma pequena parcela, impossível para encher totalmente o copo. Esse reconhecimento me põe nas mãos providentes do Senhor, que me cumulará com a sua graça,dando-me o que não existe e gerando o que não há em mim de fidelidade, de amor.
Se ainda creio, contudo, que vocação é uma aptidão a ser realizada, me espantarei e me afastarei diante da grandiosa proposta de Deus,julgando que aquilo não seja para mim, que não tenho condições de corresponder,que não sou capaz para tanto. Afastar-me-ei triste, apoiando-me muito mais em mim mesmo e desconfiando da potência da graça. Amargarei uma vida menor, mais triste, menos realizada, pelo meu insistente medo de dizer sim.
Essa é uma sabedoria de Deus em relação à vocação. De outra forma, sofreria o risco de crer-me capaz, da vocação me ser possível, de ser um feito realizável por minha boa vontade ou força. Não o é! “Ninguém triunfa se apoiando em suas forças!” diz o salmista.
Vocação não é talento, não é capacidade, não é aptidão! É eleição benevolente, misericordiosa. É o livre beneplácito do Senhor, que nos elege para que em nossas forças insuficientes resplandeça a sua Glória. Ele nos escolheu, e o fez porque quis. Não há justificativas para além disso.
Lembro-me que dentro de meu discernimento vocacional, o Senhor me levava a perceber sua vontade justamente porque era inimaginável a mim, me superava, me interpelava. Reconheci em ultima instância que era um Desejo gerado pelo próprio DEUS, pois eu mesma o desconhecia.
Que Deus nos conduza à liberdade e alegria por reconhecer sua escolha livre por nós e nos leve ao abandono de trilhar por caminhos onde ele seja a nossa força e, abandonados, digamos no sempre do hoje o nosso FIAT,“faça-se”.
Form ago 2010
Gminha tei muito da publicação a respeito da vocação. Pois eu bem passei a minha vida a procura de cumprir lá de descobri o q
Deus q de mim…Infelizmente o tempo passou mais Deus continua
a mim chamar e como não sou mais adolescente muitos acham
q estou velha p seguir a Deus. Já tentei vê se conseguia fazer o vo
c acional mais n obtive resposta …Não o q Jesus nosso Salvador q com isso tudo.As vezes vc meio q depressiva por vc tentar acertar
e nada. Amei a publicação tem a vê. Fiquem com Jesus e Maria.
A mi