Com o objetivo de evangelização e participação na obra, o evento possibilita contemplar que há mais alegria em dar do que receber.
No último domingo (18) aconteceu na Missão São Paulo a tradicional noite do pastel organizada pela secretaria vocacional. A recepção, animação e todas as atividades do evento ficaram sob a responsabilidade dos vocacionados. Uma oportunidade para servir e dar de graça aquilo que de graça receberam.
“Foi uma oportunidade de convivência, e poder sentir a pertença do ser Shalom”, explica Sebastião Fernandes, vocacionado que ficou responsável pelo caixa durante a noite. “Engraçado é perceber que a graça de evangelizar sempre nos alimenta. Saí no domingo cansado, mas com sorriso no rosto e preenchido por dentro”, enaltece.
Evangelização e participação na obra: são esses os dois principais objetivos para a realização do evento. Evangelizar com um sorriso, um olhar, um abraço, um “seja bem vindo”. Evangelizar com palavras de conforto ou simplesmente por estar ali. Para os que estão vivendo o tempo de descobrimento da vontade de Deus, mergulhar no carisma e na identidade da comunidade é necessário. E viver essa experiência servindo ao próximo traz fecundidade a esse tempo.
O Centro de Evangelização estava cheio. Por ser domingo, toda a comunidade se reúne para, como família, participarem da Santa Missa. Chovia na cidade. Juntou-se o útil ao agradável: enquanto a chuva não passava, aguardavam na lanchonete e compravam o pastel.
Para Thielly Cristina, vocacionada que pela primeira vez cantava em um evento na missão, a emoção foi grande. “Já participei de vários eventos no Shalom, mas poder ver a casa cheia e saber que “eu” estava ajudando nessa evangelização é maravilhoso”, explica. “Senti o agir de Deus em minha timidez mostrando que é só pela graça que Ele realiza as obras em mim e que meu humano não é capaz de agir bem sozinho”, descreve com o coração transbordando gratidão.
Além da Thielly, o ministério de música que animou a noite foi formado pelos também vocacionados João Paulo, Camilla Santos e Ellen Roque. Juntos, transbordaram a alegria em ser Shalom por meio dos louvores que entreteram o público presente.
“Era explícito nas pessoas a alegria de estar ali, nos olhares, nas conversas”, conta a vocacionada Andréia Bueno. “Toda a equipe servia com um sorriso no rosto que vinha do alto. Era notável a alegria do sair de si e ir encontro ao próximo, por amor a Deus e ao outro.”
A casa estava cheia. Mais do que o esperado. Por conta disso, houve demora na fritura dos pastéis e entrega dos pedidos. Mas nada que tirasse o brilho da experiência que estava sendo vivida. Quando tudo começou, há 34 anos, os primeiros garçons da lanchonete Shalom passaram por essa situação. Mas o que estava sendo feito era tão maior que nada conseguiria destruir a alegria do servir, do contar com a providência e o cuidado de Deus.
“Graças à Deus as primeiras dificuldades internas foram vencidas”, comemora Vando Cabral, vocacionado que coordenou os garçons. “Logo quando o pastel acabou, sentimos um grande júbilo tomar conta de nossos corações, eu olhava para os meus irmãos dávamos glória à Deus pela noite que tinha sido maravilhosa”, enfatiza.
Ao final da noite, a alegria que transbordava no coração de cada um que esteve no evento era visível. A palavra que saía da boca dos envolvidos era somente gratidão.
“Pra mim é muito gratificante pois consegui sentir e constatei em todos que realmente a mais alegria em dar que em receber”, conta Michael Mota.
Para Andréa Mendes, o serviço é a oportunidade de ser útil para Deus e para os irmãos. “A noite do pastel foi linda! Um trabalho em equipe que tornou tudo mais leve e mais tranquilo.Muita alegria,parceria e amor”, relata. “Sou muito grata a Deus,porque ser Shalom é maravilhoso, até fritando pastel.”
