Formação

Você sabia que toda amizade genuína integra amor?

Gosto muito da capacidade de me ver em meu amigo, porque encontro nele a liberdade de me mostrar, na sinceridade nua e crua, sem maquiagem, sem constrangimentos, sem medo de parecer alguma coisa que não sou.

Tenho um amigo que me entende sem precisar de muita explicação por sua escuta empática. Aquela escuta atenta.

Em um mundo no qual as pessoas defendem tanto os seus próprios pontos de vista e berram verdades absolutas,  a arte da escuta é uma preciosidade, é um achado valioso.

Gosto muito da capacidade de me ver em meu amigo, porque encontro nele a liberdade de me mostrar, na sinceridade nua e crua, sem maquiagem, sem constrangimentos, sem medo de parecer alguma coisa que não sou.

Gosto dele porque aqui entre a gente, abraço já é diálogo. Gosto muito porque ele traz com facilidade aos meus dias um toque de “levanta essa vibe”, recordando que “cada dia é dia de ser feliz”.

Entendo complementaridade como a riqueza que mostra que o outro que é diferente de mim e que por isso me desafia, me questiona, me apresenta o mundo sob outras perspectivas.

Por tudo isso, os meus melhores amigos são aqueles que trazem crescimento, me ensinam a ser gente e, de quebra, com leveza, lembram que o amor é simples como tomar um café acompanhado durante a tarde. É verdadeiro e concreto.

E mesmo em uma sociedade líquida como a nossa, é possível estabelecer laços fortes e construtivos. No livro “Os Quatro Amores”, C.S. Lewis explora a natureza do amor na perspectiva cristã e apresenta a amizade, a Philia, como um amor admirável, porque é gratuito.

Uma pessoa, quando está fragmentada, procurará meios de satisfazer a si própria no outro. Ela pode inventar um amor romântico onde não existe para responder às suas próprias idealizações e expectativas. Pode criar fantasias visando a seus impulsos sexuais.

E aos poucos, vai deixando passar a singularidade que é dividir o seu universo próprio com outro ser humano que está bem ali na sua frente desejando compartilhar uma época, uma experiência… vai deixando de lado a amizade, que é um dom gratuito.

É por isso que eu acho que a gente não sabe falar sobre castidade. Ou que explica só pela metade. Porque se ser casto é ser inteiro, então a castidade é um canto da liberdade humana, da gratuidade, do amor desinteressado.

A amizade verdadeira sempre vai ser uma doação, nunca uma privação. Representa, em termos práticos, silenciar em si o egoísmo, sempre com o objetivo de exaltar o valor do outro de maneira singela e poderosa, rendendo-se à sacralidade do ser.

E isso tem tudo a ver com amor, com ser pessoa. 

É bom se saber amigo. É divina a ternura nas relações com aqueles que plantam tanto brilho em nossas vidas. Não desista de amar genuinamente àqueles que estão ao seu lado nesta caminhada.


Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Comunidade Shalom. É proibido inserir comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem os direitos dos outros. Os editores podem retirar sem aviso prévio os comentários que não cumprirem os critérios estabelecidos neste aviso ou que estejam fora do tema.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *