Na plenitude dos tempos, O Pai nos deu o Filho. Fez o completo ato de amor: deu-nos o Filho e nos deu ao Filho. Nele, deu-se a si mesmo a nós. Por ele, nos deu o Espírito, mas isso é outra história.
Ao dar-nos o Filho e, com Ele, todas as coisas (cf Rm 11,36) Deu-se a si mesmo a nós: “Eu e o pai somos um” ( cf Jo 10,30). A humanidade recebe assim em sua história e em sua carne, o próprio Deus quando o verbo se fez carne, se fez homem.
Recebemos do Pai o incomparável presente do Filho e, com Ele, por Ele e Nele, recebemos o Pai e o Espírito
Acolhemos o Filho em Maria, a menina-sim de Nazaré e aqui se dá algo belo que devemos trazer no coração: o Filho recebido do pai, acolhido em nosso corpo, em nossa natureza humana, é devolvido ao Pai por nós na dolorosa passagem e feliz vitória da morte e ressurreição.
Na cruz, entregamos o Filho ao Pai pelas mãos de Maria que o oferece e no coração humano-divino de Cristo que se abandona em Suas mãos.
Jesus nos coloca em relação redimida com o Pai e nos ensina que a fonte do Amor é o dar-se Trinitário e que não há outro segredo ou outra forma de amor senão o dar-se eterno, o eterno e insondável segredo da doação total de si mesmo para a vida do outro.
Jesus nos ensina que é o doar-se inteiramente a dinâmica do amor. E que ela é a Paz.
Maria Emmir Oquendo Nogueira
Cofundadora da Comunidade Católica Shalom
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