Durante o Renascer, vivemos dias intensos de encontro com Deus, marcados pela alegria, pela escuta da Palavra e por experiências profundas de fé. A cada dia, fomos conduzidos por um caminho espiritual que nos ajudou a compreender que a verdadeira alegria não passa: ela nasce de Deus e nos conduz à eternidade.
Primeiro dia: escolher Deus como nossa verdadeira alegria
A pregação do primeiro dia partiu do Evangelho do jovem rico (Mc 10,17-22) e nos provocou a refletir sobre aquilo que possuímos e, principalmente, sobre o que ocupa o nosso coração. A pergunta foi direta: quem conclui essa história — nós ou Deus?
Fomos convidados a confiar plenamente no Senhor, a entregar o que não vem d’Ele e a compreender que é possível começar a viver a eternidade já aqui. Percebemos que a alegria verdadeira não está nas posses, mas na decisão de seguir a Deus, mesmo quando isso exige escolhas difíceis. Como dizia Chiara Corbella: “Deus não tira nada. Deus dá tudo.”
Aprendemos que nada e ninguém pode nos tirar a alegria eterna quando ela está firmada em Deus, que deseja conduzir nossos passos na alegria da eleição que Ele mesmo fez por nós.
Segundo dia: a alegria que cura e liberta
No segundo dia, fomos conduzidos à experiência da misericórdia, compreendendo que a alegria tem um nome e um rosto: Jesus. Uma alegria que cura, liberta e nos faz testemunhas vivas do amor de Deus.
Ao contemplarmos a cruz, reconhecemos o maior ato de liberdade da história: Jesus que, por amor, se entrega por nós. Mesmo quando nos escondemos, como Adão e Eva, Deus vem ao nosso encontro e nos pergunta: “Onde você está?”
Sentimos que a misericórdia alcança o mais profundo do nosso coração, cura nossas feridas e nos torna capazes de amar como Deus ama. Descobrimos que nenhuma queda é definitiva, nenhum pecado é maior que o amor de Deus e que todos somos dignos dessa misericórdia que transforma vidas.
Terceiro dia: uma vida nova no Espírito Santo
No último dia, fomos levados ao encontro com a terceira Pessoa da Trindade: o Espírito Santo. A partir de Pentecostes (At 2), abrimos o coração para viver a mesma experiência dos apóstolos: deixar-nos transformar pela ação do Espírito.
Reconhecemos que o Espírito Santo é Aquele que tem pressa em nos amar, que nos conduz à santidade e nos faz viver uma vida nova em Deus. Compreendemos que não é possível ter uma experiência real com o Espírito e permanecer do mesmo jeito: tudo o que Ele toca, Ele transforma.
Aprendemos que ser santo não significa nunca cair, mas cair e levantar-se, escolhendo Deus todos os dias. Com um simples “sim”, o Espírito Santo faz novas todas as coisas e escreve uma nova história em nós.
O Renascer foi, mais uma vez, um pretexto de Deus para nos encontrar. Foram três dias que nos lembraram que a verdadeira alegria não acaba, porque vem do céu — e começa agora.

