
A conferência de Varsóvia é um ponto de passagem no caminho rumo a um possível novo tratado climático em 2015 para reduzir as emissões globais de carbono e combater o aquecimento global. Mas as negociações estão a avançar com muita dificuldade, sequestradas pela divisão clássica entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Um dos principais problemas é a discussão sobre como os países ricos financiarão os mais pobres para lidarem com os efeitos das alterações climáticas. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, apelou aos países para apresentarem compromissos concretos até Setembro do próximo ano. Nessa altura, chefes de Estado e de Governo vão reunir-se em Nova Iorque para discutir o assunto, num evento promovido por Ban Ki-Moon à margem das negociações oficiais.
Membros de organizações ambientalistas e humanitárias, como a Greenpeace, WWF, Amigos da Terra, Oxfam e Christian Aid, deixaram o estádio onde decorre a conferência vestindo camisolas com a inscrição “Nós voltaremos”. Já a Rede de Ação Climática Europeia, que reúne organizações não-governamentais da UE, preferiu permanecer na conferência, apesar de compartilhar das razões do protesto.
Fonte: Jornal “Público”/ Rádio Vaticano