A lógica da Cruz quebra a lógica do mundo

O segundo dia de retiro da Semana Santa começou com um grande louvor. A parte da manhã foi dedicada a oração e a pregação sobre o sentido da Cruz. Angelica Cunha, missionária da Comunidade de Vida, explicou para os participantes do retiro que a lógica da cruz quebra toda lógica do mundo. “A cruz é o cume da fraqueza. É o cume da injustiça. É o cume do pecado. É o cume do desespero. Jesus ao ser pregado na Cruz dá sentido as coisas que não faziam sentido” Ela enfatizou ainda a importância de colocarmos a cruz no centro das nossas vidas. “É a cruz que nos permite alcançar a verdade. A cruz vence o nosso orgulho. Ela abre um caminho antes inacessível para nós por conta do pecado.” Angelica finalizou dizendo que na Sexta-Feira da Paixão é o dia de celebrar o Amor. O Amor que não desiste de nos amar. Após a pregação, houve a Via-Sacra na nave central da Catedral Metropolitana. A encenação emocionou e conduziu fortes momentos de oração.      Tâmara Carvalho

4° edição do D.I.A na praia recorda os 10 anos de falecimento de Guido Schaffer

No dia 1º de maio completam-se dez anos da páscoa definitiva do Servo de Deus Guido Schäffer. Para homenagear o médico, seminarista e surfista carioca que está em processo de beatificação e canonização, será realizado nesta data o evento campal “D.I.A. na Praia 2019” na Praia do Guido, trecho recém batizado próximo ao posto 11 do Recreio, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A programação contará com surfe, adoração, missa, música ao vivo e haverá confissão durante todo o evento. A sigla do evento, “D.I.A.”, surge da expressão em latim Duc In Altum, que significa “buscando águas profundas”. A abertura será às 8h, com bênção de Dom Roberto Lopes sobre as pranchas de surfe. O objetivo do DIA é de ser um grande evento de evangelização: a praia, o louvor a Deus, a participação na Santa Missa, a vivência do sacramento da confissão. Todas essas atividades numa mesma manhã, visando encorajar as pessoas a um encontro mais íntimo com Jesus. Para essa edição há novidades. Haverá replantio da vegetação próxima à Praia do Guido, com apoio da área ambiental da prefeitura e do Instituto E. Essa ação de recuperação do meio ambiente, além de alinhada com a personalidade do Guido, é um fator adicional de atração dos jovens por ser uma causa que a maioria deles se preocupa e se engaja. “O evento é destinado a todas as pessoas que querem experimentar o amor de Deus, desde as crianças até os “jovens da melhor idade”. Esse é um evento que, de fato, mobiliza a Associação Guido Schaffer toda porque o trabalho é bem grande. A logística é construída a partir da mobilização de todos os membros da associação de acordo com seu expertise. Há pessoas envolvidas na comunicação, tem outras que se envolvem na preparação do evento, na montagem, outras na liturgia, livraria, e assim por diante”, declarou um dos organizadores do evento, Eduardo Martins. O tema deste ano é uma das frases favoritas do Servo de Deus Guido Schaffer: “Estreita é a porta e apertado é o caminho que leva ao Reino dos Céus. Muitos tentarão e poucos conseguirão”.      Tâmara Carvalho 

Se o pecado foi pago na Cruz, por que continuamos a pecar?

Padre Rômulo dos Anjos, consagrado da Comunidade de Vida, pregou sobre o “Pecado e a Salvação” no Seminário de Vida no Espirito Santo.  Ele explicou aos participantes os principais pontos do pecado que afetam as pessoas. “O pecado é inimizade com Deus. Ele nos manteve reféns, prisioneiros e incapazes”, partilhou. Mas mostrou que Deus na sua infinita misericórdia dá caminhos para a reconciliação, porém para conseguir trilhar esse caminho de salvação há a necessidade de reconhece-se pecador. “O pecado foi pago na cruz, por que continuamos a pecar?”, é um dos questionamentos levantados pelo Pe. Rômulo para entender a influência do pecado na vida humana, que tomou força quando as pessoas se desacostumaram com a grandeza de Deus e passaram a temer a ela, causando um afastamento e medo de reconciliar com Ele. Mas esse é um erro que deve ser corrigido. “Não a nada na minha e na sua vida, que não possa ser alcançada pelo poder da graça de Deus”. “O pecado fala ao coração do ímpio – Sl 32, 2-3”, Padre Rômulo mostra que o pecado procura corações para serem suas “cátedras”, e com o coração cheio dele não se consegue reconhecer o pecado que habita dentro de si. “Estou aqui nessa manhã, queira Deus, para convencê-los que somos pecadores. Para quê? Para experimentar a força da graça e da salvação” comenta o padre. Ele também fala brevemente sobre o seu testemunho de quando jovem tinha tudo, entretanto sentia um profundo vazio, porque não tinha percebido qual era a vontade de Deus em sua vida. Para demostrar de forma mais concreta o efeito do pecado e da morte eterna, Padre Rômulo conta com uma encenação durante a pregação de três personagens do evangelho que tiveram a graça de serem ressuscitados por Jesus e que São Agostinho fez um “diagnóstico” de três formas de morte no pecado. A filha de Jairo, que com apenas 12 anos faleceu em casa, depois de ser acometida por uma doença, Santo Agostinho fala que esse é o primeiro tipo de morte no pecado: o pecado que entra dentro de cada um e não sai, leva a morte e poucos percebem. O segundo é o filho da viúva de Naim, que a caminho de seu sepultamento Jesus vai ao seu encontro e o ressuscita. Segundo São Agostinho, esse caso é um pouco mais grave, porque o morto saiu de casa, quando o pecado que entrou no coração se torna obra ruins e todos podem ver, através da fala, agir e viver. Já o terceiro é Lázaro, que quando Jesus vai ao seu encontro ele já tinha sido sepultado há quatro dias, esse tipo de morte no pecado é o mais grave de todos, pois o pecado além de ser concebido saiu de casa e foi sepultado. É quando o pecador está submergido no pecado e ainda conta vantagem de estar nessa situação e brinca com ela, que é um retrato da sociedade de hoje. Mas o padre mostra que acima de toda morte Jesus vai ao encontro para reavivar cada pessoa com sua paz, “Jesus é capaz de olhar para você e dizer: vem para fora. É capaz de te tirar do pecado, ressuscitar e nos libertar”, explica Pe. Rômulo.

O orgulho se veste de autossuficiência

“O que é a Paz?” foi essa a pergunta-chave das manhãs no Reviver e foi com ela que os participantes puderem refletir sobre o tema central do encontro: Cristo é a nossa Paz. Conduzidas por Roger Valin, consagrado da Comunidade de Aliança, as pregações matinais contaram com fortes momentos de cura e libertação. O que ou quem é a paz? Roger realiza uma breve dinâmica exemplificando a Santíssima Trindade e a grandeza de Deus em seu amor. “Tem aquele que ama: o Pai. Aquele que amado: o Filho. E tem o próprio amor que é o Espirito Santo. O amor na sua essência sempre é trino”. E explica como a “plena paz” que podia ser vivida sobre os desígnios do Senhor, foi retirada do mundo por meio da desobediência e o afastamento vividos no Gênesis pelo homem e a mulher quando ouviram as indagações de Lúcifer. “Lúcifer, dividiu o homem e a mulher de Deus, da natureza, de si mesmo e causou uma divisão dentro de nós” comenta Roger. Ele explica que foi lançado ao coração do homem e da mulher desconfianças sobre o amor de Deus e que essa não é somente a uma história acontecida no antigo testamento, mas algo que faz parte da vida de todos até hoje. Entretanto, Deus permanece propondo diariamente o amor para a proximidade seja retomada.   Falsos sinônimos da paz Roger coloca também em evidência outras coisas que erroneamente costumamos chamar de paz como: os prazeres (sexo e drogas), dinheiro, trabalho e pôr fim a paz de amar a sua família, ele explica que por mais profundo que seja esse amor, não gera uma paz que possa preencher alguém por completo.   Como experimentar a paz Roger descreve que a atitude no evangelho da “Pecadora perdoada”, Lucas 7, 36-50, é uma cartilha para viver da melhor maneira a paz. E explica que o orgulho é o principal inimigo para se afastar de Deus e não viver a paz. “De dia o orgulho se veste de autossuficiência, “está tudo bem” e a noite de desespero e desesperança”, partilhou.

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