Assembleia sobre o Ronaldo Pereira

1 ano da Obra em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro

Dom Orani pede que fieis percebam a Igreja de forma universal

O cardinalato trouxe ao arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempestade, um aprimoramento na sua missão. Durante celebração eucarística presidida por ele na Catedral Metropolitana de São Sebastião nesta terça-feira, 25 de fevereiro, Dom Orani destacou que assumiu com o sucessor de Pedro um compromisso que é um serviço universal na Igreja. O arcebispo do Rio de Janeiro foi criado cardeal pelo Papa Francisco durante consistório realizado em Roma no último dia 22 de fevereiro. O cardeal pediu que os fieis compartilhem com ele essa dimensão da universalidade e catolicidade da Igreja. “Peço que todos compartilhem comigo essa dimensão universal da Igreja”, disse. Ele ressaltou a importância da unidade dentro da Igreja. Aplaudido por centenas de fiéis, Dom Orani chegou à Catedral na tarde desta terça-feira. Depois de rezar a oração do Angelus, ele presidiu celebração Eucarística concelebrada por todos os bispos auxiliares, eméritos e por bispos do Regional Leste. Durante a celebração, foi entregue a carta pastoral sobre o ano da caridade. Dom Orani lembrou a acolhida que os cariocas deram aos jovens e ao Papa Francisco durante a JMJ Rio 2013. “Esse acolhimento deixou o Santo Padre feliz. Ele disse que nós somos ladrões porque roubamos o seu coração”, lembrou. Evangelização e caridade Durante a homilia, Dom Orani destacou a importância da evangelização para a Igreja. Ele lembrou que o tema da Jornada Mundial da Juventude nos impulsionou a ir e fazer discípulos. Ele destacou ainda que a arquidiocese vive o ano da caridade.Nós estamos no ano da caridade. “Unidos por causa de Cristo somos chamados a encontrar a verdadeira maneira de servir a humanidade”, ressaltou. O arcebispo lembrou ainda que o Papa Francisco disse que os novos cardeais deverão configurar sua vida a Cristo e buscar a santidade para estar a serviço. Ele disse ainda que é preciso pedir a graça da evangelização e da missão e de que como Maria digamos o nosso SIM. “Que essa celebração seja para pedirmos a graça de crescer na evangelização”. Durante a manhã, Dom Orani esteve com as irmãs missionárias da caridade. Foto: Angélica Rocha Veja matéria em vídeo aqui: http://youtu.be/OIHtre2wzpk

Do Acamp’s à missão

Jorge Felipe é um jovem “anormal”. Ele largou sua vida no Rio de Janeiro para ser missionário. Tudo isso aconteceu após sua experiência com Deus no Acamp’s. Confira o testemunho: Em janeiro de 2011, eis que recebo um convite para um “tal” de Acamp’s. Não hesitei em aceitar, afinal o convite foi feito nestes termos: “Vamos Jorge, vai ter piscina, tobogã, cachoeira, campo de futebol e de vôlei, e muito mais”. Realmente não poderia negar um convite desses, porém, eu já com minha tamanha falta de confiança em Deus disse: “Mas eu não tenho dinheiro não viu…”, mas surpreendentemente, fui de graça pela Pastoral do Menor. Decorreram os dias, e eu estava cada vez mais atraído por tudo. Algo me atraía, o modo de rezar, as músicas, o cuidado dos servos, mas não era só isso, muitas outras coisas me atraíam, na época eu não sabia o quê. Enfim, acabou o Acamp’s, e em mim havia o desejo tremendo de dar continuidade àquela experiência, porém eu era menor de idade e morava muito longe do Shalom, e minha mãe não permitia que eu fosse sempre. Fiquei durante 2011, indo algumas vezes ao grupo, indo aos eventos, mas aquilo não bastava, eu queria mais. E em 2012, fiz novamente o Acamp’s, porém, Deus dessa vez foi bem mais incisivo, e foi aí que percebi que ali era o meu lugar. E eis que eu ouço a palavra que mudaria minha vida por completo: “Vocacional”. Não levei muito a sério pois me achava um jovem muito desleixado com a minha fé e vida de oração. Comecei a freqüentar o grupo de oração, afinal já tinha 18 anos, já tinha ministério, mas o Vocacional ainda não me atraía. Foi em uma partilha que um irmão me disse: “Jorge, a vocação é via de salvação para nós, é onde Deus nos santifica. Nós temos a vocação justamente porque somos fracos e lentos”. A partir dessa conversa, eu me abri ao Vocacional, porém já estávamos no mês de junho e as formações já haviam iniciado. Decidi, diante da minha vontade, esperar o ano seguinte, mas os planos de Deus eram outros. Um dia, quando dormia na casa masculina da Comunidade de Vida, um irmão me convidou para ir ao Vocacional. Fui, fiz o plantão, e no mesmo dia recebi a resposta. Entrei no Vocacional, trilhei o caminho em 2012, mas não pedi ingresso na Comunidade. Permaneci no ano seguinte (2013). Em 2013, servi no Acamp’s, e ali eu percebi: “Nossa, quantos irmãos se doam pra que esses jovens tenham uma experiência com Deus, eu também preciso dar a minha vida pra que outros jovens sejam alcançados”. E ali, me decidi de verdade e de forma concreta a dar a minha vida. Em maio de 2013, comecei a rezar com o desejo de ir como “jovem em missão“, pois percebi o quanto Deus, sem precisar, quis precisar de nós. Percebi que a oferta de muitos irmãos que foram em missão para o Rio me alcança, por que não eu também ir em missão? Em junho, fiz experiência na Comunidade de Vida, e Deus só confirmava. Em julho, aconteceu a JMJ, e eu disse pra Deus: “É por esses jovens que eu quero dar minha vida, se minha vida inteira for consumida pra que ao menos um jovem tenha uma experiência com o Amor de Deus, a minha vida valeu muito a pena”. Em agosto, pedi pra ir como “jovem em missão”. E no dia 20 de dezembro de 2013, recebi minha resposta, eu partiria em missão para Belo Horizonte. Hoje sou extremamente feliz, pois percebo a grande graça que o Acamp’s gerou em minha vida, pois dali brotou minha experiência de Amor por Deus. Ali, nasceu, o desejo missionário no meu coração e hoje posso atestar: “Se hoje minha vida se consome pela Igreja, pelos jovens, e pela humanidade, é porque o Acamp’s gerou esse desejo em mim!”. Jorge Felipe de Jesus (jovem em missão em Belo Horizonte)

Emmir Nogueira fala aos missionários do Shalom no Rio de Janeiro

A escritora e cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Maria Emmir Oquendo Nogueira, reuniu-se com os missionários do Shalom na capital fluminense em assembleia, na noite desta segunda-feira, 3 de fevereiro. Ela pediu que os cariocas sejam incansáveis na evangelização. O encontro aconteceu no prédio da Mitra Arquidiocesana. “Rezo por vocês e peço que sejam incansáveis na evangelização”, afirmou. Emmir agradeceu o empenho dos missionários durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013 e pediu que aproveitassem os frutos da presença do Papa Francisco na cidade maravilhosa. “Temos os frutos da Jornada e um povo muito aberto à evangelização”, ressaltou. Emmir destacou que depois da JMJ começa “uma nova etapa de evangelização”, e pediu uma atitude de fé e coragem a exemplo do rei Davi, cuja história foi narrada na primeira leitura desta segunda-feira. Segundo a Sagrada Escritura, o rei hebreu não se deixou abater pela calúnia.

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