“Em tuas mãos eu entrego o meu espírito.” No grito último de Jesus se encontra toda a entrega, o ato de amor dado sobre o madeiro.
O silêncio que reinou há mais de dois séculos reinou ontem, sexta-feira, e que se estende até este sábado fechou o primeiro dia do nosso Retiro de Semana Santa.
Ontem, toda a reflexão da manhã nos preparou para este momento de silêncio, onde o nosso olhar se comunica com o de Maria: um olhar desolado. Mas este sentimento é especialmente vivido pela Igreja não como uma derrota, mas uma preparação necessária para a grande vitória.
Essa vitória, essa oferta de amor, porém, não esqueçamos se dá por meio da cruz. Na Via Sacra encenada em toda a Igreja vemos o quanto o sangue falso passado sobre o corpo dos vários “Jesus” nos toca, nos angustia. E nós silenciamos, mas silenciemos no amor.
A Via Sacra do Amor Esponsal encenada pelo nosso ministério de Arte nos introduziu a este amor, que infelizmente, é pouco notado em meio a dor e o silêncio. A cada estação, um gesto, um olhar, representava o Emanuel, aliás, tudo era Cristo, tudo era amor e aos poucos silêncio. Profundo silêncio que marcou a cabeça baixa de um Jesus que morre para a vida, que desce a mansão dos mortos para voltar à direita do Pai.
Silêncio. Remanso que dura até a segura ressurreição. Confiemos. Neste sábado tem mais retiro, aliás, já está rolando. Não perca tempo e venha logo!
Boa Semana Santa! Shalom!
Shalom
Balanço de Sexta-Feira
