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Bandeira branca, amor

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Bandeiras. Em geral, representam algo em que se acredita, manifestam um sentido de pertença. Não é raro ver uma bandeira ser carregada para comemorar, honrar, reivindicar, protestar, torcer. No entanto, apesar de as bandeiras representarem um povo unido com um objetivo comum, nos últimos tempos, elas têm sido levantadas mais para segmentar do que para unir. E apesar da constante luta por igualdade, a sociedade tem-se fragmentado cada vez mais com o surgimento frequente de novas e novas “bandeiras divisoras”!

Uma destas bandeiras é a busca por direitos iguais. Estaria ela dividindo ainda mais a sociedade? Talvez devamos diferenciar “direitos iguais” de “igual dignidade”. Um jovem, por exemplo, nunca terá o mesmo direito de um idoso de adiantar-se na fila. Em dignidade, porém, conviria lutar para que ambos fossem sempre valorizados, mesmo que nas suas diferentes características. Neste caso, qual seria nossa bandeira?

Quando se trata de direitos, dificilmente alguém hesitaria em dizer “não”. No entanto, partindo do exemplo acima, muitos outros ainda surgiriam para mudar esta estatística. A verdade é que erguemos bandeiras todo o tempo e, por vezes, quase sem pensar, acabamos “unidos em torno de bandeiras que dividem”. O Papa Francisco traduziu isto com a antítese entre construir muros e construir pontes.
No dia 19 de novembro, comemora-se o Dia da Bandeira do Brasil, um país continente conhecido pela sua diversidade de culturas, sotaques, comidas, vegetações, climas. Talvez seja hora de lançar um novo olhar sobre as tantas bandeiras que se levantam nas ruas e sonhar um mundo onde pessoas diferentes têm igual dignidade. Um mundo onde o ser humano é valorizado pelo que é e não pelo que pode fazer. Quem sabe um dia levantaremos juntos a mesma bandeira, como cantamos no hino deste dia, um “lindo pendão da esperança” para fazer deste país um “símbolo augusto da paz”!
Leonardo Biondo

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