
«Relativamente à forma de celebração dos casamentos, observou-se uma inversão da relação entre os casamentos celebrados apenas na forma civil e os casamentos celebrados de forma católica: até 2006, embora com percentagens cada vez menores, os casamentos eram maioritariamente celebrados na forma católica; a partir de 2007, os casamentos são maioritariamente celebrados apenas na forma civil», afirma o trabalho coordenado por Anabela Delgado e Karin Wall, dando conta que na área geográfica da Arquidiocese bracarense, a “tradição ainda impera”.

A opção pelo matrimónio é de 54 por cento, embora os arciprestados de Amares, da Póvoa de Varzim/Vila do Conde, da Póvoa de Lanhoso e de Terras de Bouro registem já um maior número de casamentos civis. O maior desequilíbrio está em Terras de Bouro, que contabilizou nove celebrações laicas, num ano em que teve apenas dois casamentos católicos. Celorico de Basto é o Arciprestado com maior percentagem de casamentos católicos (64,4 por cento), mas também os arciprestados de Barcelos, de Guimarães/Vizela, de Esposende, de Vila Nova de Famalicão e de Vila Verde têm taxas de casamentos católicos entre os 57 e os 62,3 por cento. O Arciprestado-sede da Arquidiocese está a meio da “tabela”, com 53,5 por cento de matrimónios face ao número total de casamentos realizados em Braga.
Fonte: diocesedebrga