Shalom

Casais trocam “fica” por caminhada de compromisso antes do namoro

“Eu tô pensando agora, a gente no futuro. Se amando toda hora e caminhando juntos”. O trecho da música do grupo Jota Quest resume bem o compromisso firmado entre o casal Israel Maia, 25, e Dandreia Maciel, 22, que estão juntos há mais de quatro anos.

Eles tiveram que literalmente “caminhar” para iniciar o relacionamento. É que os pombinhos tiveram que enfrentar uma pequena jornada antes do 1º beijo. Israel e Dandreia nem “ficaram”, nem puderam mudar o status do Facebook antes do acompanhamento realizado por membros da Comunidade Católica Shalom.

Enquanto a maioria dos casais começam a namorar após um período “ficando”, no Shalom os pretendentes devem esperar a história acontecer. Na comunidade, os jovens costumam receber um acompanhamento quando se interessam por alguém. Beijos, “ficas” ou “amizades coloridas” não existem. O que existe, de fato, é o namoro já consumado, após um período de muita conversa e orientação. É o chamado “caminhar”.

Entre os conselheiros desta jornada, está a fonoaudióloga Luciana Fiori, de 28 anos, que há 13 anos participa do Shalom. Há oito, ela tornou-se coordenadora de um grupo de jovens e passou a acompanhar a vida dos integrantes, ajudando em problemas e dando direcionamentos, principalmente com relação ao namoro.

“Caminhar não é uma lei. É um comportamento. É algo pessoal, que pode ser discreto, sem ninguém saber. O objetivo é de se conhecerem ainda mais e descobrir qual a finalidade do relacionamento”, explica.

Início da caminhada

A caminhada começa quando um dos jovens demonstra interesse. A partir daí, o casal se conhece mais a fundo, convivendo e saindo com os mesmos amigos. O acompanhador, como é o caso de Luciana, se reúne com o casal de forma individual e questiona a vontade de persistirem juntos.

Sobre o tempo necessário para saber se o outro é ou não ideal para começar a namorar, varia de acordo com o casal. Mas Luciana ressalta que é o tempo suficiente para perceber qualidades e defeitos do outro e que, geralmente, é de dois meses.

No acompanhamento, o assunto sobre castidade e sexo é falado abertamente. “É principalmente para deixar a pessoa livre, mas colocamos opinião da Igreja [Católica] e pedimos para preservar ao máximo a pureza”.  Aconselha-se que os casais mantenham a castidade até o matrimônio.

“Eu caminhei”

Israel Maia, 25 anos, e Dandreia Maciel, 22 anos, namoram há cerca de quatro anos, mas antes caminharam por sete meses. O casal já mantinha uma amizade de um ano e meio, até que viram que queriam algo mais. “A caminhada trouxe de bom o conhecimento do outro e a confirmação da vontade de Deus. O maior fruto da caminhada é o namoro firmado na vontade de Deus, por isso não é um namoro à toa, é uma relação que tem como sentido o matrimônio, e não é qualquer coisa que abala”, ressalta Israel.

 

Rafael Morel e Paola Gadelha passaram pela mesma experiência que Israel e Dandreia. Hoje noivos, eles já estão juntos há 9 anos e vão se casar em dezembro. A caminhada do casal durou cerca de três meses e cada um foi acompanhado por um pastor.

“Os pastores não decidem por nós, mas nos ajudam a enxergar de uma melhor forma, nos levam para orarmos juntos, até o momento em que sentimos que devemos nos unir. E Deus nos disse que deveríamos ficar juntos. As pessoas normalmente “ficam” sem criar um laço com o outro, pelo simples objetivo de alcançar um prazer, e depois vão embora. Na caminhada, optamos por uma relação baseada na amizade, na oração, no saber os interesses um do outro”, explicou Rafael.

Se caminhar é a melhor forma de iniciar namoro, a acompanhadora Luciana considera que sim. Viveu isso com seu próprio testemunho e hoje está noiva daquele amigo despretensioso. “Quando as pessoas caminham o relacionamento é mais duradouro e tem menos feridas”, finaliza.

 

Fonte: Tribuna do Ceará


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