Crônicas de uma postulante: Deus me fez missionária em uma pandemia

O dia é 16 de agosto de 2020. A ocasião? A nossa missa de ingresso no postulantado da Comunidade Católica Shalom em meio a uma pandemia. No dia, a Isa estava tão ansiosa, que nem tomou café e nem almoçou direito. Tudo começou cedo, enquanto ela fazia o Estudo Bíblico, onde já em casa pôde ver o amor de Deus agir. Ah! A mãe da Isa se esforçou ao máximo para arrumar o cabelo dela, afinal, era um dia muito importante para todos. Lembro até que, na véspera, partilhamos sobre gelatina de cabelo (cacheadas sabem o que é, acreditem). Nosso nervosismo era grande, mas a alegria era maior. A família da Isa entendeu o seu chamado como Shalom e hoje ...

Diálogo com a Vírgula

Vírgula, tem gente que não sabe para o que tu serves E, por isso, muitas vezes te esquece. É triste. Mas, por outro lado, há também aqueles que abusam de ti E te querem por a cada tomada de ar. Já devem ter explicado, para eles, que não é bem assim Que tu deves caminhar. Teu passo é leve e acompanha o ritmo de cada oração, Aparece somente onde tem precisão. Bom, de todos os lugares onde te colocam inadequadamente, O mais evidente é entre o sujeito e o verbo. Nós sabemos que nem tu queres estar no meio deles, Pois essa relação revela algo eterno. Clique e leia mais poesias

Quisera eu ver com os Teus olhos, Senhor!

Quisera eu tocar com Tua mão, Sentir o que Tu sentes, Ter o mesmo pulsar do Teu coração. Quisera eu, de verdade, Sair do meu egoísmo, E me lançar no abismo da Tua misericórdia. Quisera eu sair da mentira, E abraçar a verdade, Para dela acolher a liberdade. Quisera eu me arrepender, Dos meus pecados todo os dias, E, recebendo o perdão, viver a alegria. Então, quisera eu tudo dar, A nada me prender, A nada me apegar, E ter o coração livre para amar. Quisera eu amar, Com amor generoso, E ser como uma árvore frondosa, A dar fruto gostoso E ser sombra e abrigo, Para acolher a todos, Jovem, adulto e idoso. Quisera eu tantas coisas, Senhor, Mas ...

Quero ainda ouvir a Tua voz

Quero ainda ouvir a Tua voz a me chamar, Vem e segue-me, Por caminho nunca visto, desconhecido, Vem e segue-me, Pelas estradas da vida, pelas suas veredas, Por caminhos tortuosos, pela porta estreita, Por um caminho de e para a felicidade, Rumo ao céu, Vem e segue-me, Para uma vida nova cheia de surpresas, Onde não sabemos, não conhecemos, E, nem mesmo sabemos como iremos Vem para abraçar o desconhecido, Sonhar com o infinito, Onde o limite é o céu, E deixar-te guiar por mim, Vem e segue-me, Vem viver o amor na alegria e na dor, Até que a morte nos una definitivamente, Abraça a tua cruz, para abraçar a minha cruz, E abraça os meus filhos feridos, flagelados, ...