Entrelinhas: Marthe

Após agradável viagem pelas perfeitas rodovias francesas, entramos em estrada mais estreita e sinuosa por entre pequenas montanhas até que foi se aproximando de nós o bege e a dança inconfundíveis dos trigais ao vento. Logo chegaríamos à casa ínfima de Marthe, também ela ladeada por pequeno trigal e cercada de todo tipo de flores. Uma senhora alta e forte nos atendeu, avental branco meio sujo e lenço sobre os cabelos, como se saída de uma tela de Chagal. > Leia aqui outros artigos de Emmir Nogueira na coluna Entrelinhas “Entrem, por favor, a porta é ali”. Deixando-nos sozinhos, voltou ao seu serviço, aparentemente na cozinha. Alguém abriu a porta com respeito. Entramos no cômodo pequeno, perfeitamente limpo, absolutamente silencioso, ...