Deus, em sua Encarnação, acima de tudo é uma criança. E toda criança sempre retribui, seja com um sorriso ou um carinho, o gesto de afabilidade que lhe é prestado. Porém, o mais fantástico em São Francisco não é o fato dele contemplar o Deus-criança, mas é o fato de saber que o Deus-criança está ‘sujeito’ ao amparo dos homens.
Traçando um paralelo com o livro do Gênesis, que traz o relato da criação no qual Deus cria o homem à Sua imagem e semelhança e dá a esse homem a possibilidade de cuidar da criação e o relato do nascimento de Cristo, é possível agora notar a total inversão, pois agora – na encarnação – o homem não mais cuidará daquilo que Deus criou, mas do próprio Deus, criador de todas as coisas.
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É justamente nesse fato que se esconde todo espanto e alegria do santo de Assis diante da humildade de Deus. Em sua compreensão, ele percebe o quanto Deus é extremamente sensível a qualquer demonstração de carinho que suas criaturas lhe tributam. Portanto, qualquer gesto nosso carregado da ternura de Deus, será recebido por Ele como um gesto de amor.
O núcleo central desse encontro simples mas profundo, dessa festa, é encontrar alguém necessitado de amor do outro lado. E esse alguém é como uma criança num presépio que precisa ser ‘amada e cuidada’. Ou seja, Deus recebe a nossa adoração da mesma forma que uma criança recebe um gesto de carinho: completamente aberto.
“Deixai vir a mim as crianças, pois delas é o Reino dos Céus” (Mt 19,14).
São Francisco viveu como uma criança porque acreditava profundamente que tinha um Pai nos céus. Ele não sabia como seria seu amanhã, mas sabia que esse amanhã seria repleto de amor e ternura de Deus, tal qual o seu hoje que acolhe como uma criança que confia, abandona-se, alegra-se e sente o Pai junto de si. Daí a sua imensa alegria de viver, porque viver significa ser amado por Deus de modo inimaginável.
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O presépio proposto por Francisco não foi um gesto folclórico, mas foi seu protesto suave em relação a sociedade, que erguia a cruz como uma espada para conquistar lugares santos. Ele leva as pessoas de volta a verdadeira alegria da criança interior que acolhe a todos, sem distinção. Eis que Jesus veio para todos. Eis porque a gruta é o único lugar que no presépio não tem portas ou janelas, significa que o teu coração é chamado a não ter fechaduras, nem mesmo paredes.
É preciso estar livre, aberto, capaz de acolher e transbordar toda Graça e sentimentos positivos que o Natal nos sugere. Assim é completa a entrada de Deus na vida de todas as pessoas. A estrela que aponta para o lugar onde o menino vai nascer é a mesma que traz toda a alegra e esperança da criança que habita dentro de nós, e completa será nossa alegria ao acolhê-lo.
Ouça e reze com a música “Alegria Perfeita” da Comunidade Shalom:
Veja mais:
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+ Série “São Francisco e o Natal”: A casa comum do Menino Jesus
Vem e reconstrói a minha casa’
Ainda estão abertas as inscrições para o Retiro do Advento 2023 da Comunidade Católica Shalom, que é um itinerário formativo e oracional para te ajudar a viver bem o tempo litúrgico de preparação para o Natal. Serão 29 dias, de 3 de dezembro a 1 de janeiro, em um itinerário de oração diária, iluminado pela Palavra de Deus.
O tema deste ano é “Vem e reconstrói a minha casa” Cf. Ag 2, 1-8.
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E para complementar toda a riqueza desse itinerário espiritual, o comshalom disponibilizará na página comshalom.org/advento conteúdos formativos, orações e notícias, além dos salmos dominicais do advento, homilia diária e outros conteúdos oracionais no canal do YouTube Capela Sh.
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