Pobre aclamado

Hoje, dia 15 de Abril de 2022 recordamos a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Dia de silêncio para refletirmos o verdadeiro sentido por qual Jesus sofreu e morreu: por nós!

Beijo da Cruz

Nascemos deste beijo da cruz É aqui que nos tornamos inteiros Tudo que é teu a mim entregue Tudo que é meu, em Ti assumido Somos esposos finalmente.   O beijo guarda as palavras As lágrimas derramam o amor Nem o mar seria capaz de afogá-lo Valor algum o poderia comprar.   Beijar-te é um pequeno sinal Da totalidade que se celebra Gesto simples, como são os seus Para que eu diga “eu me entrego”.   Incomparável beijo que revelas O melhor que sempre me deste As flores que entre feras pastoreais “Vós me bastais, vós me amais”.   Que seja esse o beijo consolador Não como o do amigo que se foi Nele eu te consolo do beijo que ...

Quarta-feira Santa: ‘Acaso sou eu, Senhor?’

Ao meditarmos o Evangelho de hoje poderíamos falar sobre os sacerdotes que prometem pagar o preço de um escravo se Judas lhes entregar Jesus. Poderíamos ainda focar nos discípulos que sabendo que um deles trairia Jesus, entristecidos, um a um se põem a perguntar : ‘Acaso sou eu, Senhor?’ (Mt 26, 22) ou até mesmo meditarmos acerca de Judas que também dirige ao Senhor esta pergunta.  Mas, de fato, não sabemos nós que, como os discípulos, tantas vezes fugimos e negamos…? Como Judas tantas vezes traímos o Senhor? Queremos então neste dia nos atentar para uma figura que às vezes passa despercebida: “No primeiro dia dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus, dizendo: ‘onde queres que te preparemos para comer ...

O silêncio eloquente de Jesus diante do interrogatório de Herodes

Faz parte do ser jurista enxergar o Direito em tudo que está ao seu redor. Ao menos para mim, vejo que o martírio de Jesus Cristo, seguramente, oferece margem para uma boa análise jurídica, sobretudo à luz do processo penal.  No evangelho de Domingo de Ramos, Herodes, que queria conhecer Jesus, movido por ironias e deboches, faz um interrogatório ao Messias. Ele, porém, não responde às perguntas. Mas, como pode agir assim? Afinal, quem não deve, não teme!? Calma, não é tão simples.  Segundo a Constituição Federal de 1988, o réu tem direito de não produzir prova contra si mesmo. Mas, a postura de Jesus vai além.  Ele não só se deixa passar pelo martírio para nos salvar, como mostra ...