Aconteceu na noite desta sexta-feira, 30 de maio, o Jubileu dos Comunicadores da Arquidiocese de Fortaleza–CE. O evento contou com a participação de missionários da Comunidade Shalom que atuam com a evangelização digital em Fortaleza, mas também com membros da Assistência de Comunicação da sede do Governo Geral do carisma.
Comunicar a esperança
A secretária de comunicação de Fortaleza, Sylvia Ruth, destacou a alegria de poder viver esse Jubileu promovido pela Arquidiocese com outras expressões da Igreja.
Para Sylvia, “não há sentido na nossa comunicação se não for em unidade com a Igreja. Estar aqui nesse jubileu pra gente é uma experiência de unidade, com os irmãos de outras expressões da Igreja, com membros da Pascom, de outras comunidades, de outros movimentos, com todos os que o Senhor pode contar”.
“Para mim, a grande alegria do nosso serviço de comunicação é poder dar a melhor notícia ao mundo: Cristo ressuscitou, aleluia!”
A missão do comunicador cristão
Durante a homilia, o arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, OSB, dirigiu-se aos jornalistas e comunicadores presentes, recordando o papel histórico e espiritual da comunicação desde os primórdios do país.
Dom Gregório citou Pero Vaz de Caminha, considerado o primeiro “jornalista” no Brasil, que registrou por escrito a chegada à “Terra de Vera Cruz”:
“Desde o primeiro momento da nossa história, uma notícia foi dada. Hoje celebramos o jubileu daqueles que, o tempo todo, buscam uma boa notícia para viver e comunicar bem sua vocação.”
O arcebispo reforçou a importância de anunciar a verdade com esperança:
“O que se espera é que comuniquemos a verdade — mas toda a verdade. Mesmo que ela seja dura, que venha como esperança.”
Citando a Primeira Carta de São Pedro (cf. 1Pd 3,15-16), ele ressaltou que o comunicador deve anunciar com compaixão, serenidade e coragem, de modo a alcançar os corações.
O que desejamos quando comunicamos?
À semelhança de Jesus, que falava “verdades duras” de serem acolhidas, Dom Gregório ressalta que toda história deve ser comunicada, mas, para tanto, é necessário observar o jeito do “maior comunicador”, para que “mesmo falando de verdades duras” haja o desejo de conversão, vida nova para quem escuta.
“Essa mensagem (de vida nova) está sendo transmitida há dois anos.”
Fazer virar no coração dos interlocutores a boa palavra. “Que a gente parta sempre do coração de Jesus que comunica boa nova. Que não passemos ao mundo loucura, mas a esperança que alcança os corações… Que sejamos capazes de comunicar uma boa nova transparente e cheia de alegria.”
“Temos sim a possibilidade de pacificar esse mundo pelo que transmitimos”, assegurou o clérigo.