O coração da galera de São Paulo não aguenta mais esperar. Neste domingo, 23, a cidade que nunca dorme será invadida pela alegria da festa que nunca acaba. O Festival Halleluya acontece no Largo da Batata a partir das 10 horas e promete agitar a maior metrópole do país.
Missionário Shalom, Ana Gabriela e Frei Gilson são algumas das atrações já confirmadas no evento. Já no espaço Beco do Rolê a festa será comandada pela galera do Aliança VMS (Virgem Maria Santíssima), grupo da missão de Santo Amaro, primeiro a apresentar o Rap aos moldes do Carisma Shalom.
Formada em 2014, o VMS tem como principal objetivo viver a vontade de Deus, testemunhando e confiando na intercessão de Maria e doando-se através da música na evangelização dos jovens. Honda, Hudson, Marcelo, Henrique, Nathalia, Thiago, Gisele, Xis, Lukas, Rafael, Rogerio são os nomes que compõem esse time de peso. O comshalom foi bater um papo com essa galera pra conhecer um pouco mais das suas experiências. Confere aí!
Comshalom – Marcelo, essa não é a sua primeira vez no palco do Halleluya. Você já esteve presente em 2015 na edição de Fortaleza, representando a galera do VMS. Como você se sente em estar de volta ao palco do festival e dessa vez em casa, na sua cidade e com seus irmãos ao seu lado?
Marcelo – Ser na nossa casa faz toda a diferença, porque damos mais a nossa cara no evento. Por estar com o nosso grupo e pela sintonia de cada um do VMS. A experiência em Fortaleza com o MSH foi maravilhosa, mas estar no Halleluya com o VMS é um sonho se tornando realidade, o Rap ganhando espaço em um festival católico.
Comshalom – Quais são os desafios em evangelizar por meio do Rap hoje? Existe ainda resistência e preconceito com o gênero?
Marcelo – Hoje o Rap tem ganhado muito espaço, principalmente por explorar novas possibilidades como som acústico, porém ainda é rotulado por ser um som que envolve o social, o questionamento e nos impulsiona a pensar além. Dentro da Igreja, os espaços ainda são poucos, mas seguimos dispostos a fazer esse cenário mudar. As pessoas costumam criar barreiras por não conhecer a essência da arte, o Rap não é diferente.
Comshalom – Dentro do Rap existem vários subgêneros, sendo as mais conhecidas como trap, gangsta e boom bap. Como você definiria o estilo do VMS?
Marcelo – A gente envolve os três gêneros e algumas referências de MPB também, então acreditamos que agrega muito ao nosso som o que possibilita alcançar um público diverso.
Comshalom – Como é levar Cristo por meio do Rap aos jovens? Rap cristão ainda é novidade para este público?
Marcelo – Nosso som surpreende até nós mesmos, porque a receptividade da galera do cenário sempre é muito boa. A galera quando escuta muda a percepção e fica surpreso por ser um som cristão.
Comshalom – Quais são as suas expectativas para o show de vocês no Halleluya?
Marcelo – Será um momento de quebrar paradigmas e da galera conhecer quem é o VMS.
Dança e música
Gisele de Moura é a responsável em expressar por meio da dança a experiência com o Amor de Deus.
Comshalom – O que a dança representa na sua vida?
Gisele – A dança representa sonhar e viver. Sonhar, quando está tudo desabando, desmoronando. E Viver quando “não se existe mais vida”.
Comshalom – Em suas redes você se define como coreógrafa religiosa além de se expressar no meio secular. Como a paixão se transformou em missão?
Gisele – Se transformou em missão, no dia que aceitei a vontade de Deus na minha vida em relação à arte. Há tempos ele me chamava a expor esse dom para TODOS os meios (onde Ele quiser, eu estarei) e sempre achava que era apenas paixão. Até que muitas pessoas falavam que meu dom era a dança, a arte, que deveria viver nela e comecei a “levar a sério” os elogios dos mesmos. E num certo dia, depois de tempos, acordei com a sede de Deus de ser feliz na arte e fui.
Comshalom – Como você conheceu o grupo Aliança VMS e o que significa pra você hoje estar em missão com eles?
Gisele – Conheci o Shalom há tempos. Amo o mesmo desde o primeiro dia em que fui aquela missa carismática e cheia de oração, que me levava para Deus com facilidade. Os membros da Comunidade me ajudaram em muitas situações da minha vida. Com isso já dançava nos musicais e tudo que me chamavam rs. O VMS foi uma paixão a todas as vistas kkkkk. Meu acompanhador informou que existia esse grupo e que era a minha cara rsrs. Realmente, entrei na Aliança VMS e por mim estarei para sempre. Por dançar ritmos seculares, o hip hop, street só agregou nas coreografias que fiz para as músicas e apresentações do VMS. Sempre digo e posto que dançar para o Senhor é MINHA MELHOR DANÇA.
Comshalom – Como você se sente em saber que estará no palco do Halleluya, o maior festival católico da América e ainda no Beco do Rolê, o coração do evento na edição paulista?
Gisele – Me sinto MUITO ansiosa e grata a Deus, fazendo o que sei de melhor e levando isso para geral. Muito feliz também por estar no rolê que nunca acaba.
Beco do Rolê
Honda Silva é beat maker, vocalista e compositor do VMS e explica como vai funcionar o Beco do Rolê, espaço em que durante o festival será possível acompanhar grafiteiros estampando ao vivo a sua arte, participar de campeonatos de dança e skate, além de batalhas de conhecimento.
Honda – No Beco do Rolê, teremos show com Aliança VMS e Dj Hudson Cruz, batalha de dança com b-boys e b-girls com modalidades iniciantes e amador. Campeonato de Skate. As batalhas de Rap serão na modalidade de conhecimento. As inscrições já foram encerradas. Serão 16 Mc´s no confronto sendo que o participante que falar palavrão ou denigrir a imagem do próximo será desclassificado. Isso também foi sabedoria de Deus, porque em relação as batalhas que acontecem no Brasil praticamente 70% delas acontecem em São Paulo e a maioria das batalhas são de sangue.
Comshalom – Como isso funciona?
Honda – Um adversário contra o outro, humilhando e rebaixando o outro mesmo. Por sabedoria de Deus, falta muito aqui em São Paulo batalhas de conhecimento, no Rio de Janeiro até acontecem algumas, porém o número ainda é bastante escasso. Então o mundo está vivendo essas batalhas cada vez mais, mas nós queremos levar um novo modelo: a batalha de Paz. O mundo precisa disso. Têm muitos talentos e dons por aí e precisamos cada vez mais disso. É como dizem: a boca fala daquilo que o coração tá cheio. Então as pessoas precisam de amor, paz, união, solidariedade, temas como esses que serão abordados no evento e escolhidos na hora também.
Comshalom – Quem serão os participantes?
Honda – Jovens a partir de 16 anos, por conta da consciência e maturidade própria dessa idade. Existem batalhas infanto-juvenis, mas optamos por esses jovens por conta da realidade e contexto geral. Por terem mais experiência, os mais velhos vão levar sabedoria e experiência para aqueles que estão começando. Então se eles passam uma mensagem boa, de esperança dentro dessas batalhas de conhecimento, acaba virando referência, e isso acontece dentro do Halleluya. A nossa ideia é virar referência mesmo sabe? Não só dentro da Igreja católica, do mundo cristão, mas para o mundo lá fora também. É possível ser cristão, cantar Rap sem agredir o próximo.
Serviço
O Halleluya tem entrada franca e é aberto para todos os públicos, inclusive as crianças, que podem aproveitar o festival com muita diversão e segurança. Visando a solidariedade, a organização motiva a doação de alimentos não perecíveis, para ajuda às famílias carentes.
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