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Conheça o capuchinho que participou do Halleluya 2021

Começamos o mês vocacional com o Frei Wilter Malveira, um padre, comunicador, escritor, radialista, palestrante, pregador, cantor, compositor e neste ano esteve no Festival em uma participação com Suely Façanha cantando “Não vou parar”.

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Sacerdote capuchinho, comunicador, escritor, radialista, palestrante, pregador, cantor, compositor…  enfim, é uma grande lista de funções que o Frei Wilter Malveira, de apenas 37 anos, exerce em prol da evangelização atualmente. Em um bate-papo durante a participação especial que fez na apresentação da missionária e cantora Suely Façanha no Festival Halleluya 2021, contou sua trajetória, comunicação, projetos, sonhos e como é a vida de um frade franciscano. 

Primeira experiência com Deus

De família tradicionalmente católica, porém não eram muito ativos aos serviços paroquiais. Morava em uma cidade que tem uma colônia de hansenianos, e lá, é muito forte a espiritualidade franciscana capuchinha. Em torno dos 14 anos teve a experiência pessoal e sincera com Deus, em um Seminário de Vida, promovido pela Renovação Carismática Católica. 

“Tudo o que eu era muito radical para o mundo, eu fui me dedicar para Deus, passei um tempo afastado, sem missa, sem nem rezar com profundidade e intimidade, mas nunca deixei de rezar. Quando estava envolvido com o grupo de jovens, eu namorava, estudava, só que chegou um momento, tinha aproximadamente 17 anos, eu senti muito forte no meu coração o chamado para ser frade capuchinho, e na minha cabeça isso era quase impossível, ainda mais na cabeça das pessoas. Mas para Deus não. Fiz o vocacional em 2002, eu entrei num convento e de lá pra cá são 19 anos”, ele recorda.

Desejo de Jesus ser conhecido e amado

Atualmente, o apostulado exercido pelo Frei é como promotor vocacional. Um dia, ele foi uma ovelha, e hoje ele é o pastor das muitas ovelhas que o Senhor o confia. “Eu cuido de acolher e ajudar a acompanhar esses jovens que estão desejosos por abraçar esta espiritualidade. Então aquele jovem que aos 17 anos foi acompanhado, hoje acompanha esses jovens que querem e desejam abraçar essa espiritualidade”, ele conta.

Há uns anos começou a desenvolver um trabalho nas redes sociais e na comunicação, música e escrita. “Fiz um curso de pós graduação em Comunicação Social. Graças a Deus, hoje eu trabalho no rádio, na TV, nas redes sociais, postando Evangelho diariamente e  recentemente lancei um livro “Caminhos de reconciliação” em duas semanas entrou para a lista de um dos livros mais vendidos do Brasil. Lancei meu CD “Alento”, e tudo isso para quê? Para poder levar Jesus aos corações, fazer Jesus ser conhecido, seguido e amado.”

Toda a dedicação e esforços é para que Jesus seja conhecido, amado e  seguido e desta forma,  o Reino de Deus cresça no mundo. Mesmo se descrevendo como tímido, por ter sido criado no interior, viu que a profissionalização na área de comunicação era necessária, declara “o padre ou frade, é aquele que comunica a Palavra de Deus, então quando entrei no rádio, na TV, comecei um trabalho nas redes sociais, vi uma necessidade de me aperfeiçoar nisso. Não adianta só ter a prática, é preciso também ter a teoria, e o curso me ajudou muito.”

Um sacerdote comunicador

Além do conhecimento teórico, a especialização contribuiu com questões técnicas, por exemplo,  expressividade, da tonalidade de voz, das gesticulação, das ferramentas que usamos para bem comunicar. E assim,  “eu aprendo isso sobretudo, com Jesus, que do Seu jeito de ser mestre, nos ensina a comunicar o Amor do Pai, a misericórdia do Pai, então Ele é o meu mestre na arte de comunicar, eu aprendo muito com Ele, comunicar com objetividade, com clareza e com desejo de salvar. Eu acredito que o melhor comunicador é aquele que comunica com o desejo de salvar. O estudo na comunicação me ajudou e me ajuda muito a fazer meu trabalho com amor”, ele afirma.

É sempre muito importante colocar-se no lugar do receptor da mensagem que será comunicada. Frei Wilter pensa muito nisso, no seu Instagram , com mais de 52 mil seguidores, produz conteúdos diário, além de mostrar um pouco a rotina, a espiritualidade franciscana e compartilhar um pouco de conhecimento.

“Eu sempre penso que a melhor forma de comunicar, é se colocar no lugar de quem vai nos ouvir, penso também na linguagem jovem. Existem muitas doenças da alma, ansiedade, medo, pânico, depressão, que atinge o existencial da juventude. A gente precisa levar a esses corações a cura para tudo isso, e com certeza o amor de Deus gera uma grande cura para os corações.”

Um padre jovem que fala a linguagem do jovem, essa identificação auxilia muito na evangelização de um público que está na internet sedenta da misericórdia e do encontro com o amor de Deus. “A gente precisa ir onde os jovens estão. Hoje o jovem está, em grande parte, nas redes sociais. Então precisamos entrar neste mundo, para pode alcançá-los, e não somente, mas a aprender também com eles”, ele conta que cada partilha, pedido de oração o motiva a querer estudar e compreender mais a juventude e os anseios que trazem.

Só Deus pode preencher os vazios

Frei Wilter, com muita convicção e sabedoria afirma “só Deus tem o tamanho exato do vazio que existe no coração dos jovens. E por vezes, eles [os jovens] buscam preencher em vários outros lugares, com várias outras pessoas, de várias formas, e que às vezes, quanto mais buscam, mais vazio ficam. E Jesus tem essa capacidade de preencher todos os vazios do nosso coração.” Por esta razão, o capuchinho segue tentando de uma forma autêntica, criativa, dinâmica, clara e objetiva, mas acima de tudo alegre, afinal o Evangelho é um evangelho da Alegria, para assim tocar nesses corações.

Vai dar certo, mesmo?

Em uma das últimas participações musicais, o sacerdote esteve na gravação da canção e clipe “Vai dar certo”, de Guto Ribeiro, a composição foi antes da pandemia, e nota-se como foi uma canção de otimismo, fé e esperança para o tempo atual. Hoje é um grande slogan de otimismo aparecer a frase em vários locais, por vezes, mostrando uma positividade tóxica.

O Frei explica, “encontramos alguém que está mal, e já dizemos – vai dar certo-, mas o que estou fazendo por esta pessoa, para ajudar ela ficar bem? Quando temos a esperança em um Deus do impossível, ai sim, vai dar certo, porque Deus não volta atrás com Suas promessas e é convicto no que disse. Ele diz que estará sempre conosco, e que haverá muitas dificuldades, mas tenhamos coragem, pois Ele venceu o mundo. Podemos colocar toda a nossa fé nessas palavras, ai sim, podemos dizer, VAI DAR CERTO!”

 

O fundamento da vida deste jovem capuchinho sacerdote comunicativo é ser frade, e ser sacerdote é a maior realização dele. “Eu me realizo presidindo uma missa, confessando os fiéis, e fazendo o que é próprio de padre, todo este trabalho na comunicação, na música, no rádio, TV e redes sociais, na escrita, tudo está apontando para o que sou, ou seja, frade. Meu maior desejo é morrer frade, feliz, fazendo o que eu faço com tanto amor. Seja na evidencia, seja no anonimato, o que eu quero é estar com Jesus, seja eu conhecido ou não, morando em uma capital, ou em alguma cidadezinha do interior, o que eu quero é estar com Jesus, está é minha maior alegria, a maior vontade do meu coração… nunca me separar Dele.”

Ele finalizou a entrevista, com um largo sorriso no rosto, abençoando a equipe e todos que lerão está matéria:

” Deus os abençoe, estejam sempre com o coração em Deus. Sempre!”

 

 


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