Natural de Maceió (AL), o artista construiu sua história unindo música, espiritualidade e missão, levando suas canções a tocar corações em diferentes partes do Brasil.
Nesta entrevista, Yuri partilha suas origens, vocação, família, caminhada artística e os horizontes que se abrem para os próximos anos.
1. Quem é o Yuri? Como foi seu primeiro contato com a música?
“Eu me considero um curioso artístico. Desde cedo tive contato com a música, aos seis anos de idade, por sugestão dos meus pais. Sou filho único, nasci em Maceió, Alagoas. Meu pai é do interior de São Paulo e minha mãe é do Rio Grande do Norte, mas eu nasci mesmo em Maceió.
Minha formação acadêmica é em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade. Isso acaba tocando muito essa parte criativa e estratégica, essa visão sobre as coisas. Formação musical acadêmica eu não tenho. Fiz apenas escolas de música em Maceió, como a Casa de Música Villa-Lobos, mas nada universitário.
A música chegou na minha vida quando eu queria ganhar um videogame da época. Meu pai me ofereceu um teclado com aulas de música. Eu escolhi o teclado — não sei explicar o porquê, mas hoje vejo como providência. Comecei os estudos e, a partir disso, nasceu a curiosidade por aprender outros instrumentos. Até hoje essa busca por inovação, por novas possibilidades, misturas e ritmos vem desde aquela época.”
2. Como aconteceu sua experiência com o Ressuscitado que passou pela Cruz e você descobriu seu chamado como Shalom?
“A vocação Shalom chegou para mim no final de 2016, quando fui convidado a assistir ao espetáculo Filho de Deus Menino Meu. No ano seguinte, no período do carnaval, conheci o Renascer, realizado pelo Shalom de Maceió.
Naquela época, eu tocava em bandas de São João e carnaval. Normalmente, eu viajaria para tocar ou passaria o carnaval com meus pais na praia, mas naquele ano fiquei em Maceió e aceitei o convite para o Renascer. Eu vivia um período muito difícil, um verdadeiro deserto, e não queria conhecer o Shalom.
Mas naquele retiro tive uma experiência muito forte, especialmente nas pregações, na adoração e na Santa Missa. Um momento que me marcou profundamente foi o canto das ilhas, onde consegui me enxergar ali e me emocionei muito.
Depois do Renascer, nasceu em mim o desejo de conhecer mais: procurei o vocacional, comprei camiseta, materiais da livraria… Já saí de lá com vontade de continuar. No ano seguinte entrei no vocacional e depois na comunidade. Até hoje renovo essa experiência com o Ressuscitado. É um caminho diário de cruz e ressurreição. Desde o início, percebi que Deus colocava esse carisma no meu coração, como Igreja e como Shalom.”
3. Você é casado com a Mirna, também membro da Comunidade Shalom, fala um pouco da história de vocês e como vivem essa missão como família
“Conheci a Mirna por volta de 2009, ainda no colégio. Começamos um namoro muito cedo. Em 2010 participamos juntos de um grupo de jovens em Maceió, e essa caminhada foi se estendendo por alguns anos, com idas e vindas, como acontece quando se começa tão jovem.
Em 2016 e 2017, sentíamos que a fé tinha se tornado algo muito mecânico. A Mirna desejava algo mais profundo. Ela conheceu o Shalom antes de mim e depois me levou.
Em 2019, já com a faculdade concluída e trabalhando com música, começamos a discernir o noivado e o casamento. Mesmo já encaminhados para isso, decidimos trilhar esse caminho junto à comunidade, para termos acompanhamento.
Os frutos têm sido muito bonitos. Hoje temos três filhos: Cecília, Maitê e Mateu. É gratificante perceber o que Deus realizou em nossa vida e como isso ecoa na nossa família e nas pessoas ao redor. Essa experiência também nos levou a sair de Maceió e ir para Fortaleza, como família em missão. É sempre esse movimento de saída, de serviço ao outro, de construção de uma ‘Jerusalém celeste’ já aqui na Terra.”
4. Qual foi o primeiro single que foi um divisor de águas no seu ministério?
“O primeiro single que realmente as pessoas começaram a escutar, compartilhar e cantar foi Não Me Esqueça Aqui, lançado em 2017. A música nasceu em oração, já num período em que eu vivia uma vida espiritual mais profunda e uma abertura maior ao Espírito Santo.
Ela veio como um grito do próprio Cristo na cruz, mas não como alguém preso à cruz. É o Ressuscitado que nos olha e nos chama à amizade, à constância, à presença diária com Ele. A dor maior não é a cruz, mas sermos esquecidos, vivermos uma fé mecânica.
Percebi que aquela experiência que eu vivia em oração também tocava outras pessoas. Ali começou, de fato, esse ministério musical, essa missão com a música, que é profundamente missionária.”
5. O que podemos esperar para 2026?
“Para 2026 tem muita novidade. Quem acompanha meu Instagram já viu alguns spoilers. Uma parceria muito especial está chegando, inclusive com a Taeme, da dupla Thaeme & Thiago. Foi um encontro inusitado: ela respondeu uma mensagem que eu tinha enviado lá em 2016. A partir disso, surgiu o convite para gravarmos juntos uma música católica. Já gravamos a canção e o clipe, e em breve anunciaremos a data de lançamento.
Além disso, ainda vamos trabalhar bastante as músicas do álbum Noticiário. Elas continuam ecoando muito no meu coração e no coração das pessoas. As notícias de Deus não se esgotam. Outras experiências musicais também virão, sempre com esse desejo de levar alegria, amor e reflexão em Deus. Ainda há muitas notícias por vir.”
Conheça o álbum Noticiário
As canções de Yuri Costa são mais do que músicas: são notícias vivas do que Deus continua fazendo no meio do Seu povo.
👉 Conheça o álbum Noticiário e deixe que essas melodias acompanhem sua oração, sua caminhada e sua missão.
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