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Do berço católico ao altar: Pe. Alan Freitas testemunha a descoberta do chamado ao sacerdócio

Às vésperas da ordenação sacerdotal, Diácono Alan Freitas Costa recorda a caminhada de fé, a experiência com a misericórdia de Deus e a descoberta de sua vocação na Comunidade Shalom.

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Pe. Alan Freitas Costa

Neste domingo (16), o Diácono Alan Freitas Costa, do Rio de Janeiro (RJ), viverá um dos momentos mais importantes de sua caminhada: a ordenação sacerdotal. Às vésperas de receber o sacramento da Ordem, ele contempla a própria história como uma obra da misericórdia de Deus, marcada pela família, pela redescoberta da fé e pelo chamado a ser um homem a serviço da salvação dos homens.

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Alan nasceu em um lar católico, cercado por familiares que tinham uma vida ativa na Igreja. Pais, tios, tias e primos participavam da caminhada e, desde cedo, ele teve contato com a vida de fé. Entre essas primeiras experiências, o testemunho do pai ocupou um lugar especial.

Seu pai participou de diferentes pastorais, entre elas a Pastoral do Batismo, Pastoral da Criança e Pastoral do Dízimo. Também foi ministro da Eucaristia. E, sempre que saía para servir, levava o filho consigo.

“Em todos esses momentos que ele servia dentro da Igreja, ele sempre me levava. Olhando para a sua vida, eu fui tendo essa experiência com Deus, com a Igreja Católica, com o ser um homem a serviço de Deus”, recorda o diácono.

Aquelas experiências foram plantando sementes que, mais tarde, ajudariam Alan a compreender o caminho para o qual Deus o conduzia. No entanto, sua história não foi marcada apenas por momentos de proximidade. Em determinado período da juventude, ele acabou se afastando da Igreja e deixou de participar da vida de fé.

“Por tantas outras situações, fui me deixando levar, fui deixando de participar da Igreja, fui deixando de participar das coisas de Deus”, testemunha.

Uma experiência renovada com o amor de Deus

O afastamento, porém, não foi o fim da história. Deus o alcançaria novamente de maneira profunda, por meio da Comunidade Católica Shalom. A experiência aconteceu durante um Seminário de Vida no Espírito Santo, realizado a partir de sua participação no Halleluya em São Luís, sua cidade natal. Ali, Alan redescobriu o amor de Deus e experimentou novamente a misericórdia divina.

“Eu tive essa experiência com o amor de Deus que me levou a renovar a minha experiência com o seu amor misericordioso. E isso fez eu caminhar cada vez mais de volta para Ele”, conta.

A partir dessa experiência, começou um novo caminho. Dentro da Comunidade Shalom, Alan iniciou seu processo de formação e, pouco a pouco, foi compreendendo mais profundamente quem era e qual era a vocação à qual Deus o chamava. Foi nesse caminho de descoberta que surgiu, de maneira cada vez mais clara, o chamado ao sacerdócio.

“Eu fui descobrindo esta bela vocação ao sacerdócio, de ser um homem a serviço dos homens, de ser um homem a serviço da salvação dos homens, através dos sacramentos, através da Palavra de Deus”, afirma.

Para o diácono, a vocação foi sendo revelada progressivamente. Ao longo da caminhada, diferentes momentos foram confirmando aquilo que Deus já havia começado a realizar em seu coração.

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“A concretização daquilo que eu sou”

Agora, diante da ordenação, Alan olha para sua história e compreende o sacerdócio não como algo que simplesmente começa neste domingo, mas como a concretização de uma identidade que Deus foi formando ao longo de toda a sua vida.

“Para mim, esse momento significa uma grande graça. Acho que significa a concretização daquilo que eu sou. Desde sempre eu fui criado como padre, como Shalom, como este homem que serve os homens”, testemunha.

Essa percepção também se conecta diretamente à história de sua família. O pai, que foi uma das primeiras referências de serviço à Igreja em sua vida, faleceu há 11 anos. Mesmo sem sua presença física, Alan reconhece na intercessão paterna uma graça que o acompanha até hoje.

“Para mim, este momento também é contemplar a intercessão paterna do meu pai, que não está aqui comigo. Faz 11 anos que ele é falecido. Então, a sua intercessão no céu, ali próximo de Jesus, que sempre intercedeu por mim para que eu não fraquejasse, para que eu não deixasse de estar nos caminhos de Deus”, afirma.

Ao lado dessa presença espiritual, está a presença concreta da mãe, que permanece como sinal de cuidado, proteção e apoio. Alan reconhece nela uma mulher que nunca deixou de incentivá-lo a seguir em frente e que continua rezando por sua vocação. “Também do amor da minha mãe, o seu cuidado, a sua proteção, o sempre estar ali me apoiando em nunca desistir, em sempre estar indo para frente”, destaca.

Assim, a ordenação é contemplada pelo diácono como fruto de uma história na qual a graça de Deus se manifestou também através do testemunho de seus pais: a fé vivida pelo seu pai e o amor perseverante da sua mãe.

Alegria, temor santo e gratidão

À medida que se aproxima o dia da ordenação, Alan reconhece experimentar sentimentos diferentes ao mesmo tempo. Há a alegria pela concretização da vontade de Deus, mas também o temor santo diante da grandeza da missão que está prestes a receber.

“Meu coração ainda está naquele misto de alegria, um júbilo muito grande, mas, ao mesmo tempo, aquele temor santo perante a grandeza da vocação, perante a grandeza daquilo que Deus me confia”, partilha.

Esse temor, porém, não diminui a alegria. Pelo contrário, conduz o diácono a contemplar ainda mais profundamente a misericórdia que Deus manifestou em sua história. “Mas, ao mesmo tempo, uma grande alegria perante a misericórdia de Deus na minha vida”, completa.

É justamente essa experiência da misericórdia que está no centro do lema escolhido para o sacerdócio: “Reconciliar ambos com Deus” (Ef 2,16). Para Alan, a frase expressa aquilo que ele experimentou em sua própria caminhada: um Deus que não desiste, que busca o homem e o reconcilia consigo por amor.

O lema, portanto, também aponta para a missão que o novo sacerdote deseja assumir: ser instrumento da reconciliação de Deus com os homens, especialmente por meio da Palavra, dos sacramentos e de uma vida entregue ao serviço.

Uma história que se transforma em missão

Da infância vivida em um lar católico ao período de afastamento; da experiência renovada com o amor de Deus no Halleluya à caminhada vocacional na Comunidade Shalom; da perda do pai ao cuidado perseverante da mãe: a história do diácono Alan é marcada por diferentes etapas que convergiram para o altar.

A ordenação sacerdotal, para ele, é a concretização de uma vontade que Deus foi revelando ao longo do caminho. É também um momento de gratidão pela misericórdia recebida e pela Igreja que o acolheu e foi instrumento para sua renovação na fé.

Neste domingo, 16 de agosto, ao ser ordenado sacerdote na Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz, Alan poderá contemplar a história percorrida e dar um novo passo na missão que descobriu no caminho: ser, em Cristo, um homem a serviço dos homens e da salvação dos homens.

Sua vida, agora entregue de modo ainda mais pleno ao sacerdócio, encontra no lema uma síntese da missão que deseja viver: reconciliar os homens com Deus, anunciando a misericórdia daquele que ama gratuitamente e nunca deixa de chamar seus filhos de volta para si.

Serviço

Primeira Ordenação Presbiteral na Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz

Data: 16 de agosto de 2026 (domingo)
Horário: 10h
Local: Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz – Diaconia Geral – Aquiraz (CE)
Presidência: Dom Gregório Paixão, OSB, Arcebispo de Fortaleza
Transmissão: YouTube da Comunidade Católica Shalom

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