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Dicas práticas para viver a Quaresma

Padre Rômulo dos Anjos dá algumas dicas práticas para escolher a penitência para a Quaresma.

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A Quarta-Feira de Cinzas inaugura um tempo forte de conversão na Igreja, em que todos os fiéis são chamados a aumentar as práticas de oração, jejum e caridade. De acordo com o Pe Rômulo dos Anjos, Responsável Local da missão do Rio de Janeiro, a Quaresma deve motivar cada pessoa a buscar corresponder à graça de Deus. “É um tempo de graça e um tempo também de dar uma resposta ainda mais generosa a ela para que nós possamos contemplar na nossa vida que a graça de Deus não foi em vão”.

E completa, “é verdade que Deus age, que Ele dá sempre o primeiro passo, que tudo depende da graça. Mas também é verdade, como dizia São Tomás de Aquino, que a graça pressupõe a natureza, ou seja, a graça precisa do meu acolhimento e precisa também da nossa colaboração. Por isso, esse é um tempo muito especial, tempo de alargar o coração”, explica.

Em entrevista ao ComShalom, o sacerdote deu algumas dicas práticas para viver bem a Quaresma e escolher uma penitência. “O jejum é uma colaboração ativa à ação da graça. O jejum nos faz dizer não a nós mesmos e dizer sim a Deus. E, por incrível que pareça, a nossa vontade ferida, viciada pelo pecado, é fortalecida na medida que ela é contrariada, como dizia São João da Cruz. Então o jejum nos ajuda a fazer esse processo de ascese. O jejum, mais do que um não a si, é um grande sim que se dilata a essa graça de Deus que pressupõe uma resposta minha”.

De acordo com Pe Rômulo, o jejum mortifica, é uma via de ascese e esvaziamento. “Ele nos ajuda a educar a nossa vontade, a educar as janelas dos nossos sentidos que, muitas vezes, precisam ser purificados porque estão expostos ao pecado. Esse processo de mortificação vai me ajudando a ter essa ascese. E isso me dilata também a caridade, ao próximo”.

COMO ESCOLHER UMA PENITÊNCIA

Segundo o sacerdote, a mortificação deve ser a prática de uma virtude que combate um vício. “O Espírito é criativo. Então é importante ver onde eu preciso de mais remédio. Qual é o meu vício? Por exemplo, se a pessoa tem o vício da língua, qual seria o melhor jejum para ela? O silêncio, educar a não falar mal das pessoas, não criticar. Se um jovem tem grandes desafios na castidade, ele pode fazer um jejum do olhar, educar o olhar dele. Em meio a uma sociedade erotizada, marcada pelo sensualismo, ele pode se educar no uso da internet, pode fazer um jejum de internet. E, com certeza, esse jejum vai ser mais válido e gerar muito mais fruto do que o jejum do alimento”.

Remédio para o pecado
“Se um jovem é muito disperso, não consegue se concentrar, ter atenção sobre uma determinada coisa, com relação até a própria vida de oração. As vezes a pessoa não consegue rezar porque ela não consegue parar. Elas são tão agitadas, tão fragmentadas, tão divididas, então faz um jejum das redes sociais. Jovem, se educa, porque isso vai te fazer bem, vai te ajudar no seu relacionamento, em dar atenção as pessoas. Isso vai te ordenar”.

De acordo com o sacerdote, uma boa forma de pensar em uma prática de penitência é analisar qual dos sentidos te leva mais ao pecado. “Podemos pensar nos sentidos, se uma pessoa é de ficar escutando música o tempo todo, ela pode fazer uma seleção das músicas que ela escuta, do tempo que ela escuta. Dar resposta a um vício com uma virtude”, finaliza.    


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