
Hoje, podemos ver nos nossos relacionamentos sociais, a presença do pensamento único — já não há espaço para ser diferente. O ser diferente passou a ser, no mínimo, estranho aos olhos daqueles que fazem tudo que todo mundo faz. É um contexto social que tenta nos “adestrar”, para que vivamos a uniformidade e não a diversidade. Assim ou nos enquadramos no padrão estabelecido, ou estamos fora de um determinado grupo.
A ditadura foi uma página trágica na história de muitos povos do mundo inteiro, e continua sendo doloroso ver a situação de tantos países que ainda não cresceram na dimensão de pensar o outro como irmão e não como um inimigo, onde permanece a força dos mais fortes em detrimento dos mais fracos. No Brasil a ditadura foi um retrocesso para o seu crescimento, com consequências que repercutem até os dias de hoje. Esta ditadura do pensamento único tira a nossa liberdade de escolha, a capacidade que nos foi dada por Deus de decidirmos a nossa própria história e, muitas vezes, corremos o risco de sermos levados para longe da nossa verdadeira felicidade. Se nos faltar o pensar diferente, nos faltará o ser livre na nossa consciência e responsável na nossa ação.
Márcia Andrea Barreto – Consagrada da Comunidade Shalom