Os bispos portugueses estão a preparar “orientações gerais” e em articulação com as autoridades sanitárias para “a retomada possível e gradual das celebrações comunitárias da Eucaristia e outras manifestações cultuais” após o final do estado de emergência que vigora no país até 2 de maio.
Em comunicado divulgado no final do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que reuniu dia 21 de abril por videoconferência, os bispos expressam a sua solidariedade “para com toda a população pela sua atitude de cuidada prevenção ao longo desta situação” e destacam a forma como os católicos “seguiram as normas e orientações da Santa Sé, da Conferência Episcopal e das Dioceses”.
Por outro lado, os prelados lembram as vítimas desta epidemia e seus familiares, manifestando a sua solidariedade para com os doentes infetados e com os que estão na “linha da frente”, como os profissionais de saúde, as forças de segurança e os que trabalham nos lares e outras instituições sociais.
O papel dos capelães hospitalares
Na nota do conselho permanente é ainda sublinhado “o papel de presença constante dos capelães hospitalares junto dos doentes, médicos, enfermeiros e demais auxiliares de saúde”.
Preocupações que estiveram também presentes no encontro do passado dia 21 deste mês do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, com o 1º Ministro António Costa, uma reunião centrada no levantamento das restrições às celebrações religiosas face à pandemia de Covid-19.
“Deveremos, a partir de maio, começar a encontrar um maior ponto de normalidade, nas celebrações religiosas, tendo em conta a previsão que temos”, disse o primeiro-ministro aos jornalistas no final do encontro.
Ainda no contexto do impacto da pandemia de Covid-19, o Santuário de Fátima anunciou no passado dia 6 deste mês que a peregrinação internacional que assinala anualmente o 13 de maio vai decorrer este ano sem a presença de assembleia.